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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Soufflé de Emmental e Rúcula

Ainda me lembro da primeira vez que comi queijo emmental. Foram precisas umas férias na Holanda, com muito gouda, para começar a dar uma oportunidade aos queijos típicos de outros países. O primeiro a ter esse privilégio foi mesmo o emmental, num serão passado a fazer o puzzle de 1000 peças (Country road in Provence by night), que trouxemos como lembrança das nossas aflições no país de Van Gogh.

Foram as nossas primeiras férias juntos e se fossem um prenúncio para alguma coisa, elas antecipavam muitos imprevistos e sempre uma maneira de solucionar os problemas. E realmente a nossa vida a dois tem sido um pouco assim. Altos e baixos, mas capazes de ir encontrando um final feliz pelo caminho. Eu a entrar em pânico, o Miguel mais paz e amor. A verdade é que o meu pânico e a paz dele resultam, ajudam a resolver os imprevistos. 

Aconteceram-nos todo o tipo de contratempos. Conseguimos sair em estações de comboio diferentes, sem termos como comunicar um com o outro e o Miguel de bolsos vazios, sem bilhete de comboio, sem dinheiro, sem um documento que o identificasse; Dormimos encharcados até aos ossos, já que choveu no único dia que escolhemos para acampar e o chão da tenda ficou todo ensopado assim que estendemos os sacos-cama; Passámos pelo stress de, numa cidade quase fantasma, sem bilhete de autocarro, sem jantar, sem dormida e com apenas 10€ no bolso, não conseguirmos levantar dinheiro em lado nenhum, por falta de comunicação com o banco.

Felizmente, tal como no emmental, estes buracos estavam rodeados de bom queijo e a verdade é que voltaria a fazer as malas para umas férias como aquelas num piscar de olhos.  

Para 4 a 6 formas (Fine Dining Lovers)
- 100 g de rúcula
- 4 ovos, separadas as claras das gemas
- 150 g de queijo emmental ralado
- 90 g de béchamel
- noz moscada
- sal fino

1. Pré-aquece o forno a 180ºC. Unta as formas com manteiga e pão ralado.

2. Branqueia a rúcula em água a ferver, temperada com sal. Escorre a rúcula e pica-a grosseiramente.

3. Tempera as gemas com uma pitada de sal fino e de noz moscada e bate-as, até começarem a ficar esbranquiçadas. Mistura a rúcula, o queijo emmental e o béchamel. Bate as claras em castelo, com uma pitada de sal, e envolve-as na mistura. Acerta os temperos.

4. Verte a mistura para as formas e leva ao forno, durante 20 a 30 minutos, até o soufflé ficar dourado. Serve, ainda quente, acompanhado de uma salada e azeitonas pretas.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Creme de Requeijão com Pêra e Presunto

O fim-de-semana das festas de São Gonçalinho aproximava-se e eu estava a ver que o "menino" se tinha esquecido de mim. Começava a achar que tinha de esperar pelas festas de 2015 para poder subir à cúpula da capela e cumprir a promessa feita no ano passado. Mas não, na véspera de começar a grande festa de Aveiro, o santo lá correspondeu com a sua parte do acordo.

Levantados os 5 kg de cavacas, encomendados à Mordomia de São Gonçalinho, lá fui com as minhas irmãs e o Miguel para a fila, que dava a volta à capela. Depois de uma hora de espera, subimos as estreitas escadas de pedra, e mandámos, pela primeira vez, as cavacas cá para baixo. Dizem que não podes dizer que és genuinamente aveirense enquanto não subires lá acima. Assim, este sábado, tornei-me uma aveirense genuína, mesmo sendo uma aveirense de gema. Nascida e criada.

A hora de espera deu para aprender umas coisas novas sobre as tradições da festa. Não fazia ideia que se te cair uma cavaca na cabeça, isso quer dizer que te casas nesse ano. Faz todo o sentido, já que o santo é conhecido por ser casamenteiro. Não sei se ao requeijão, às pêras e ao presunto caiu alguma cavaca em cima, mas sei que eles casam lindamente nesta entrada. Meia doce, meia salgada.

