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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Tarte de Crumble de Mirtilos

O tempo voa  e nós gostamos de ter a sensação de que, às vezes, o conseguimos comprar. Aqui em casa achávamos que ganhávamos tempo comprando as bases já prontas para pizzas, tartes e sobremesas. Na realidade era um tempo que ganhávamos mas que não era aplicado em nada de realmente importante. O que não perdíamos em tempo perdíamos em sabor e em variedade. Cansada da repetibilidade dos sabores, sem espaço para as imperfeições, decidi experimentar começar a fazer as nossas próprias massas. Tudo do zero! Até agora tem corrido bem e o retorno do tempo investido tem sido elevado.
 
Para a massa (Vincent Gadan)
- 90 g de manteiga
- 50 g de açúcar
- 1/2 vagem de baunilha
- 1 ovo
- 20 g de farinha de amêndoa
- 160 g de farinha
 
Para o crumble
- 80 g de línguas de gato
- 50 g de amêndoa
- 2 c. de chá de extracto de baunilha
- 2 c. de sopa de açúcar amarelo
- 30 g de manteiga
 
Para o recheio
- 500 g de mirtilos
- 1 c. de sopa de maizena
- 6 c. de sopa de açúcar
- Raspa de 1 limão
- pitada de sal
 
1. Começa por ter todos os ingredientes para a massa todos à mão e já medidos. Numa taça mistura, com as mãos, a manteiga e o açúcar. Adiciona as sementes da vagem de baunilha e o ovo. Mistura bem. Junta as duas farinhas e amassa bem. Envolve a massa em película aderente e leva ao frigorífico durante 2 horas.
 
2. Numa superfície polvilhada com farinha estende a massa, até obteres a espessura desejada. Pica a massa com um grafo e cobre a forma com a massa. Passando o rolo da massa por cima, retira o excesso de massa. Leva a massa ao frigorífico durante uma hora.
 
3. Pré-aquece o forno a 170ºC. Leva a massa a cozer, coberta com papel vegetal e feijões cerâmicos, durante 15 minutos.
 
4. Num copo 1,2,3 junta todos os ingredientes do crumble. Desfaz os ingredientes até obteres a consistência desejada (eu, por exemplo, gosto de sentir os pedaços um pouco maiores).
 
5. Numa taça coloca os mirtilos e mistura com a farinha maizena. Adiciona o açúcar, a raspa de limão e o sal. Envolve tudo muito bem.
 
6. Retira a massa do forno e cobre a base com os mirtilos. Por cima,, faz uma espécie de cama com o crumble. Leva novamente ao forno até o crumble ficar dourado (mais ou menos 15/20 minutos). Retira do forno e serve morno, acompanhado por uma bola de gelado de nata.

domingo, 12 de maio de 2013

Panna Cotta de Coco e Jasmim

Santa Joana Princesa, padroeira da cidade de Aveiro. A 12 de Maio assinala-se a sua morte, chorada pelo povo de Aveiro e pelas flores cuidadas por si em vida, pelo menos assim reza a lenda. Princesa de Portugal, aos 20 anos recolheu-se no Mosteiro de Jesus de Aveiro e aí viveu, longe das grandezas e vaidades da corte, sendo um exemplo de simplicidade e caridade.
É um dos meus dias de Primavera preferidos. A azáfama na cidade, a procissão, o cheiro a erva-doce, as pétalas de flores pelo chão, as pequenas versões da Infanta e, acima de tudo, os passos da minha irmã pelas ruas da cidade. Desde pequenina que participa na procissão, tendo interpretado diferentes papeis na grande encenação da vida da padroeira, que foram mudando à medida que foi crescendo. Agora é Irmã, a minha pequenina!
Simples, tal com a princesa e pequena, tal como eu vejo a minha eterna princesa, é esta panna cotta de coco e jasmim. Achei que os homens não fossem muito devotos de flores, mas, para grande surpresa minha, foram eles quem mais apreciou a sobremesa.

Para 4 pessoas
- 200 ml de natas
- 200 ml de creme de coco
- 60 g de açúcar
- 1 c. de sopa de chá de jasmim
- 1,5 folhas de gelatina
- 6 morangos
- 3 c. de sopa de açúcar

1. Amolece as folhas de gelatina num copo de água fria.

2. Num tacho cozinha as natas, o creme de coco e o açúcar, até que ferva. Retira do lume e "chora" sobre o creme o chá de jasmim. Deixa em infusão durante 2 minutos, mas não mais do que isso. Coa o creme e dissolve a gelatina escorrida. Distribui o creme por taças pequenas e deixa repousar no frigorífico durante 3 horas.

3. Arranja os morangos e corta-os em fatias finas. Leva-os a lume baixo juntamente com o açúcar, até este se dissolver. Quando a panna cotta já tive solidificado, cobre-as com os morangos e deixa repousar mais um pouco no frigorífico.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Lágrimas de Limão e Morango com Merengue

Acho que foi António Lobo Antunes que disse que morremos quando deixamos de ser lembrados pelos outros... No caso do meu avô a melhor forma de o manter vivo é estando no seu quintal. No ano passado começámos a árdua tarefa de limpar o quintal, mas por motivos que não são mais do que desculpas nunca chegámos a terminar. Ontem passei a manhã toda no quintal à procura do Pancinhas, que decidiu pregar-nos um susto. Por momentos até pensámos que alguém o tinha levado durante a noite, para ser servido no Domingo de Páscoa. Ao final da manhã, depois de ter procurado em tudo o que era buracos e recantos lá apareceu o cabrito, vindo do nada. Devo dizer que procurar por ele encheu-me de tristeza, pela angústia de não saber do bicho, não saber se estava bem, se estaria preso nalgum sítio a precisar de ajuda, e por ver o estado de destruição em que a minha casa de infância - outro lugar cheio de histórias - se encontra.

