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terça-feira, 28 de maio de 2013

Brumester DOC 2010

Nada melhor que um bom vinho tinto para acompanhar a chouriça caseira da minha mãe, que trouxe de casa dos meus pais para assar em álcool. A Sara tinha comprado há uns tempos uma garrafa de Burmester tinto e pensei em experimentá-lo, para ver se fazia jus à chouriça. 
 
Quando menos esperamos coisas boas acontecem, como a hora dos enchidos saírem do fumeiro e serem acompanhados por um vinho discreto e equilibrado! A chouriça, perfumada pela carqueija e pelo louro verde queimado. O vinho, com aroma intenso a frutas vermelhas, leves notas florais, fim longo e suave.
 
O vinho vai bem com petiscos, como a chouriça e queijos, mas também com caça ou sardinha assada, agora que se aproximam os santos populares.
 
Produzido em: Cima Corgo e Douro Superior
Região: Douro
Tipo: Tinto
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Prefácio 2007

Este era mais um almoço de domingo, juntamente com parte da família, já que os meus sogros tinham ido passar o fim-de-semana a Lisboa e só eram esperados ao fim da tarde. Para que não fosse apenas mais uma refeição de frango churrasco, a Sara lembrou-se do vinho da Quinta do Pôpa que me tinha oferecido na altura do Natal.

Como já devem saber a Sara não percebe nada de vinho e compra-os pelo rótulo ou pelo nome. Depois de ver um programa de vinhos falou-me nesta quinta, mas quando foi ver a página online deles não gostou muito dos rótulos e por isso os vinhos ficaram no esquecimento até ao dia em que viu este Prefácio 2007 na Pé de Videira. Na mão, achou que a garrafa tinha melhor aspecto e então trouxe o vinho para casa. Verdade seja dita, de todos os vinhos da quinta este é o que tem o rótulo mais bonitinho, os outros são difíceis de convencer numa prateleira, se não conhecermos o vinho.

Bonitezas à parte, este é um vinho produzido nos belos solos escarpados e xistosos das encostas do Douro e que nasce do sonho de um lavrador duriense. Sonhava ter uma quinta numa das melhores regiões demarcadas e a pulso juntou pequenas parcelas de terrenos que agora compõem a Quinta do Pôpa, nome dado em homenagem ao seu pai, uma pessoa alegre e jovial, características que são transmitidas por este vinho! Mal o vertes para o copo ele pisca-te o olho com a sua cor ruby, que apetece logo levar à boca e degustar com calma. Algo difícil de fazer se tens ao teu lado alguém a pressionar-te e a perguntar "É alguma coisa de jeito o vinho?". A resposta é sim, o vinho é muito de "jeito" e tem uma boa relação qualidade preço. Quando o provas é realmente jovem, intenso e frutado, bom para acompanhar pratos de carne e ser apreciado em amena cavaqueira, na companhia de amigos ou família.

E por falar em família... Já estávamos a terminar de comer quando a minha sogra liga a perguntar se havia comida para mais dois. Regressaram antes do previsto e de barriga vazia! Em qualquer boa casa portuguesa, que tenha "pão e vinho sobre a mesa", há sempre maneira de alimentar mais duas bocas. No nosso caso, pão ainda havia muito, vinho é que já era pouco, mas mesmo assim ainda deu para o meu sogro beber dois copos, acompanhados de batatas fritas.

Produzido em: Adorigo, Tabuaço
Região: Douro
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Nacional

sábado, 26 de novembro de 2011

Dona Fátima 2010

Sexta-feira depois do trabalho apanhei a minha irmã J. na estação de comboios e fomos até à Latina Adega para comprar uma garrafa de vinho para oferecermos ao nosso tio.  (Antes de continuar, há uma coisa que precisam de saber sobre mim e a J., nós não somos as pessoas mais indicadas para mandar à loja comprar vinho. Não percebemos nadita de nada sobre o assunto, mas o que fazer, calhou-nos a nós a tarefa.)

Pouco depois de entrarmos na Adega fomos abordadas pelo dono, que nos convidou para a prova de vinhos Biomanz que ia decorrer na loja. Tentámos explicar que não éramos apreciadoras de vinho, mas com a sua simpatia convenceu-nos a participar. Enquanto a prova não começava fomos passando os olhos pelas garrafas expostas a ver se alguma delas "falava" connosco. As garrafas não "falaram" mas a gerente da garrafeira falou e prestou-nos uma ajuda muito preciosa. No final, dos vinhos aconselhados, escolhemos aquele que considerámos ter o rótulo e o nome mais bonito e um dos vinhos tintos da Biomanz.

Dizem que para apreciar um vinho temos de ter três sentidos bem apurados, visão, olfacto e paladar. Eu acrescentaria também a audição, para podermos ouvir contar a história que está por trás do líquido engarrafado. A da Biomanz é uma história de recuperação do passado vitivinícola de Cheleiros (Mafra). Começaram por comprar uma pequena vinha a uma senhora cujo marido tinha falecido e ela já não tinha forças para tratar das videiras sozinha. Na vinha existia uma casta branca inicialmente desconhecida e depois identificada como sendo uma casta portuguesa quase extinta: Uva Jampal. O enólogo da casa, Ricardo Noronha, sugeriu substituir as cepas por outras de castas tintas, felizmente André Manz, o administrador da Biomanz, não foi nessa e decidiu produzir o único vinho monocasta Jampal no mundo.  