Para 4 pessoas (inspirado em Delicious Tapas)
- 1 embalagem de requeijão
- 1 c. de sopa de leite ou natas
- sal fino q.b.
- 1 + 2 c. de sopa de mel
- 6 pêras pequenas (ou 4 grandes), descascadas e cortadas em quartos
- 6 hastes de poejo fresco
- 4 fatias de presunto

1. Põe o requeijão numa taça e bate, juntamente com o leite ou as natas, até estar cremoso. Tempera com sal fino e adiciona uma colher de sopa de mel. Bate mais um pouco.

2. Numa frigideira antiaderente, junta o restante mel, as pêras e o poejo. Cozinha durante 10 minutos, até as pêras começarem a ficar tenras.

3. Distribui o creme de requeijão por quatro pratos, com um quarto das pêras e o presunto. Rega tudo com o líquido da cozedura das pêras e decora com mais poejo. Serve quente, acompanhado com tostas.

domingo, 31 de março de 2013

Pesto de Grelos com Ovo de Folar

"Carnaval fora, dia santo em casa." É um ditado popular que o meu avô gostava muito de nos lançar quando nos queixávamos de chuva na Páscoa. Não é que a ele lhe interessasse muito o estado do tempo, o que queria mesmo dizer é que não podemos andar sempre em folias e que a vida está cheia de pequenos compromissos e cedências. Tal como o princípio de incerteza de Heisenberg nos diz que não podemos conhecer com precisão e em simultâneo a localização e a velocidade de uma partícula, o meu avô lembrava-nos que não podemos, no mesmo ano, andar na rua a festejar o Carnaval e a Páscoa!

Esta era uma das frases preferidas dele, a par do "Eu devia era ter nascido agora" ou "Eu devia era ter ido para padre", não que ele fosse muito devoto a Deus. Aliás, o meu avô não era pessoa de ir à missa, nem sequer no Natal ou na Páscoa. Não é preciso entrar numa igreja para celebrarmos o nascimento e a morte de Jesus Cristo, a Sua crucificação pode muito bem ser assinalada com a entrega de um folar às netas, ainda hoje cumprida, religiosamente, pela minha avó. 

E foi o folar deste ano que usei para esta receita, para aproveitar os grelos que sobraram do carneiro de Páscoa e os ovos do folar. Não vou colocar quantidades porque foi tudo feito a olho, seguindo o instinto e mergulhando os dedos... Esta foi uma das receitas que mais me maravilhou nos últimos tempos, pela forma espontânea como surgiu, pelo gosto e pela nova vida que é possível darmos aos restos. 

- grelos cozidos
- folhas de salsa
- alho (muita moderação na quantidade de alho, porque se exagerares sobrepõe-se a todos os outros sabores)
- pinhões torrados
- azeite de limão (se não tiveres usa azeite normal e um pouco de sumo de limão)
- queijo da ilha
- sal
- fatias de folar de Vale de Ílhavo, cortadas o mais fino que conseguires
- ovo de folar

1. No 1,2,3, coloca os grelos, as folhas de salsa, os pinhões torrados, o alho e o queijo da ilha. Tritura até obteres uma pasta grosseira. Tempera com sal.

2. Aquece o forno a 190ºC. Coloca as fatias de folar de Vale de Ílhavo num tabuleiro e leva ao forno até ficarem douradas. Retira as fatias do forno, esfrega um dente de alho cortado ao meio no folar e pincela com azeite. 

3. Dispõe as fatias de folar no prato ou travessa de servir, espalha o pesto e, por cima, coloca o ovo de folar aberto ao meio. Antes de levares para a mesa, polvilha com lascas de queijo da ilha e boa Páscoa.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Camarão Picante com Batata Doce

Sabem porque é que gosto tanto das mercearias de bairro? Porque têm vida própria, trato quem me atende pelo nome e são um verdadeiro posto de informação. Não pode haver nada de anormal no bairro que lá se inventa a necessidade urgente de um quilo de açúcar ou de arroz, para se ir saber das novidades. Mas se aparece o INEM na rua então vai-se mesmo sem desculpa e lá se pergunta à descarada o que se passou. E depois é todo um diz que disse, diz que ouviu, diz que viu...

Quando hoje de manhã saí para ir ao pão lá estava na rua uma ambulância e um carro do INEM. Enquanto esperava pelo pão, lembrei-me que me faltavam limões e salsa para completar os maravilhosos camarões picantes. Chegada à mercearia já nem sinal do INEM, mas era um corrupio de senhoras de porta-moedas em riste e uma chuvada de perguntas, de suposições e opiniões. "Para que andar foi?", "Quem foi?", "Mas morreu?", "Será que foi o homem ou a mulher?", "Ah que tenha sido o homem, porque se foi a mulher como se vai orientar ele?". E eu lá esperava, a rir-me para dentro, encantada com a "preocupação extremada" das vizinhas.