Todos os dias, vindo no seu Fiat 127 verde, o meu avô ia a nossa casa, o seu ponto de passagem para as lides do quintal. Uma delas está bem presente, o sulfatar dos limoeiros. Depois de tirar o boné e de trocar de roupa, colocava a máquina de sulfatar às costas, subia o carreiro até ao topo do quintal e espalhava um líquido que eu achava estranho nos limoeiros. Uns meses mais tarde os limões eram limpos no pátio da casa velha, para posteriormente serem entregues em alguns mini-mercados locais, já que nós não conseguíamos dar vazão aos limões produzidos pelos cinco limoeiros. Destes cinco agora só resta um, que dá uns limões muito amargos, tal e qual o sabor da perda de alguém com um papel tão importante na nossa vida...

Para 20 a 25 lágrimas
Creme de limão (adaptado de Tartelette)
- 125 ml de sumo de limão
- raspa de 1/2 limão
- 125 g de açúcar
- 1 c. de chá de extracto de baunilha
- 3 ovos
- 2 c. de sopa de manteiga

- 300 g de morangos, arranjados e cortados em quartos (no caso de serem grandes)
- 150 g de açúcar
- 1 folha de gelatina
- 2 claras
- 120 g de açúcar

1. Num tacho pequeno mistura o sumo e a casaca de limão, o açúcar e o extracto de baunilha. Leva ao lume até o açúcar se dissolver. Entretanto bate ligeiramente os ovos. Assim que a mistura de sumo de limão estiver quente, retira do lume e verte um pouco por cima dos ovos, mexendo vigorosamente, para que os ovos não cozam. Junta os ovos à mistura de sumo de limão e devolve o tacho ao lume baixo. Mexe continuamente até a mistura engrossar, sem nunca deixar ferver. Retira a mistura do lume e adiciona a manteiga e envolve-a até que esteja completamente derretida. Passa a mistura por um coador e distribui o creme de limão pelas lágrimas.

2. Amolece a folha de gelatina num copo com água fria. Leva um tacho ao lume com os morangos e o açúcar, até o açúcar se ter dissolvido. Retira do lume e adiciona a folha de gelatina escorrida. Mexe bem e distribui os morangos por cima do creme de limão.

3. Bate as claras em castelo com metade do açúcar. Assim que tiveres as claras montadas, adiciona o restante açúcar e bate as claras até o açúcar estar bem incorporado. Passa o merengue para um saco de pasteleiro e cubra os morangos. Com um maçarico de cozinha queima ligeiramente o merengue. Serve e saboreia o contraste entre o doce e o amargo.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Profiteroles

Não ficaram tão perfeitos como os comprados nas melhores pastelarias, mas, tal como no amor, o que interessa é a sua beleza interior. E eles estavam lindos por dentro, com um sabor que nos arrebata (receita adaptada do blog Gourmets Amadores).

Para a massa
- 175 ml de água
- sementes de 10 vagens de cardamomo
- 85 g de manteiga
- 1 c. de sopa de açúcar
- 125 g de farinha
- 4 ovos

1. Começa por aromatizar a água. Ferve 200 ml de água com as sementes de cardamomo. Retira do lume e deixa aromatizar, durante pelo menos 1 hora.

2. Pré-aquece o forno a 220ºC.

3. Coloca a água, a manteiga e o açúcar num tacho e leva a ferver. Retira do lume e adiciona a farinha toda de uma vez. Mexe energeticamente com uma colher de pau, até a mistura despegar dos lados do tacho. Passa a mistura para a taça da batedeira e deixa arrefecer ligeiramente. Bate a mistura, com as varas para massas, de maneira a se desmanchar um pouco. Adiciona um ovo de cada vez e mistura até obteres uma massa homogénea.

4. Transfere a massa para um saco de pasteleiro. Num tabuleiro de ir ao forno, coberto com papel vegetal, faz bolas com a massa (mais ou menos com 2 cm de diâmetro) e espaçadas entre si. Leva ao forno durante 10 minutos. Reduz a temperatura do forno para 180ºC e deixa cozer durante mais 15 minutos, ou até os profiteroles estarem dourados. Retira do forno e deixa arrefecer sobre uma grelha metálica.

Para o creme
- 225 ml de leite
- 2 c. de sopa de maizena
- 100 g de açúcar
- 1 ovo
- 2 gemas de ovo
- 30 g de manteiga
- 1 c. de sopa de extracto de baunilha
- sumo de 4 maracujás

1. Dissolve a maizena num pouco do leite. Mistura o restante leite com o açúcar e leva ao lume, até ferver. Retira do lume.

2. Bate o ovo e as gemas. Combina os ovos com a farinha maizena. Lentamente verte o leite sobre esta mistura e mexe constantemente para os ovos não cozerem. Devolve o tacho ao lume brando e não pares de mexer até o creme engrossar, sem deixar que este ferva. Retira do lume e junta a manteiga e o extracto de baunilha. Adiciona o sumo de maracujá e envolve bem no creme. Cobre o tacho e leva ao frigorífico, até à hora de o usares.

Para a montagem
- 200 g de chocolate derretido

Abre os profiteroles ao meio e recheia-os com o creme de maracujá e baunilha. Dispõe-os num prato de pé alto, em forma de pirâmide. Verte o chocolate derretido sobre a pirâmide. Serve e saboreia de imediato.

sábado, 5 de maio de 2012

Pavlova de Framboesa e Pistácio

Para mim o Dia da Mãe, e o do pai também, não é amanhã, mas sim no dia do meu aniversário. Foi nesse dia maravilhoso que eles se tornaram pai e mãe, até lá eram um homem e uma mulher! Claro que com isto quem ganha são eles, que recebem prenda duas vezes, das minhas irmãs nos dias "normais" e depois noutro dia minha. Quem fica a perder sou eu, que não posso dividir prenda com as maninhas e tenho que pensar sozinha no que oferecer... É por este motivo que normalmente não ligo muito a estes dias, mas este ano é diferente. É o primeiro Dia da Mãe da minha irmã,  reunindo três gerações de mães à mesa!
Para as mães da nossa família e para todas as mães do mundo deixamos uma sugestão muito doce (The Kitchy Kitchen), em forma de coração...

Para 8-10 pessoas
- 4 claras de ovo
- 220 g de açúcar baunilhado
- 2 c. de sopa de maizena
- 1 c. de chá de vinagre branco

- 200 ml de natas
- 1 c. de sopa de açúcar
- 1 caixa de framboesas
- pistácios
- molho de framboesa*

1. Pré-aquece o forno a 150ºC.

2. Bate as claras até começarem a ficar brancas. Adiciona o açúcar, dividido por quatro vezes, e bate até formarem picos bem firmes e brilhantes. Junta a maizena e o vinagre e mistura com um salazar, apenas o suficiente para incorporar bem a mistura.

3. Num papel vegetal desenha um coração grande! Preenche o coração com  o merengue. No meio faz uma espécie de ninho (coisa que eu não fiz e não correu lá muito bem) para que a pavlova consiga aguentar com o creme.

4. Reduz o forno para 120ºC e leva o coração ao forno durante 1h20. Deixa o coração arrefecer no forno. (O ideal é fazer a pavlova de véspera, para que possa arrefecer com tempo)

5. Bate as natas com o açúcar até formarem picos suaves. Um pouco antes de servires, espalha as natas por cima da pavlova. Encima com as framboesas e os pistácios. Verte o molho de framboesa.

*Mistura meia caixa de framboesas com açúcar e leva a lume médio, durante 5 a 10 minutos. Passa por um coador para retirar as grainhas e deixa arrefecer ligeiramente antes de verteres.

sábado, 31 de março de 2012

Macarons de Chocolate

quase tão trabalhoso como conseguir o macarron perfeito.
Já queria experimentar fazer macarons há uns anitos, mas como parecia que uns singelos macarons tinham tanta ciência como uma equação de Schrödinger fui deixando-os na gaveta. No inicio do mês decidi que era altura de lhes dar uma hipótese e tenho sentido o mesmo fascínio por estes pequenos biscoitos de amêndoa, como o que sentia, nos meus tempos de estudante de física, pela teoria da relatividade de Einsten, fractais, poços de potencial ou equação de Schrödinger.
tal como com os macarons, no inicio não se acerta logo com o resultado,
mas a prática leva-nos lá.
Iniciei a confecção dos macarons como quem resolve uma equação... Primeiro analisa-se o problema (ou seja, ler a receita), de seguida faz-se uma lista dos dados e das variáveis (leia-se, mise-en-place) e depois então começa-se a resolver o problema (neste caso, mãos à obra e macarons para o forno). Em física enquanto não conseguia resolver um qualquer exercício andava com ele às voltas até chegar à solução. Enquanto isso não acontecesse andava com as folhas dos livros para trás e para a frente, na esperança de descer sobre mim uma inspiração divina. Chegava a sonhar com os exercícios e houve até uma vez que cheguei a sonhar com a solução para o exercício, acho que era mesmo a equação de Schrödinger, e rabisquei-a meia a dormir num papel. Claro que quando acordei, o que tinha gatafunhado não me deixou mais perto de resolver a equação...
Com os macarons passa-se mais ou menos a mesma coisa. As variáveis para conseguir O Macaron perfeito são quase tantas como as da equação de Schrödinger e há duas noites sonhei que trabalhava na Ladurée de Saint-Germain de Prés! Claro que quando acordei a realidade era outra e ainda não tinha conseguido fazer uns macarons em condições.
Os primeiros que fiz tinham o tão desejado pé, mas devido ao tempo excessivo a descansar estalaram todos e o sabor não era aquela delicia que se espera. Na segunda tentativa já consegui que ficassem deliciosos, só que perdi o pé (descansaram pouco tempo) e continuei sem obter uns biscoitos agradáveis à vista. Acho que me está a faltar mesmo um Pai Nosso e uma Avé Maria para ver se entra alguma inspiração divina no forno.

Para 20 Macarons
Ganache de Chocolate (retirado de London Eats)
- 200 g de chocolate, partido em bocados
- 130 g de natas
- 25 g de açúcar baunilhado
- 38 g de azeite de baunilha

1. Coloca os bocados de chocolate numa taça à prova de calor.

2. Aquece as natas e o açúcar num púcaro. Deixa ferver durante 30 segundos e verte sobre o chocolate. Deixa repousar durante 1 minuto e mexe até que a mistura fique lustrosa e homogénea. Deixa a mistura arrefecer ligeiramente e adiciona o azeite baunilhado, mexendo constantemente.

3. Leva ao frigorífico enquanto fazes as conchas.

Conchas (retirado de David Lebovitz)
- 100 g de claras de ovo, à temperatura ambiente
- 50 g de amêndoa em pó
- 100 g de açúcar em pó
- 25 g de cacau em pó
- 65 g de açúcar granulado

1. Marca 20 círculos de 3 cm de diâmetro e separados 3 cm em duas folhas de papel vegetal. Coloca as folhas num tabuleiro de forno, com os círculos virados ao contrário. Num copo alto prepara um saco de pasteleiro.

