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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Pão de Hambúrguer

Iyi. Daacadnimo. Faitotonú. Ärlighet. Onestitate. Eziokwu. Ausus. Gaskiya. Honestidad. Zintzotasuna. Dürüstlük. Honestedat. Onétete. Goīgums. Kejujuran. Macántacht. Onestà. Ehrlichkeit. Poštenje. Rehellisyys. Ukwethembeka. Honnêteté. Düzlük. Katapatan. Trung thực. Honesty. Uaminifu. Honestecon. Honestatis.

Honestidade. Em pequenos ensinam-nos que é feio mentir e levamos essa lição a sério. Acontece que algures pelo caminho do nosso crescimento a sociedade ensina-nos outra coisa completamente diferente. Mostra-nos que a verdade nem sempre é bem-vinda. Que podemos chegar mais longe com a falsidade. Vivemos num mundo com dois pesos e duas medidas. Ora aponta o dedo à mentira, ora incentiva a arte do engano. Como sabemos o que é melhor a cada momento? A verdade ou a mentira politicamente correcta? Como quando nos oferecem uma prenda que não gostamos, que não usamos ou que não nos interessa para nada. Somos sinceros e dizemos que não gostamos, ou pomos o nosso melhor sorriso amarelo e dizemos que amámos?

Não precisei de pôr nenhum sorriso amarelo quando recebi pelo Natal o livro de onde vem esta receita de pão de hambúrguer, Cozinhar em Casa é Fácil. Amei-o mesmo e calhou mesmo bem. Além de adorar o jeito descontraído da Lorraine Pascale na cozinha, andava a precisar de uma receita de pão de hambúrguer que funcionasse. Já tinha experimentado umas quantas receitas, mas todas sem sucesso. Esta receita do livro funciona na perfeição e vem lá tudo muito explicadinho. Só fica a faltar o hambúrguer!

Para 8 pães de hambúrguer
- 525 g de farinha simples
- 2 c. de sopa de sal fino
- 2 c. de sopa de açúcar amarelo
- 1 saqueta de fermento de padeiro
- 150 ml de leite morno, mais um pouco para pincelar
- 150 ml de água morna
- sementes de sésamo e de papoila

1. Coloca a farinha, o sal, o açúcar e o fermento numa tigela. Faz um buraco no centro e junta o leite e a água, para formar uma mistura macia. Amassa durante 10 minutos à mão. Para saber se a massa está pronta, forma uma bola apertada, depois, usando um dedo coberto de farinha, insere-o na massa. Se a massa saltar imediatamente, está pronta. Num lugar quente, deixa levedar numa tigela, untada com azeite e coberta com película aderente, durante duas horas ou até dobrar o tamanho.

2. Com as mãos cobertas de farinha, divide a massa em 8 porções. Pega numa porção e forma uma bola, puxando os lados para baixo e por baixo da massa, para que a parte de cima fique lisa. Coloca a bola no tabuleiro. Repete com o resto da massa, colocando as bolas bem espaçadas porque ainda vão crescer durante a levedação e a cozedura. Assim que as bolas estiverem dispostas, cobre-as com película aderente untada com azeite, para que fique hermético. Deixa a levedar num lugar quente cerca de uma hora ou até que a massa tenha duplicado de tamanho.

3. Aquece previamente o forno a 200ºC. Assim que as bolas tiverem levedado, retira a película aderente e pincela-as com leite. Salpica-as com sementes de sésamo e de papoila. Coloca o tabuleiro no forno e deixa cozer cerca de 30 a 35 minutos, ou até estarem dourados. Uma vez prontos, retira-os do forno e deixa-os arrefecer.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Padaria 5 Bicas