Para 4 pessoas
- 4 batatas doces pequenas
- 350 g de miolo de camarão
- 4 malaguetas secas, sem sementes e cortadas finamente
- 1/2 cabeça de alho picado
- azeite
- sal
- salsa finamente picada
- sumo de limão

1. Lava bem as batatas doces e com uma faca raspa a pele. Corta as batatas em fatias grossas. Dispõe as fatias num tabuleiro forrado com papel de alumínio e ligeiramente untado com azeite. Assa-as no forno a 200ºC, durante 30 a 45 minutos, ou até as batatas estarem douradas.

2. Aquece o azeite num wok. Quando o azeite estiver quente, acrescenta o alho e as malaguetas secas. Refoga bem, mas sem deixar queimar o alho. Junta o miolo de camarão, tempera com sal e deixa fritar até estar dourado. Finaliza com salsa picada.

3. Serve o camarão picante por cima das fatias douradas de batata doce.

sábado, 5 de novembro de 2011

Pica-Pau do Campo

O Miguel costumava apanhar santieiros (cogumelos selvagens comestíveis, designação científica Macrolepiota procera) quando andava no campo à caça, depois das primeiras chuvas. Como quem vai à despensa fomos ao campo, ver se apanhávamos alguns cogumelos para o jantar. De cestinho de verga na mão, lá iamos procurando, só que a procura não estava a correr bem. O tempo passava e a única coisa que tinhamos apanhado era erva-doce, com um cheiro maravilhoso. Mas, quando eu já pensava que iamos sair dali de mãos a abanar, o Miguel lá avistou um chapéu a espreitar pelo meio da erva, salvando assim o nosso jantar!
Já tinhamos cogumelos e erva-doce, faltava-nos um pedaço de carne, que fomos "caçar" à arca congeladora dos pais do Miguel, juntamente com mais uns cogumelos que o pai dele tinha apanhado na véspera! E foi assim que trouxemos o campo para a nossa mesa, neste pica-pau delicioso!

Para 4-6 pessoas
- 500 g de peito de frango
- sal
- 3 c. sopa de manteiga
- 1 c. chá alho em pó
- 1 c. sopa massa pimentão
- 3 c. sopa azeite
- 1 cebola picada
- 500 g de santieiros, limpos e grosseiramente cortados
- 1 copo de vinho branco
- piri-piri
- 1/2 pacote de polpa de tomate
- 1 c. sopa de maisena
- 2 c. sopa de erva-doce fresca

1. Corta o peito de frango em tiras pequenas e tempera com sal. Aquece a manteiga num wok e cozinha as tiras de carne. Cozinha durante dez minutos. Acrescenta o alho em pó e a massa pimentão. Cozinha até a carne começar a ficar caramelizada. Retira do wok e reserva.

2. Aquece o azeite no mesmo wok (sem o lavar) e aloura a cebola. Junta os cogumelos e salteia-os em lume médio durante cinco minutos. Acrescenta o vinho branco, o piri-piri e a polpa de tomate. Salteia durante mais dez minutos. Mistura a farinha maisena, usando um coador para não formar grumos.

3. Acrescenta a carne e cozinha durante mais cinco minutos. Retira do lume e mistura a erva-doce.

4. Serve quente, acompanhado por fatias de pão.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Salada de Polvo

Esta é a minha altura do ano favorita! Oficialmente o Verão ainda não terminou, no entanto as manhãs já começam a cheirar a Outono. Aproveitando o polvo que sobrou do jantar de 2ª feira fiz uma salada que juntava estas duas estações do ano. A salada fria recorda-nos do Verão, que ainda não se despediu, mas os bagos de romã dizem-nos que o Outono já anda por aí e quer aparecer. 

As romãs nacionais atraiçoaram-me um bocado, já que estava à espera de bagos rubi para contrastar com o tom rosado do polvo, mas o que importa é mesmo o sabor e esse estava excelente!