2. Começa por peneirar a amêndoa, o açúcar em pó e o cacau em pó para uma taça. Mistura bem os três pós num 1,2,3 para garantir que fica tudo bem misturado e fininho.

3. Numa taça bate as claras até começarem a ficar em castelo. Junta o açúcar granulado e bate as claras até ficarem bem firmes e ganharem a consistência de merengue.

4. Com um salazar mistura cuidadosamente os ingredientes secos, em duas vezes, às claras batidas. Quando a mistura estiver suave pára de misturar e passa-a para o saco de pasteleiro e "fecha" o saco com uma mola para sacos (assim prevines que o creme saia por cima se te distraires, que foi o que me aconteceu da primeira vez).

5. Espreme o saco de pasteleiro e preenche os círculos que desenhaste. Bate com o tabuleiro na banca para retirar o ar dos macarons e deixa-os descansar durante 30 minutos. (Entretanto pré-aquece o forno a 150ºC). Passado esse tempo leva-os ao forno durante 15-18 minutos. Retira do forno e deixa-os arrefecer completamente antes de os retirares do tabuleiro.

Quando a ganache estiver a ficar firme, mas ainda ligeiramente fluída, passa metade para um saco de pasteleiro (guarda a outra metade no frigorífico para outra fornada). Cobre uma concha de macaron com a ganache e coloca outra concha por cima, como se fosse uma sandes. Espera pelo dia seguinte para saboreares e apreciares a tua obra de arte (ou não).

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mousse M

Hoje os convites sabem a chocolate negro, sabem a rosas e a suspiros. E os instantes são femininos e delicados...

Para 6 a 8 mulheres
- 200g de chocolate
- 3 c. sopa de leite
- 6 ovos
- 6 c. sopa de açúcar
- 3 c. de sopa de azeite de baunilha (se não tiveres deixa marinar, durante 15 minutos, no azeite as sementes de baunilha)
- suspiros
- geleia de rosas
- framboesas

1. Em banho-maria derrete o chocolate partido em bocados com o leite. Mexe bem até a mistura estar homogénea.

2. Parte os ovos e separa as claras das gemas. Bate as claras em castelo e reserva.

3. Bate as gemas com o açúcar e o azeite de baunilha, até a mistura começar a ficar esbranquiçada. Junta o chocolate derretido e mexe bem. Com a ajuda do salazar envolve bem as claras em castelo. Verte para uma taça e leva ao frigorífico até ficar firme.

4. Serve a mousse de chocolate e baunilha com os suspiros desfeitos em bocados, a geleia de rosas e as framboesas.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cheesecake de Framboesas

Cheesecake de framboesa para a minha mãe que faz S? anos. Sem velas porque os anos não passam por ela e também porque já são muitas para soprar, mesmo tendo a ajuda das filhas, que este ano vão estar todas juntinho a ela enquanto pensa num desejo...

- 1 pacote de bolacha torrada
- 1/2 pacote de manteiga amolecida
- 2 pacotes de natas
- 1 pacote de queijo philadelphia
- 6 c. sopa de açúcar
- sumo de 1 laranja e raspa de 1/2
- 2 folhas de gelatina
- 2 caixas de framboesas
- 1 frasco de doce de framboesa

1. Para a base do cheesecake, tritura a bolacha torrada e mistura com a manteiga amolecida até formar uma massa homogénea. Cobre a base de uma forma redonda de mola com essa massa e leva ao forno a tostar durante 10 minutos.

2. Para o recheio bate as natas e adiciona o queijo creme e a raspa de laranja. Num pequeno fervedor coloca o sumo de laranja juntamente com o açúcar e leva ao lume. Quando tiver fervido adiciona as folhas de gelatina, já demolhadas em água fria e escorridas, e mexe bem. Junta o sumo às natas.

3. Espalha as framboesas por cima da base de bolachas torrada e verte o recheio por cima. Leva ao frigorífico de um dia para o outro ou então, se tiveres com pressa, ao congelador por umas horas.

4. Serve fresco com doce de framboesa.

sábado, 26 de março de 2011

Pipocas de Piri-Piri

Ouvir o barulho das pipocas a estoirar dentro do tacho fez-me pensar nas nossas vidas rotineiras casa-trabalho e onde os fins-de-semana passam a correr e nem sequer dão para aliviarmos a pressão e suprimir o cansaço duma semana de trabalho. Tal como o milho das pipocas por vezes é preciso livrarmo-nos do stress e recarregarmos baterias para evitar "estoirarmos" e hoje está a ser um desses dias...

Há fins-de-semana que só me apetece ficar a pastar por casa, ir até ao café e não ter horas para nada, nem mesmo para comer, mas este não foi o caso. Comecei por me levantar bem cedo para ir até Salreu fazer uma caminhada de 11 km organizada pela Adefacec. Este percurso não é novo para mim, apesar de hoje ter ido por um caminho mais longo, mas na minha opinião menos bonito do que aquele que costumo fazer. Não foi por isso que deixou de ser uma manhã muito bem passada entre os arrozais e donde vim como nova. Claro que o cansaço físico era muito e a meio do percurso as pernas já se estavam a queixar, mas nada que não tenha sido compensado pela horas passadas a pôr a conversa em dia com o meu amigo K. (a língua trabalhou quase tanto como as pernas), pelo voo das cegonhas e das garças-reais e pelo contacto com a Natureza.
Chegada a casa o corpo pedia descanso, já que ainda me esperava uma noite de gaijas (para exercitar mais um pouco a língua, pois as pernas já deram o que tinham a dar). Para tal nada melhor do que um longo banho de imersão, uma massagem e uma taça de pipocas especiais...

Pelo Natal a minha irmã A. ofereceu-nos dois azeites do José Gourmet e ainda não tinhamos experimentado nenhum deles. Decidimos usar o de piri-piri nas pipocas, para fujir da rotina. Eu quis juntar açúcar com uma mistura de especiarias que também recebemos pelo Natal, só que o esquisito do Miguel não foi na cantiga. Nestas coisas ele não é nada aventureiro e é muito conservador. As pipocas ficaram um estoiro e para quem as preferir salgadas pode perfeitamente substituir o açúcar por sal e juntar pimenta ou ainda piri-piri em pó.

Para 2 pessoas
- 75 g de milho para pipocas
- 3 c. de sopa de azeite aromático de piri-piri
- 4 c. sopa de açúcar baunilhado

Aquece o azeite em lume médio num tacho de fundo grosso. Junta o milho e tapa o tacho. Quando o milho começar a estoirar agita o tacho. Assim que deixares de ouvir o milho a estoirar desliga o lume, retira o testo e espalha o açúcar, misturando bem. Transfere as pipocas para uma taça grande e come-as ainda quentes.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Romã e Mascarpone com Almendrados

Não fora o trabalho que dá separar os bagos das romãs, provavelmente a romã seria a minha fruta favorita. Gosto da cor das suas bagas, gosto da frescura que explode dentro da boca quando as trincamos e também gosto do atrevimento que as bagas dão a esta sobremesa.

O creme é perfeito e no meio do mascarpone espreitam pequenos rubis que chamam por nós e que nos segredam ao ouvido "Saboreia-me devagar..." e nos fazem crescer água na boca. Outra coisa que me agrada nesta sobremesa é o contraste entre a leveza do creme e a intensidade dos almendrados. Não tenham medo, experimentem e vão ver que não se vão arrepender...

Para 6 pessoas
- 1 embalagem (250 g) de mascarpone
- 1 pacote (200 ml) de natas frescas
- 4 c. sopa de açúcar baunilhado
- bagas de 1 romã + 1/2 para enfeitar
- 250 g de almendrados
- 6 c. de sobremesa de geleia de marmelo

1. Bate bem as natas. Adiciona o mascarpone e o açúcar baunilhado. Mistura bem até obteres um creme homogéneo. Junta as bagas da romã e envolve bem na mistura anterior. Leva ao frigorífico até à hora de servires.

2. Na hora de servir distribui metade dos almendrados, grosseiramente partidos, por taças ou por copos individuais. Faz camadas alternadas de almendrados e de creme. Termina com uma camada geleia de marmelo e de bagas de romã. Serve fresco com mais almendrados inteiros.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Trifle de Maracujá

Finalmente chegou o dia... Hoje festejamos o nosso post 100 e, nem de propósito,  foi também o dia em que a P. me entregou os chocolates que pedi para nos trazer de Florença. Digam lá, há melhor maneira de festejar do que com chocolate, enquanto admiramos a "obra" feita?!?!... 

Olhando para trás, vemos que foi uma longa caminhada, cheia de aprendizagens. A coisa mais importante que aprendemos, foi mesmo a maneira de partilharmos os dois a cozinha. Não foi fácil, mas chegámos lá! Aprendemos que os pratos nem sempre correm como nós queremos e que lidar com os fracassos culinários faz parte da viagem. A par disso aprendi a melhor maneira de fotografar os pratos, respeitando os limites da nossa máquina fotográfica, uma Olympus FE115, fui descobrindo os melhores spots fotográficos, de acordo com a hora do dia e também as condições de luz disponíveis, aprendi que é melhor experimentar receitas novas ao almoço, que é quando ainda temos luz natural e que nisto de blogs de comida é melhor fazer sobremesas, pois dá para fazer para o jantar dum dia e fotografar no dia seguinte, basta deixar uma porção de lado ou então rezar para que sobre qualquer coisita para a sessão fotográfica...

Para assinalar este marco tão importante, fiz algo que já não fazia há muitos anos e que foi a primeira coisa que confeccionei em toda a minha vida, pão-de-ló. Juntei-lhe natas e maracujá e puff!... fez-se Trifle de Maracujá, da Nigella Lawson.
Foi a minha avó R. quem me ensinou a fazer pão-de-ló e, a par de outras coisas que ela me ensinou, a aluna superou a professora. No final fiquei a fazer pão-de-ló muito melhor do que ela e acho que ela levou isso a peito e, por isso, nunca me ensinou a fazer arroz doce...

O pão-de-ló é capaz de ser  a receita mais fácil de se fazer, sendo excelente para pôr os mais novos no meios das formas e de avental. Mas, por favor, não façam como a minha avó que me "obrigava" a bater as claras em castelo à mão. Achava esse trabalho muito estúpido, tendo em conta que alguém se tinha dado ao trabalho de inventar a batedeira eléctrica! Também não gostava nada do salazar, onde é que já se viu eu a ter o trabalho todo a fazer o bolo e a querer ficar com um pouco de massa na taça para rapar e não, vinha o raio do salazar e rapava tudo para dentro da forma. Como era difícil a vida de criança...

Pão-de-Ló

- 6 ovos
- 12 colheres de açúcar
- 6 colheres de farinha

1. Pré-aquece o forno a 190ºC. Unta uma forma (normalmente uso uma forma redonda com buraco no meio, mas para esta receita é mais prático usares a forma do tipo bolo inglês).

2. Separa as claras das gemas e bate as claras em castelo. Mistura as gemas com o açúcar até obteres um creme esbranquiçado. Junta as claras em castelo e envolve bem. Adiciona a farinha e bate até que a massa faça olhinhos (esta parte demorava eternidades quando tinha de fazer tudo sem recurso à batedeira eléctrica).

3. Verte a massa para dentro da forma e leva ao forno durante 45 minutos ou até um palito sair limpo e seco.

Trifle de Maracujá

- 400 g de pão-de-ló
- 125 ml de sumo de laranja
- 500 ml de natas
- 4 c. sopa de açúcar em pó
- 8 maracujás

1. Corta o pão-de-ló em bocados pequenos e distribui metade num prato alto, despeja metade do sumo sobre o bolo. Faz uma segunda camada com o restante bolo e despeja o resto do sumo.

2. Bate as natas com o açúcar em pó, até estarem firmes. Mistura a polpa de dois maracujás e espalha esta mistura para cima do pão-de-ló húmido. Espalha a polpa dos 6 maracujás restantes por cima do creme branco e leva o trifle ao frigorífico até à hora de servires.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pavlova de Chocolate e Creme de Mascarpone e Amora

A primeira vez que fiz o creme de mascarpone e amora foi com a ajuda da minha "neta" D. e foi para um cheesecake. O objectivo era aproveitar os "restos" de cereais de pequeno-almoço que estavam guardados num frasco de vidro à espera que eu soubesse o que fazer com eles. Usá-los como base de cheesecake pareceu boa ideia, mas o resultado não ficou tão bom quanto isso, mesmo tendo o creme ficado divinal.

Entretanto ocorreu-me que o creme devia ficar bem melhor com suspiros. Desfiz uns quantos e misturei com o creme. Acreditem que ficou espectacular.

Depois disto lembrei-me que andava há algum tempo para experimentar fazer pavlova e que com o creme por cima devia obter uma excelente sobremesa. Nem de propósito o Donal Skehan colocou uma receita de pavlova no seu blog. Segui mais ou menos a receita e acrescentei-lhe um bocado de chocolate em pó.

Para 8 mini-pavlovas
- 200 g de açúcar
- 4 claras de ovo
- 2 c. de chá de farinha Maizena
- 1 c. de chá de vinagre de vinho branco (usei vinagre de maracujá)

Creme de Mascarpone e Amoras
- 200 ml de natas
- 1 embalagem de mascarpone
- 4 c. sopa de açúcar
- 1 embalagem de amoras (mais umas quantas para decorar)

1. Pré-aquece o forno a 150ºC. Coloca uma folha de papel vegetal no tabuleiro de forno e desenha 8 círculos, com a ajuda dum pires de café.

2. Bate as claras em castelo. Adiciona o açúcar aos poucos. Usando um Salazar mistura gentilmente a farinha e o vinagre.

3. Divide a mistura de merengue pelos oito círculos e leva ao forno durante 45 minutos. Retira do forno e deixa arrefecer completamente.

4. Bate as natas até estarem firmes. Junta o mascarpone, o açúcar e as amoras trituradas. Leva ao frigorífico.

5. Puco tempo antes de te deliciares com a sobremesa, espalha o creme por cima das pavlovas de chocolate. Decora com as amoras inteira e rega com molho de chocolate, se desejares.

domingo, 23 de maio de 2010

Salame de Chocolate e Frutos Secos

Havia uma coisa que me vinha intrigando há já algum tempo... porque é que a minha mãe tinha deixado de fazer salame? Foi enquanto partia as bolachas para a receita que obtive resposta para a minha pergunta: já não tem as filhas em casa para lhe partir a bolachita Maria! Bem me lembro dos trabalhos forçados a que éramos sujeitas sempre que a senhora nossa mãe se lembrava de fazer salame... Foi nesse momento que conclui que os senhores da bolacha Maria andam distraídos. Será que ainda nenhum se lembrou de fazer uns pacotes de 200 g com bolacha Maria já partida aos bocados? Não deve ser difícil de fazer e ainda podiam aproveitar as bolachas que se partissem no processo de produção. Além disso, todos os filhos das mães "salameiras" deste país iam ficar eternamente gratos pelos pacotitos.

Mas falando do salame... já tinha feito algumas tentativas para alterar a receita da minha mãe, mas todas elas sem sucesso. Umas vezes porque era manteiga a mais, outras porque o chocolate em barra não dava ou então porque as passas davam um aspecto de pastilha elástica. Enfim... lá tive de me render ao chocolate em pó e acho que foi desta que acertei. Mantive as quantidades da minha mãe, substitui um pacote de bolacha Maria por frutos secos(sempre é menos um pacote para partir), juntei-lhe o vinho de Porto e voilá, fez-se o salame de chocolate e frutos secos.

Para 2 salames médios

- 1 pacote de bolacha Maria, partida grosseiramente

- 100 g de avelã palitada

- 100 g de pistachios

- 200 g de açúcar

- 2 ovos

- 150 g de manteiga derretida

- 2 cálices de vinho de Porto

- 200 g de chocolate em pó (ou então mistura de chocolate e cacau em pó)

1. Mistura numa taça a bolacha partida, as avelãs e os pistachios. Reserva.

2. Bate os ovos com o açúcar. Junta a manteiga derretida, o vinho do Porto e o chocolate em pó. Bate até obteres uma mistura homogénea. Junta os secos e envolve bem.

3. Numa folha de papel vegetal estendida coloca o preparado e dá-lhe a forma de um salame. Leva ao frigorífico durante umas horas.

Nota: Podes optar por usar framboesas no salame que fica espectacular! Se o fizeres substitui 100 g de frutos secos por 100 g de framboesas. Neste caso não uses cacau em pó, se não fica muito amargo e adiciona as framboesas só no fim, depois de teres juntado os secos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Mousse de Chocolate Branco com Frutos Vermelhos

Já tenho o livro "Flagrante Delícia"! Tal como no blogue as fotos fazem crescer água na boca. E claro que com o livro na mão não podia deixar de experimentar uma receita. A estreia deu-se com esta mousse fantástica que todos adoraram. Na nossa opinião o doce de frutos vermelhos fica um pouco "ácido" demais, um pouco mais de açúcar resolva o problema, mas tirando isso estava perfeito.

Para 6 pessoas

Doce de frutos vermelhos

- 1 folha de gelatina

- 250 g de frutos vermelhos

- 30 g de açúcar

Mousse de chocolate branco

- 2 folhas de gelatina

- 2 gemas de ovo

- 100 ml de leite

- 180 g de chocolate branco, partido em pequenos pedaços

- 450 ml de natas

Doce de frutos vermelhos

1. Lava e hidrata a gelatina em água fria. Escorre bem e reserva.

2. Numa frigideira, salteia os frutos vermelhos até que comecem a soltar sumo. Retira do lume e coa os frutos vermelhos, reservando o sumo. Aquece o sumo com o açúcar numa caçarola e dissolve a gelatina. Retira do lume, mistura com os frutos e refrigera.

Mousse de chocolate branco

3. Lava e hidrata as folhas de gelatina em água fria. Escorre bem e reserva.

4. Bate as gemas com o leite. Leva ao lume numa caçarola, sem deixar ferver e mexendo continuadamente até engrossar (o creme estará no ponto quando cobrir as costas de uma colher). Retira do lume e mistura a gelatina e o chocolate, mexendo até homogeneizar. Deixa que o creme arrefeça até aos 35-37ºC (ao pôr um dedo no creme a temperatura não se deve sentir).

5. Numa taça, bate as natas até que fiquem firmes. Mistura 1/3 das natas batidas com o creme de chocolate, usando uma espátula. Incorpora as natas restantes em duas vezes, com movimentos suaves.

6. Distribui o doce de frutos vermelhos pela base de cada copo e cobre com a mousse. Refrigera até que a mousse fique firme. Decora com lascas de chocolate branco.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Leite Creme

Esta receita é do meu pai. Ontem foi o aniversário da minha irmã A. e eu pedi-lhe para ele vir cá a casa fazer o leite creme. Claro que teve que trazer o tacho dele, porque acha que se for feito noutro tacho que não aquele onde faz o leite creme há anos a coisa não corre bem. Não foi muito fácil conseguir transformar a confecção deste leite creme em receita, pois o Sr. T. faz tudo a olho. Farinha a olho, açúcar a olho, leite um litro mais um bocado a olho... Mas depois de muito esforço lá conseguimos. Quando descobri que só tinha açúcar baunilhado vi a coisa mal parada, mas ontem o meu pai estava muito experimental e nem reclamou. Digo-vos que o açúcar baunilhado levou este leite creme, que já é maravilhoso, a outro nível.

- 4 colheres de sopa (bem cheias) de farinha

- 6 colheres de sopa de açúcar (podes usar açúcar normal ou baunilhado, fica ao teu critério)

- 4 gemas de ovo

- 2 cascas grandes de limão

- 1,5 litros de leite

- 1 colher de sopa margarina

- canela e açúcar q.b. para polvilhar

1. Junta num tacho a farinha, o açúcar, as gemas e o leite. Mistura tudo muito bem com a varinha mágica. Junta as cascas delimão e leva a ferver sobre lume brando para engrossar.

2. Quando o leite começar a "borbulhar" retira do lume e verte o leite creme para uma travessa. Deixa arrefecer.

3. Depois de frio polvilha o leite creme com açúcar e canela misturados e queima com um ferro em brasa, próprio para o efeito, ou com um maçarico.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Cheesecake de Lima e Chocolate

A inspiração para os sabores veio do programa da Nigella que dá na Sic Mulher, só que a versão dela vai ao forno e o recheio fica amarelo e para mim, cheesecake que é cheesecake tem de ser branco. Depois de muito procurar por recheio que preenchesse os meus requisitos lá me lembrei que a minha irmã do Oeste de vez em quando faz cheesecake e é branco e não vai ao forno e também é bom. Portanto, para começar, servia muito bem. No final só tive de fazer umas adaptações por causa da lima. Servimos as fatias cobertas com coulis de manga mas podes usar qualquer outra cobertura que combine com lima e chocolate, como por exemplo, polpa de maracujá ou doce de framboesa ligeiramente aquecida no microondas, para ficar líquida.

- 2 caixas de bolachas Oreo

- 8 colheres de sopa de manteiga

- 2 pacotes de natas

- 1 pacote de queijo creme (tipo philadelphia)

- 1 lara de leite condensado

- 5 folhas de gelatina

- 100 ml de sumo de lima

- 2 colheres de sopa de açúcar

1. Para a base do cheesecake, mistura a bolacha Oreo triturada com a manteiga derretida até formar uma massa homogénea. Cobre a base de uma forma de fundo amovível, previamente untada, com essa massa e leva ao frigorífico enquanto fazes o recheio.