Sr. João, João e Joana representam duas gerações na Padaria 5 Bicas, a melhor padaria da cidade! Em 2010 o Sr. João assumiu o comando a tempo inteiro e começou uma nova história nesta padaria de bairro, onde se conhecem os clientes pelo tipo e quantidade de pão que levam todos os dias. As dez pessoas que lá trabalham transformam farinha e água em pão de qualidade. Daquele tipo de pão guloso que se come de uma assentada, sozinho ou com manteiga, só porque está a saber bem. Com essa mudança veio mais variedade de produtos, cestos de pão mais bonitos e vitrinas mais recheadas. Colocando amor e esforço no que fazem, as coisas vão fermentando bem. Tudo cozido em forno de lenha, vendido com o sorriso da Joana e o cuidado da Dª. Alice, já sem ser preciso dizer o que queremos: 6 pães branquinhos, em saco de plástico.
Há quantos anos a padaria 5 Bicas abriu as suas portas?
Quando tivemos que pedir o licenciamento andámos a ver isso e o registo mais antigo que encontrámos foi de 1857. Muitos anos, mais de cento e cinquenta!
Como tem sido a sua história?
Tem sido uma padaria passada de geração em geração, até à altura em que a comprei ao Sr. Rodrigo, em 1986. Os meus avós eram padeiros na Rua das Salineiras, e entretanto eu comprei esta padaria. Para alguns clientes mais antigos ainda é a padaria do Sr. Rodrigo e agora tenho os meus filhos a trabalhar comigo.
Ainda se lembra como foi o seu primeiro dia de trabalho aqui na padaria?
Sim, fui-me inteirando das coisas e do que era preciso na altura. Saber a farinha, o sal, a lenha… O Sr. Rodrigo, que foi quem me passou a padaria, explicou-me as coisas e foi-me dando umas indicações.
Vê o trabalho na padaria como uma herança familiar ou sente-se inspirado por ele?
Os meus avós eram padeiros, os meus pais eram padeiros e eu, por necessidade e para me ir inteirando do ramo, fui começando a trabalhar na padaria. Depois comecei a tomar gosto e segui isto. Dou-me feliz por ter uma situação em que posso trabalhar, tendo em conta que hoje há tanta gente sem trabalho.
Como é trabalhar com os seus filhos?
A coisa mais difícil da padaria… (risos) É bom, eles são responsáveis, são bons e foram aprendendo por eles. Tem sido muito bom.
O que distingue a padaria 5 Bicas das outras padarias da cidade?
Penso que o que distingue é a qualidade do pão. Hoje em dia é tudo muito comercial, faz-se o pão com gorduras, com canela… Nós procuramos fazer o pão à moda tradicional. As pessoas que aqui trabalham também. A Joana é simpática e isso ajuda a cativar os clientes. Temos um rapaz de São Tomé e Príncipe que é competente, honesto e trabalhador, que merece ser ajudado. Mas também temos aqui pessoas que podiam fazer melhor… E temos ainda o forno, que sendo de lenha também ajuda à qualidade do pão, dá-lhe um sabor mais característico.
Qual é o produto que mais lhe aquece o coração quando vê sair do forno?
Gosto de ver o pão d’avó. Porque é um pão escuro, de mistura, mais saudável. É, gosto dos pães escuros…
Lembro-me em miúda vir aqui aos éclairs de chocolate, às escondidas da minha avó e da tristeza que foi, um dia, descobrir que tinham “desaparecido”. Para quando o seu regresso à padaria?
Não sei, ver se até ao fim do ano conseguimos.
A que cheira a sua infância?
Aos sabores genuínos, ir à Ponte Praça e cheirar a maresia. O cheiro das árvores era diferente. Agora os carros com a gasolina já não deixam que os cheiros se entranhem… No Poço de Santiago o cheiro a água salgada. Antigamente quando se ia ver os jogos do Beira-Mar sentiam-se os cheiros do parque, era muito bom. A poluição agora já não deixa que o cheiro da natureza entre por nós adentro. O progresso é muito destrutivo…
Como vê o futuro da padaria 5 Bicas?
Procurar conservar uma padaria típica, para não sermos apenas mais uma. Hoje a vida é mais comercial, com menos qualidade… Queremos uma padaria com qualidade para podermos ser uma referência na cidade, diferente das outras. Mas não ser diferente apenas por ser diferente, queremos manter a padaria tradicional para podermos ser consagrados.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Bruschetta de Puré de Ervilhas e Requeijão

Houve um tempo em que não gostava de ervilhas. Quando andava no infantário, normalmente era a última a sair da mesa e lembro-me de esperar estar longe da vista das educadoras para pôr as ervilhas nos bolsos do bibe, para depois as deitar na sanita. Não sei se é por ser o mês da criança ou por a minha mana "pequenina" fazer anos, mas hoje tenho sentido uma enorme vontade de voltar a esses tempos, quando a J. adormecia no meu colo, com o bater do meu coração. Vontade de voltar aos dias em que acreditava que os dragões protegiam as princesas e sonhava percorrer o universo numa nave espacial...