Para 4 pessoas
- 1 polvo cozido (600 g) limpo
- 1 cebola picada
- sumo de 1/2 limão
- azeite
- salsa picada
- rúcula
- bagos de romã

1. Corta o polvo em pedaços. Numa taça mistura o sumo de limão, o azeite, a cebola e a salsa picada. Junta o polvo e envolve muito bem no molho. Leva ao frigorífico até à hora de servires.

2. Dispõe a rúcula num prato de servir. Deita o polvo com o molho na cama de rúcula e polvilha com os bagos de romã. Serve com pão torrado.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Espargos Assados com Mini-tartes de Tomate


Fico doida quando nalgum livro de receitas vejo a lista de ingredientes e depois olho para a foto e vejo ingredientes que por mais que procure não se encontram na tal listinha. Que não queiram partilhar com os comuns mortais todos os seus truques de chefs eu até entendo, mas pelo menos antes de lançarem os livros confirmem se bate tudo certo. É o minímo...

Parte desta receita, adaptada do livro "Dias Felizes com Jamie Oliver", é um exemplo disso. Quando percorremos a lista de ingredientes não vemos nenhuma referência a tomates cereja, só que ao olhar para a foto lá estão eles, vermelhos e viçosos. A primeira vez que fiz os espargos assados incluí os tomates cereja, já que davam cor ao prato. Na altura achei que com algumas alterações o prato tinha potencial como entrada ou como um almoço tardio de domingo. As alterações de base já estavam há uns tempos na minha cabeça, só que não conseguia decidir se usava tarte com tomates crus ou tomates assados, daí a receita final ter demorado a materializar-se.

Desta vez usei uma haste de alecrim, como indicado na receita original, mas como tive um trabalhão a "catar" as pontas de alecrim que ficaram coladas aos espargos da próxima vez vou usar o azeite de alecrim que a minha irmã nos deu pelo Natal, penso que a diferença no sabor não será muita. A lista de ingredientes é longa mas o prato é simples de fazer e bastante saboroso.

Para 4 pessoas
- 24 espargos
- azeite de alecrim
- 4 fatia de presunto
- 1/2 limão
- 1 base de massa quebrada
- 24 tomates cereja, cortados ao meio
- 24 azeitonas, sem caroço
- manjericão, grosseiramente picado
- azeite
- queijo da ilha ralado
- 1 noz de manteiga

1. Pré-aquece o forno a 190ºC.
 
2. Apara os pés dos espargos, dobrando-os e partindo por onde estalarem naturalmente. Envolve bem todos os pés no azeite de alecrim. Pega em 6 espargos e enrola a fatia de presunto à volta do centro para atar tudo. Faz outros três molhos iguais e alinha-os num tabuleiro de forno com meio limão. Reserva.
 
3. Corta a base de massa quebrada ao meio (guarda a outra metade no congelador para outra altura). Corta a base em 8 tiras. Coloca as tiras de massa quebrada no centro de 8 formas de queque e com a ajuda dos  polegares pressiona e molda as tiras de massa de maneira a esta cobrir a forma toda. Pica a massa com um grafo. Leva os espargos e a massa quebrada ao forno.

5. Entretanto, numa taça, mistura os tomates cereja com as azeitonas e o manjericão. Adiciona um fio de azeite e reserva.

6. Quando a massa estiver dourada (mais ou menos 10 minutos) retira as formas do forno e usa uma colher para pressionar a massa de volta aos lados da forma (cuidado para não te queimares, que foi o que me aconteceu). Distribui a mistura de tomate pelas formas e polvilha com o queijo da ilha.

7. Leva as mini-tartes de novo ao forno até o presunto ficar estaladiço e o queijo gratinado (aproximadamente mais 10 minutos). Tira do forno, junta uma noz de manteiga e espreme o sumo de limão assado sobre os espargos e serve-os ainda quentes, acompanhados com as mini-tartes.

sábado, 30 de abril de 2011

Requeijão Assado

Foto: P.P.
Ontem algumas ruas da capital, a dos meus tios incluida, vestiram-se de branco e para não ficarmos a destuar fizemos uma entrada da cor da neve para o pré-almoço de Dia da Mãe.
A entrada foi um sucesso, principalmente junto do meu cunhado J. que gosta de coisas picantes, e é um mix de inspiração entre a receita com queijo feta do The Closet Chef e da receita de requeijão assado da Mafalda Pinto Leite.