2. Para o recheio bate as natas e adiciona o queijo creme e o leite condensado. Num pequeno fervedor coloca o sumo de lima juntamente com o açúcar e leva ao lume. Quando tiver fervido adiciona as folhas de gelatina, já demolhadas em água fria e escorridas, e mexe bem. Junta o sumo às natas.

3. Verte o recheio por cima da base de bolachas Oreo e leva ao frigorífico de um dia para o outro ou então, se tiveres a fazer a sobremesa em cima da hora, ao congelador por umas horas.

4. Serve fresco com a cobertura que mais gostares.

COULIS DE MANGA

- 1 manga madura

- 6 colheres de sopa de açúcar

1. Corta a manga em bocados e ao lume com o açúcar. Quando tiver fervido, retira do lume e tritura com a varinha mágica. Leva ao frigorífico até à hora de servir.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Abóbora com Pepitas de Chocolate

Esta sobremesa teve um parto difícil. A ideia inicial era serem bocados de abóbora "marinadas" em açúcar e canela servidos com nozes caramelizadas por cima. Mas depois comecei a pensar e cheguei à conclusão que a combinação abóbora/ canela/ nozes já está mais do que vista e todos já sabemos que funciona e por isso decidi aventurar-me em novas combinações. E ainda bem que assim foi porque estes bocadinhos de abóbora surpreenderam-nos muito. Só foi pena a calda ter passado o ponto. Tenho sempre este problema, nunca consigo acertar com o ponto, mas para a próxima pode ser que fique melhor. O Miguel acha que temos de experimentar estes bocados só que em versão de tarte, com massa folhada. No final, como sobraram muitos bocados de abóbora, voltaram todos para o tacho e foram passados com a varinha mágica para dar origem a um doce.

Para 6 pessoas

- 1 kg de abóbora

- 500 g de açúcar

- sumo de 2 tangerinas (ou de uma laranja)

- 1 c. de sopa de pudim de baunilha

- pepitas de chocolate

1. Descasca a abóbora, limpa-a de sementes e corta-a em cubos. Coloca numa panela larga. Adiciona o açúcar, o pudim de baunilha e o sumo de tangerina. Tapa e deixa marinar durante a noite ou durante pelo menos 6 horas, para a abóbora largar água e assim já não precisas de adicionar água (estamos em tempo de poupar e assim a abóbora fica mais saborosa).

2. Leva a panela a lume médio e vai mexendo sempre. Quando as abóboras tiverem macias retira-as para o prato de servir, mantendo a panela ao lume. Vai mexendo a calda até esta atingir o ponto desejado (gostava de poder dar uma indicação do tempo, mas não faço ideia. Eu deixei estar durante 1h30, mas devia ter ficado menos tempo, portanto é ir vendo).

3. Rega os cubos de abóbora com a calda e espalha as pepitas de chocolate por cima. Deixa arrefecer ligeiramente e serve.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Frutos Vermelhos em Gelatina

Esta é uma das receitas "Sabores Mediterrânicos" do Pingo Doce, é muito simples de fazer e tem muito potencial. Fiz algumas alterações às quantidades, mas de resto segui a receita original. No entanto, acho que um dia destes vou fazer umas experiências à volta desta "gelatina". Segundo o Miguel esta sobremesa fica ainda melhor se acompanhada com uma bola de gelado de nata ou stracciatella.

- 5 folhas de gelatina

- 2,5 dl de água

- 300 g de mistura de frutos vermelhos

- 150 g de açúcar

- 1 quadrado de chocolate negro

- 1 iogurte natural

1. Põe as folhas de gelatina de molho em água fria.

2. Deita a mistura de frutos num tacho, junta o açúcar e a água. Leva a ferver em lume muito brando durante 10 minutos. Adiciona a gelatina escorrida e mistura bem.

3. Divide o preparado por tacinhas, deixa arrefecer e leva ao frigorífico até solidificar (5 a 6 horas ou então 3 horas no congelador).

4. Ao servir, divide o iogurte pelas tacinhas e salpica com o chocolate ralado.

domingo, 2 de agosto de 2009

Mimo de Requeijão com Doce de Abóbora e Figo

Deliciosa!!! Esta fantástica sobremesa leva três ingredientes que eu adoro: requeijão, figos e vinho do Porto. O vinho do Porto está para mim como o Sancho Pança está para o D. Quixote, fiel amigo e companheiro em alguns momentos chave da minha vida. Os outros dois ingredientes fazem-me sempre lembrar o meu avô.

Para 1 "mimo"

- 1/4 de requeijão de Seia

- 6 c. de sobremesa de doce de abóbora

- 4 c. de sobremesa de polpa de figo

- vinho do Porto

Coloca num copo uma camada de requeijão, seguida de uma camada de doce de abóbora e uma última camada de polpa de figo. No final, rega com um pouco de vinho do Porto. Serve bem fresco.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Mousse de Chocolate

Esta receita de mousse é do meu primo J. e é a segunda melhor mousse que já comi. Às vezes acresecento-lhe suspiros (inteiros ou ligeiramente desfeitos), nozes ou morangos.

Por cada barra de chocolate (25 g):

- 1 ovo

- 1/2 colher de manteiga

- 1 colher de açúcar

1. Parte os ovos e separa as claras das gemas.

2. Bate as claras em castelo e reserva.

3. Entretanto derrete em lume brando o chocolate partido aos bocados e a manteiga, mexendo bem até a mistura estar uniforme.

4. Bate as gemas com o açúcar até estarem fofas e esbranquiçadas. Junta a este preparado o chocolate derretido e mexe sempre sem bater. Envolve delicadamente as claras em castelo na mistura de chocolate.

7. Verte para uma taça e leva ao frigorífico até estar firme.