- fatias de pão caseiro ou de Mafra
- alho
- azeite
- sal fino
- ervilhas, cozidas
- manjericão
- queijo da ilha
- sumo de limão

1. Torra as fatias de pão numa torradeira até estarem marcadas dos dois lados. Retira-as da torradeira e esfrega um dente de alho cortado ao meio, rega com um fio de azeite e polvilha com sal.

2. Num 1,2,3 tritura as folhas de manjericão com as ervilhas, até obteres um puré granuloso. Junta o queijo da ilha ralado e mistura com uma colher. Adiciona um fio de azeite e sumo de limão. Barra as bruschettas com o puré de ervilhas, dispõe o requeijão desfarelado por cima e polvilha com sal.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Salada de Ovo e Atum

Esta é uma "mistela" que fazíamos no Verão, nas férias em S. Martinho do Porto, e púnhamos nas bolas de pão para levarmos para a praia. No Verão apetece em sandes com alface para comer a seguir ao banho, enquanto secamos ao sol. Mas no Inverno sabe bem em dias soalheiros, no quentinho da casa, barrada em torradas ou em fatias de pão rústico.

Para 2 pessoas
- 1 lata de atum em azeite
- 2 ovos cozidos
- 2 c. sopa de rodelas de azeitonas pretas
- 1 c. sopa de iogurte natural
- 1 c. sopa de maionese

Numa taça  esmaga os ovos cozidos, com a ajuda de um garfo. Junta o atum e as rodelas de azeitona. Mistura bem. Adiciona o iogurte natural e a maionese e envolve bem. Leva a "mistela" ao frigorífico durante pelo menos meia hora para refrescar.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sandes de Presunto

Hoje não trabalhei de manhã. Depois de levar o Miguel ao trabalho, ainda meio ensonada, voltei para casa e aproveitei para tomar o pequeno-almoço com calma enquanto via as notícias da manhã e desfolhava pela n-ésima vez o livro "2780 Taberna - Cozinha Experimental".  Consigo passar horas a desfolhar este livro, para mim é um excelente livro de receitas, com uma apresentação retro e muito sentido de humor.  

Pastar no sofá estava a saber muito bem só que estava bom tempo e por isso decidi ir dar uma volta até ao mercado para comprar fruta e legumes. Ia na ideia de comprar espargos para uma salada, mas como não havia no mercado e não me apetecia enfiar num supermercado tinha de pensar numa alternativa. Não sabia muito bem o que havia de ser, mas alguma coisa me havia de ocorrer enquanto bebia uma água numa das esplanadas do mercado e lia umas páginas do livro "O Elefante Evapora-se" do Haruki Murakami.

E foi isso mesmo que aconteceu... lá me lembrei dum folhado de presunto que tinha marcado hoje de manhã com um post it no livro da Taberna. Como me tinha distraído com as leituras não tinha muito tempo para preparar o almoço e comprar os ingredientes em falta, por isso fiz algumas adaptações à receita. Substituí o folhado com sementes de sésamo por pão de sementes e a compota feita com figos secos e vinho do Porto por doce de figo.

A sandes é uma combinação simples e deliciosa de ingredientes. O picante da rúcula combina muito bem com a doçura do doce de figo e com o salgado do presunto e do queijo da ilha.

Para 1 pessoa
- pão de sementes
- rúcula
- presunto em fatias
- queijo da ilha em lascas
- compota de figo

Abre o pão ao meio e coloca folhas de rúcula, fatias de presunto, queijo da ilha em lascas (usa um descascador de legumes para conseguires lascas fininhas) e compota de figo ao teu gosto.