Para 4 a 6 pessoas
- 1 requeijão de Seia
- 1 mão-cheia de ervas aromáticas - salsa, coentros, manjericão, etc.
- 1 malagueta vermelha fresca, picada e sem sementes
- raspa de 1/2 limão
- azeite de piri-piri
- sal

1. Pré-aquece o forno a 200ºC.

2. Cobre um prato de ir ao forno com azeite. Coloca o requeijão no prato, polvinha com as ervas aromáticas, tempera com sal e rega com um pouco mais de azeite. Leva ao forno durante 15 minutos, até o requeijão ficar ligeiramente dourado.

3. Numa tigela junta a malagueta picada, a raspa de limão, azeite e sal. Serve o requeijão assado quente, com o molho de malagueta por cima, sobre fatias de pão.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cogumelos com Mozzarella e Tomilho

Hoje é dia de festa e por isso "convidámos" o Jamie Oliver para jantar. Esta entrada é do livro "Cozinha na Itália" e é muito fácil, rápida e saborosa. O Jamie Oliver leva os ingredientes ao forno num prato e sugere acompanhar os cogumelos com pão estaladiço, mas nós fizemos uma pequeníssima alteração e levámos os ingredientes ao forno no meio de duas tortilhas.

Para 2 pessoas
- 2 tortilhas
- 2 cogumelos frescos, finamente laminados
- 2 mãos-cheias de queijo mozzarella ralado
- 1 caule pequeno de tomilho, usar só as folhas
- sal
- azeite extra virgem

1. Pré-aquece o forno a 180ºC.

2. Coloca uma das tortilhas num prato que possa ir ao forno e à mesa. Distribui os cogumelos numa única camada por cima da tortilha. Espalha por cima o queijo e as folhas de tomilho. Tempera com sal e azeite e cobre com a outra tortilha.

3. Leva ao forno durante 10 minutos. Com a ajuda de uma espátula vira a quesadilla para tostar do outro lado. Deixa ficar durante mais 5 minutos. Corta a quesadilla em seis triângulos. Se desejares, acompanha com uma salada de alface ou de tomate.

sábado, 24 de outubro de 2009

Mini-hambúrgueres com Molho Mexicano

Estes serviram para entrada num jantar e foram a sua salvação, já que o prato principal não correu lá muito bem. Também podem ser feitos em tamanho "normal" e servir como refeição, acompanhados com uma salada.
 
- 500 g de carne picada
- 1/2 chávena de cenoura ralada
- 1 c. de chá de alho em pó
- 1/2 c. de sopa de mistura de ervas
- 1 c. de sopa de molho mexicano
- 1/2 chávena de molho de tomate
- 1 ovo batido
- pão ralado q.b.
- molho mexicano para servir
 
1. Numa tigela tempera a carne com sal, alho e a mistura de ervas. Junta a cenoura, o molho mexicano, o molho de tomate, o ovo e o pão ralado (acrescenta pão ralado até a mistura se soltar das paredes da tigela) e mistura tudo muito bem, usando as mãos. Coloca a mistura no frigorífico durante 30 minutos.
 
2. Molda a carne em pequenas bolas e achata-as ligeiramente, usando as palmas das mãos. Distribui os mini-hambúrgueres num tabuleiro e leva a assar no forno (pré-aquecido a 170ºC) cerca de 15 minutos, ou até a carne estar cozinhada.
 
3. Retira a carne do forno e coloca no prato de servir. Espalha um bocado de molho mexicano no topo de cada mini-hambúrguer e serve.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Berbigão à Pescador

Estes estavam fresquinhos, fresquinhos. Souberam que foi uma maravilha!
 
Para 6 pessoas
- 1 kg de berbigão
- 1/2 pimento verde, cortado em tiras
- 1 cebola média, cortada em meias-luas
- 1/2 malagueta vermelha, sem sementes e laminada
- 3 tomates, cortados em cubos
- 1 copo de vinho branco
- azeite
 
1. Conserva o berbigão em água bastante salgada, para largarem a areia.
 
2. Num tacho coloca o berbigão. Por cima coloca a cebola, o pimento, a malagueta, o tomate, o vinho e o azeite. Tapa o tacho e leva ao lume.
 
3. Depois de levantar fervura deixa ficar a cozinhar mais 5 minutos e retira do lume. Serve quente com fatias de pão.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Figos Frescos com Bacon e Queijo de Cabra

Esta é mais uma receita da "blue cooking" que este mês está em grande. Sempre que vejo figos lembro-me da minha infância, quando no Verão ia com a minha irmã A. para a eira do nosso avô e faziamos todo o tipo de brincadeiras junto à figueira enquanto íamos comendo os figos que estavam mais à mão. Bons tempos em que apanhávamos barrigadas de figos estendidas ao sol... Ora, voltando à receita. Esta é uma menage à trois perfeita, só é preciso ter cuidado para não pôr muito queijo. É uma excelente entrada mas também funciona bem como refeição ligeira, com uma salada a acompanhar. Aliás, pode-se regar a salada com o molho que fica no papel depois de se tirar os figos.
 
Para 4 pessoas
- 6 fatias de bacon
- 6 figos frescos
- 1 c. de sopa de vinagre balsâmico
- 6 c. de sobremesa de queijo de cabra
 
1. Pré-aquece o forno a 200ºC.
 
2. Arranja os figos cortando-os em cruz até meio (tem cuidado para não cortares até ao fundo). Dispõe-os virados para cima numa travessa que possa ir ao forno e pincela-os com o vinagre balsâmico. Enrola as fatias de bacon à volta dos figos (se vires que é preciso usa um palito para prender a fatia) e no interior uma colher de queijo de cabra em cada um.
 
3. Leva os figos ao forno durante 8 minutos, ou até o queijo começar a derreter. Serve de imediato.

Patê de Atum

Dantes, muitas noites o nosso jantar era patê de atum com tostas e pão. Adorávamos esses jantares, mas a certa altura acabámos por enjoar. Mas no outro dia precisávamos de fazer qualquer coisa para juntar aos figos e foi então que recuperámos o esquecido patê. A maionese foi substituída pelos queijos frescos e acrescentámos os ovos cozidos.
 
- 2 latas de atum em óleo (o natural não funciona nesta receita pois fica muito seco)
- 2 queijos frescos
- 3 ovos cozidos
- cebolinho
- sumo de limão
 
1. Coze os ovos. Assim que estiverem cozidos passa-os por água fria e descasca-os. Corta-os ao meio no sentido do comprimento, retira a gema e guarda a clara para depois recheares com o paté.
 
2. Num 1,2,3 mistura o atum esocrrido, o queijo fresco, as gemas de ovo, o cebolinho e o sumo de limão, mas de maneira a não ficarem muito picados.
 
3. Recheia as claras com o patê e serve o restante patê fresco, acompanhado com tostas.

sábado, 3 de maio de 2008

Perceves

Realmente estes bichos têm um aspecto um tanto ou quanto estranho, mas sabem tão bem. Sabem a MAR!
 
- 1 kg de perceves
- 3 dentes de alho
- água do mar (ou água muito salgada)
- louro
- piripiri
 
1. Passa os perceves por água para largarem a areia.
 
2. Ferve na água do mar o alho, o louro e o piripiri. Quando começar a ferver introduz os perceves e deixa levantar fervura outra vez (sempre em lume forte) e tira-os imediatamente.
 
3. Serve-os com cerveja bem gelada e pão com manteiga.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Amêijoas à Bulhão Pato

Perfeito para um fim de tarde com os amigos e umas cervejolas frescas a acompanhar a conversa. O que também não pode faltar são umas fatias de pão para degustar o molho.
 
- 1 kg de amêijoas
- 6 dentes de alhos
- 4 colheres (sopa) de azeite
- 1 ramo de salsa fresca picada (ou coentros)
- 1 copo de vinho branco
- 1 limão
- piripiri a gosto
 
1. Põe as amêijoas de molho em água com bastante sal, para as ameijôas largarem a areia. Passa-as por água corrente e deixa escorrer bem, para largarem a água.
 
2. Leva ao lume o azeite. Deixa aquecer bem e junta-lhe os dentes de alho picados até alourarem.
 
3. Introduz as amêijoas, a salsa picada, o vinho branco e o piripiri.
 
4. Tapa o tacho e deixa as ameijôas abrirem, agitando o tacho de vez em quando.
 
5. Quando as amêijoas estiverem abertas rega com sumo de limão.
Dica: No caso de sobrarem amêijoas, podes guardar durante 2 ou 3 dias no frigorífico. Depois é só aquecê-las e servir por cima dum bocado de esparguete e ficas com uma refeição rápida e deliciosa.