Digo felizmente porque fiquei completamente apaixonada pelo Dona Fátima!!! Andava há muito tempo à procura de um vinho que me conquistasse e sem estar à espera encontrei-o ali num fim de dia de Outono. Não me perguntem o que é que o vinho tem de especial. Ele é apetitoso e tem uma frescura trazida pelas brisas do Atlântico. Tem também o seu quê de mistério, como qualquer objecto de paixão deve ter no início, com alguns aromas que reconheço no paladar mas que não consigo identificar.

Mas este meu apaixonado quer uma relação à moda antiga e faz-se de difícil. Temos encontro marcado para Abril, quando estará novamente disponível.

Produzido em: Cheleiros
Região: Lisboa
Tipo: Branco
Castas: 100% Jampal

domingo, 9 de outubro de 2011

Julieta 2010

Hoje de madrugada fez sete anos que nos conhecemos e quisemos assinalar a data com a nossa primeira refeição biológica. Estamos cada vez mais rendidos aos produtos biológicos e ontem fui ao Porto à Feira Nacional de Agricultura Biológica Terra Sã 2011. Além de produtos frescos era possível comprar mel, compotas, azeite e vinho. No stand da Quinta do Romeu os produtos captaram a minha atenção por causa dos nomes e não resisti a trazer uma garrafa de azeite "Romeu" e uma garrafa de vinho branco "Julieta" para coroar o almoço biológico que tínhamos planeado para hoje. E ainda bem que os trouxe pois foi o vinho que salvou a nossa refeição de cuscuz com beterraba e cenoura assada...
A primeira vez que provei beterraba devia ter uns 15 anos e lembro-me de não ter gostado. Acontece que no outro dia as beterrabas do mercado biológico estavam com um óptimo aspecto e achei que estava na altura de dar outra oportunidade à beterraba. Infelizmente, tantos anos depois, a minha opinião mantém-se: as beterrabas sabem a terra! E o Miguel concorda. Ainda tentámos "reparar" os cuscuz tirando a beterraba e misturando atum mas o sabor desta herbácea já se tinha espalhado por todo o prato. Valeu-nos o vinho que era bom. Mas como eu não sou apreciadora de sumo de uva, apesar do fascínio que o mundo vinícola exerce sobre mim, deixo a tarefa de comentar o valor deste vinho branco biológico para o Miguel...
Julieta vale cada cêntimo gasto na sua compra. É um vinho fantástico que cai estruturado e envolve-se no copo de forma sedosa. No paladar proporciona uma agradável surpresa, também surpreendente foi o facto da Sara ter dado três ou quatro goles sem fazer cara feia!!! Não sei se isso se deve à ausência de madeira durante o estágio que se nota no sabor límpido e na cor amarela vítrea, mas sei que este vinho vai tornar-se num habitué na mesa cá de casa. Com aroma e sabor prolongados, na boca solta notas de frutos maduros, sendo excelente para acompanhar pratos frescos.

Produzido em: Quinta do Romeu
Região: Douro
Tipo: Branco
Castas: mistura de castas tradicionais do Douro, Verdelho e Moscatel

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Niepoort LBV 2005

Nestas tardes e noites frias de Outono, nada sabe melhor do que estar em casa a ouvir a chuva a cair lá fora. O cenário outonal melhora muito se nos fizermos acompanhar por uns chocolatitos e um bom vinho do Porto, como é o caso deste LBV que trouxemos do almoço em S. Martinho do Porto.
Para quem é apreciador de vinho esta tradição de magusto da família da Sara é o Céu! Todos os anos assistimos a um desfile de vinhos, cuidadosamente escolhidos pelo J.P., que termina sempre com um fabuloso vinho do Porto, a acompanhar os pasteis de tentugal, os doces levados de Aveiro e as castanhas assadas. Este ano as honras finais couberam a este néctar da Niepoort, que tivemos o prazer de "provar" repetidas vezes.

No final, a segunda garrafa ficou a meio e nós fomos os felizes contemplados para a trazer para casa. Este vinho é delicado, de cor rubi intensa, com predomínio dos frutos negros e com um toque de chocolate, o que faz com que vá muito bem com qualquer coisa que envolva chocolate amargo de qualidade.

É sem dúvida mais um grande Porto, para abrires em qualquer altura que precises de impressionar alguém e com a garantia de que não vais fazer má figura!

Produzido em: Cima Corgo
Região: Douro
Tipo: Vinho do Porto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Francisca, Tinta Amarela, Sousão, Tinta Roriz

domingo, 4 de julho de 2010

Gambozinos, Reserva 2005

Visto que a comida e vinho estão intimamente ligados, hoje iniciamos uma nova rubrica, onde pretendo partilhar o que penso sobre os nectares portugueses que se vão abrindo aqui em casa. Como a Sara não "pesca" nada de vinhos estas são as minhas palavras de estreia no blog.

A garrafa de Gambozinos foi-nos oferecida pela família C.S. no Natal de 2009 e repousava calmamente na nossa garrafeira, à espera da refeição certa. E a verdade é que acompanhou na perfeição o risotto de abóbora e frango com romã.

Este é um vinho encorpado, de sabor prolongado que vai bem com pratos de carne ou então como aperitivo a acompanhar queijos fortes e condimentados.

Produzido em: Rio Torto
Região: Douro
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca