quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mini-Tarte de Folhas de Beterraba e Frango

Apaixonei-me pelo molho de folhas de beterraba, assim que as vi viçosas na banca do mercado. A senhora por trás da banca vendeu-me-as para uma sopa, mas entretanto eu perdi a coragem de arriscar numa sopa vermelha, já que podia não conseguir o vermelho certo - o vermelho do romance, da paixão. Cada dia lembrava-me de uma receita diferente, até que me tinha decidido por fazer uns crostinis, para um brunch de domingo, que depois passou para um almoço de semana, mas... os meus planos saíram completamente furados.
Tinha combinado com a minha mãe fazer os crostinis para o nosso almoço do dia seguinte. Que a ia buscar a casa a meio da manhã e que almoçávamos juntas em minha casa. Tudo planeado! Mas, o que é que acontece? A meio da tarde a minha mãe liga-me a dizer que a cabra já tinha parido e que tinham nascido dois cabritinhos muito, muito fofinhos. Só que havia um problema, eles não estavam a mamar, não tinham o instinto de se alimentarem... Assim que saímos do trabalho, lá fui eu e o Miguel ver dos cabritinhos, a ver se os púnhamos a mamar. Nada, não tivemos sucesso.
Saí dos meus pais preocupada com os "bebés". Estava muito frio, eles não se tinham alimentado de maneira a aguentar a noite gélida e não sabíamos se a mãe ia ter leite para amamentar os filhotes. Todas as minhas esperanças estavam depositadas num nascer do dia cheio de sol, para lhes afastar o frio nocturno. Quando cheguei aos meus pais lá estavam eles, fraquinhos, sem mamar mas aquecidos pelos raios de sol. E foi assim que, enquanto os "obrigava" a mamar, decidi trocar os crostinis por estas mini-tartes, douradas e redondas como o Sol que tem aquecido a Totó e o Pancinhas, que entretanto já mamam, e os tem ajudado a manter activos.
 
Para 12 mini-tartes
- 1 molho de folhas de beterraba, sem os caules
- 2 peitos de frango
- 2 bases de massa quebrada
- sal
- azeite
- 1/2 cebola média, picada
- 2 dentes de alho, picados
- 1 c. de chá de paprika em pó
- 1 cálice de vodka
- 1 queijo de cabra pequeno
- 1 ovo, batido
 
1. Numa frigideira anti-aderente, aloura a cebola e o alho em azeite, com a paprika em pó e o sal. Junta os peitos de frango, cortados em pequenos cubos, e deixa alourar. Refresca o frango com a vodka e deixa o álcool evaporar. Enquanto o álcool evapora, corta as folhas de beterraba em juliana. Junta as folhas de beterraba ao frango e deixa cozinhar, em lume médio tapado.
 
2. Entretanto pré-aquece o forno a 180ºC e vai preparando a massa quebrada. Usando dois copos de tamanhos diferentes corta 24 círculos de massa quebrada - 12 grandes e 12 mais pequenos. Distribui os 12 círculos pequenos num tabuleiro de ir ao forno, coberto com papel vegetal. Reserva os outros 12.
 
3. Assim que as folhas de beterraba estiverem cozinhadas, mais ou menos 20 minutos, desliga o lume e distribui o recheio pela massa quebrada, deixando uma pequena margem nos círculos. Esfarela o queijo de cabra por cima do recheio. Com o dedo passa o ovo batido à volta dos círculos. Cobre o recheio com os restantes círculos e sela bem as mini-tartes.
 
4. Espalha o resto do ovo batido nas mini-tartes e leva ao forno durante 30 minutos. Serve-as ainda quentes, a solo ou acompanhadas por uma salada.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Profiteroles

Não ficaram tão perfeitos como os comprados nas melhores pastelarias, mas, tal como no amor, o que interessa é a sua beleza interior. E eles estavam lindos por dentro, com um sabor que nos arrebata (receita adaptada do blog Gourmets Amadores).

Para a massa
- 175 ml de água
- sementes de 10 vagens de cardamomo
- 85 g de manteiga
- 1 c. de sopa de açúcar
- 125 g de farinha
- 4 ovos

1. Começa por aromatizar a água. Ferve 200 ml de água com as sementes de cardamomo. Retira do lume e deixa aromatizar, durante pelo menos 1 hora.

2. Pré-aquece o forno a 220ºC.

3. Coloca a água, a manteiga e o açúcar num tacho e leva a ferver. Retira do lume e adiciona a farinha toda de uma vez. Mexe energeticamente com uma colher de pau, até a mistura despegar dos lados do tacho. Passa a mistura para a taça da batedeira e deixa arrefecer ligeiramente. Bate a mistura, com as varas para massas, de maneira a se desmanchar um pouco. Adiciona um ovo de cada vez e mistura até obteres uma massa homogénea.

4. Transfere a massa para um saco de pasteleiro. Num tabuleiro de ir ao forno, coberto com papel vegetal, faz bolas com a massa (mais ou menos com 2 cm de diâmetro) e espaçadas entre si. Leva ao forno durante 10 minutos. Reduz a temperatura do forno para 180ºC e deixa cozer durante mais 15 minutos, ou até os profiteroles estarem dourados. Retira do forno e deixa arrefecer sobre uma grelha metálica.

Para o creme
- 225 ml de leite
- 2 c. de sopa de maizena
- 100 g de açúcar
- 1 ovo
- 2 gemas de ovo
- 30 g de manteiga
- 1 c. de sopa de extracto de baunilha
- sumo de 4 maracujás

1. Dissolve a maizena num pouco do leite. Mistura o restante leite com o açúcar e leva ao lume, até ferver. Retira do lume.

2. Bate o ovo e as gemas. Combina os ovos com a farinha maizena. Lentamente verte o leite sobre esta mistura e mexe constantemente para os ovos não cozerem. Devolve o tacho ao lume brando e não pares de mexer até o creme engrossar, sem deixar que este ferva. Retira do lume e junta a manteiga e o extracto de baunilha. Adiciona o sumo de maracujá e envolve bem no creme. Cobre o tacho e leva ao frigorífico, até à hora de o usares.

Para a montagem
- 200 g de chocolate derretido

Abre os profiteroles ao meio e recheia-os com o creme de maracujá e baunilha. Dispõe-os num prato de pé alto, em forma de pirâmide. Verte o chocolate derretido sobre a pirâmide. Serve e saboreia de imediato.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Geleia de Tomarilho

Não, não se enganaram no blog! Este é o nosso primeiro post inspirado num filme. Digo primeiro, porque há outros a bailar na minha cabeça, estou é a ter algumas dificuldades para os colocar em prática. Por coicidência, o dia em que fomos ver o último episódio da saga Twilight, foi o dia em que transformei os tomarilhos da E. em geleia. Ainda decorria o primeiro minuto de filme e eu já sabia que tinha que juntar os dois, só não tinha ideia como.

Esta é uma história que nos foi conquistando aos poucos. Não entendiamos a febre à volta do filme, mas quando vimos o primeiro episódio gostámos do romance e sentimo-nos atraídos pelas paisagens e pela fotografia do filme. Muitas vezes sonhamos trocar as nossas vidas por  um amor e uma cabana, algures no Alasca. No nosso imaginário romântico, o Miguel sai de casa cedo para pescar o nosso almoço, deixando-me a lareira acessa; eu espero por ele, em pijama, com uma chávena de chá quente e enrolada numa manta, ora no sofá em frente à lareira, ora num baloiço de madeira, no exterior da cabana. Sendo a casa dos Cullen uma versão muito sofisticada e moderna deste amor poético, é óbvio que nos interessámos pela saga.
Vimos os primeiros quatro episódios em casa, mas desta vez não estava a conseguir esperar pelo desfecho da história. Torcia fortemente para que a Bella ficasse com o Jacob - um rapaz quente e que transpira saúde por todos os poros, ao contrário do Edward, gélido e branquela - e estava em pulgas por conhecer o destino do "lobinho" e o que mudava com a nascença de Renesmee. Não foi o fim que eu ambicionava, mas serve um final feliz ao moço. Jacob torna-se numa espécie de padrinho da filha dos "vampirinhos" e junta-se ao clã para proteger a criança. A saga completa é um bom programa para um Domingo chuvoso, como o que está previsto para amanhã, ou para se adiantarem ao Dia dos Namorados. E para acompanhar os cinco episódios, nada como uma geleia da cor do sangue.

Para 6 frascos
- 1,5 l de sumo de tomarilho
- 1 kg de açúcar
- sumo de 1 limão

1. Começa por preparar o sumo de tomarilho. Descasca os tomarilhos e corta-os em rodelas finas. Cobre com água e leva ao lume, até obteres a concentração desejada. Coa o sumo e mede.

2. Leva o sumo de tomarilho ao lume, com o açúcar e o sumo de limão. Vai mexendo, mais frequentemente à medida que te vais aproximando do final, até o líquido atingir os 105ºC.

3. Transfere a geleia para frascos esterilizados e deixa-os arrefecer, virados para baixo. Serve sobre bolachas de canela ou a acompanhar queijo.
 
Nota: as fotos da saga foram retiradas da galeria de fotos deste site.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

São Gonçalinho

Lá fora o fogo de artifício anuncia o fim das festas em honra de São Gonçalinho, uma romaria que dura cinco dias e se realiza no fim-de-semana mais próximo do dia 10 de Janeiro, dia em que se comemora a morte do santo. Sei que não se escolhe o dia em que se morre, mas bem que o santinho podia ter morrido mais perto da Primavera, quando o frio  junto à ria é mais fácil de suportar...
O santo é casamenteiro, ajuda na fertilidade e protege na saúde. A mim houve um desejo que me escapou nas passas de fim de ano e por isso ontem fui lá pedir-lhe uma ajudinha... Se o "nosso menino", como é carinhosamente tratado pelas gentes da beira-mar, cumprir com a sua parte do nosso acordo, para o ano lá subirei a escada de caracol, que leva ricos e pobres até à cúpula da capela de São Gonçalinho, para de lá serem feitos os arremesos de cavacas, como pagamento das promessas ao santo. As cavacas, duras como cavacos de madeira, representam o pão lançado pelo santo aos pobres e os sinos da capela anunciam os lançamentos, aguardados pacientemente pelos populares, munidos de camaroeiros e guarda-chuvas invertidos.
Dizem que as cavacas lançadas para o chão estão abençoadas e devem ser guardadas durante um ano, para obteres protecção. Como é óbvio, cá em casa este é um feito impossível, já que o Miguel dá logo cabo delas, obtendo protecção imediata para a sua barriga.
A festa, que une todos os aveirenses, é muito mais do que uma oportunidade para cumprir as promessas feitas ao santo, e por estes dias nem as montras do comércio tradicional escapam aos festejos, "vestindo-se" a rigor com o santo e as cavacas.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Bolachas de Natal

O dia de Reis assinala o fim das festas e de fechar os olhos aos doces ingeridos. É dia de desmanchar a árvore de Natal e arrumar os ornamentos natalícios em caixas, menos estas deliciosas bolachas, comidas enquanto pensamos em começar a cumprir com as resoluções de ano novo. Bom 2013 para todos!

Para as bolachas
- 100 g de manteiga, à temperatura ambiente
- 100 g de açúcar baunilhado
- 50 g de mel, liquidificado
- 1 ovo
- 250 g de farinha (pode ser preciso acrescentar mais, conforme a consistência da massa)
- 2 c. de café de mistura de especiarias em pó (canela, noz moscada, anis, cravinho)
- raspa de 1/2 limão

1. Com a ponta dos dedos amassa o açúcar e a manteiga. Junta o mel e bate com a batedeira. Acrescenta o ovo inteiro e continua a bater a mistura. Junta a farinha, as especiarias e a raspa de limão. Mistura até a massa estar homogénea e acrescenta mais farinha, se vires que a massa se cola nas mãos (quando tem a consistência certa a massa começa a formar uma bola). Cobre a massa com "papel" filme e leva ao frigorífico durante 30 minutos.

2. Numa superfície enfarinhada, estende a massa até obteres a espessura desejada (meio centímetro é uma boa espessura). Corta a massa com a forma desejada, usando formas de Natal ou corta em estilo livre. Faz um buraco no cimo de cada bolacha, para passares a fita de cetim. Coloca a massa num tabuleiro coberto com papel vegetal. Leva o tabuleiro ao forno, pré-aquecido a 170ºC, até as bolachas começarem a alourar nas pontas (o tempo depende do tamanho das bolachas, podendo ir de 10 a 20 minutos).

Para o glacé real
- 150 g de açúcar em pó
- 1/2 clara de ovo
- 1 c. de café de sumo de limão
- 1 c. de café de extracto de baunilha

Quando as bolachas tiverem arrefecido começa a fazer o glacé real. Bate todos os ingredientes até obteres a consistência desejada. Passa a mistura para um saco de pasteleiro. Corta a ponta do saco de pasteleiro bem fina e decora as bolachas ao teu gosto. Deixa o glacé secar e pendura na árvore ou embrulha para oferecer.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Robalo à Bulhão Pato

5 anos de vida... Quando iniciámos este blog a ideia era manter um registo da comida que vamos fazendo aqui por casa e termos uma maneira rápida de partilhar as nossas receitas com os amigos. Agora, se alguém nos pergunta o que é que o Miguel pôs no pica-pau, ou quer saber que ingredientes leva o meu cheesecake, basta dizermos "vai ao blog".
 
Quando, há cinco anos, estávamos sentados no sofá a escrever o primeiro post, não imaginávamos que um dia pessoas tão longe de nós, como no Japão ou Israel, iriam seguir as nossas receitas. A globalização tem destas coisas e estamos muito gratos por isso, pois as vossas visitas fazem-nos crescer e fazem-nos querer melhorar e chegar mais além. Não sabemos até que ponto as receitas que aqui colocamos depois são reproduzidas nas vossas cozinhas, mas pelo menos esperamos inspirar-vos a pegar nos tachos. Alguns dos pratos que temos feito são simples e memoráveis, como o risotto de abóbora e frango, outros são um fiasco completo, como a primeira vez que experimentámos tagliatelle nero e outros são saborosos mesmo não sendo transcendentes, como este prato de robalo.
 
O Miguel pescou o robalo, amanhou-o e fez os filetes (só Deus sabe o que lhe deve ter custado, tal era a ressaca). Eu fui ao mercado da Costa Nova comprar o resto dos ingredientes. O peixe fica mais rico com as amêijoas, mas é um prato com muito espaço para melhorias. Há dois cuidados a ter nesta receita. O primeiro é garantir que o molho das amêijoas fica bem apurado, para não empapar o peixe e os sabores se misturarem harmoniozamente com o azeite das batatas a murro. O segundo é não deixar o peixe cozinhar muito, para não ficar seco e absorver bem os molhos.
 
Para 4 pessoas
- 4 filetes de robalo
- 1 kg de batatas novas
- 4 dentes de alho picados
- alho em pó
- azeite
- sal
 
1. Pré-aquece o forno a 190ºC.
 
2. Coze ligeiramente as batatas com pele, numa panela de água a ferver temperada com sal. Escorre as batatas e deixa-as arrefecer um pouco. Dá um murro em cada batata (nesta parte o Miguel deve ter-me visualizado nas batatas, por o fazer amanhar peixe e cozinhar de directa) e coloca-as, numa só camada, num tabuleiro de ir ao forno. Rega com um generoso fio de azeite, mistura o alho picado e tempera com sal. Leva ao forno para acabar de cozinhar, até as batatas estarem douradas.
 
3. Tempera os filetes de robalo com sal e alho em pó. Leva ao grill, até estes ganharem uma cor dourada, mas sem deixar cozinhar muito.
 
4. Faz as amêijoas à bulhão pato, deixando apurar bem o molho.
 
5. Quando tudo estiver pronto, serve os filetes de robalo, com as batatas a murro e regados com as amêijoas. Serve quente, acompanhado por um bom vinho branco fresco.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Chá de Perpétua Roxa

Não foi a cantar até que a voz me doesse que fiquei doente, mas sim a estender a roupa do Miguel na varanda. As lides domésticas têm destas coisas... E foi durante outra lide doméstica, as compras no mercado, que chegou a sugestão para tratar o meu problema: chá de perpétua roxa.
 
Quem me aconselhou o chá foi a senhora de uma das bancas de agricultura biológica do Mercado Manuel Firmino - Sabores aos Molhos. Normalmente os chás não costumam resultar comigo, mas como a flor tinha uma cor muito bonita, que até fica bem com o meu serviço de chá,  decidi comprar. Se por acaso não resultasse, sempre dava para pôr as flores secas dentro de um frasco e usar como elemento decorativo! E por acaso até foi esse o destino final das flores, mas não por o chá não ter resultado, é porque são donas de uma cor mesmo bela...
 
O chá é milagroso e possui um sabor suave. Num ápice a minha voz voltou ao normal, as dores de garganta aliviaram e a tosse acalmou.
 
Para 4 chávenas
- 1 l de água a ferver
- 6 flores secas de perpétua roxa
- 1 c. de sopa de mel
 
Num bule, verte a água a ferver por cima das flores secas de perpétua roxa. Tapa o bule e deixa em infusão durante 3 a 5 minutos, até a água ganhar uma cor rosa. Dissolve o mel para adoçar. Coa o chá e bebe morno.
 
 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Camarão Picante com Batata Doce

Sabem porque é que gosto tanto das mercearias de bairro? Porque têm vida própria, trato quem me atende pelo nome e são um verdadeiro posto de informação. Não pode haver nada de anormal no bairro que lá se inventa a necessidade urgente de um quilo de açúcar ou de arroz, para se ir saber das novidades. Mas se aparece o INEM na rua então vai-se mesmo sem desculpa e lá se pergunta à descarada o que se passou. E depois é todo um diz que disse, diz que ouviu, diz que viu...

Quando hoje de manhã saí para ir ao pão lá estava na rua uma ambulância e um carro do INEM. Enquanto esperava pelo pão, lembrei-me que me faltavam limões e salsa para completar os maravilhosos camarões picantes. Chegada à mercearia já nem sinal do INEM, mas era um corrupio de senhoras de porta-moedas em riste e uma chuvada de perguntas, de suposições e opiniões. "Para que andar foi?", "Quem foi?", "Mas morreu?", "Será que foi o homem ou a mulher?", "Ah que tenha sido o homem, porque se foi a mulher como se vai orientar ele?". E eu lá esperava, a rir-me para dentro, encantada com a "preocupação extremada" das vizinhas.

Para 4 pessoas
- 4 batatas doces pequenas
- 350 g de miolo de camarão
- 4 malaguetas secas, sem sementes e cortadas finamente
- 1/2 cabeça de alho picado
- azeite
- sal
- salsa finamente picada
- sumo de limão

1. Lava bem as batatas doces e com uma faca raspa a pele. Corta as batatas em fatias grossas. Dispõe as fatias num tabuleiro forrado com papel de alumínio e ligeiramente untado com azeite. Assa-as no forno a 200ºC, durante 30 a 45 minutos, ou até as batatas estarem douradas.

2. Aquece o azeite num wok. Quando o azeite estiver quente, acrescenta o alho e as malaguetas secas. Refoga bem, mas sem deixar queimar o alho. Junta o miolo de camarão, tempera com sal e deixa fritar até estar dourado. Finaliza com salsa picada.

3. Serve o camarão picante por cima das fatias douradas de batata doce.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mini Tarte de Frango, Cogumelos e Pêra

Já não restam dúvidas que o Outono chegou e que o frio veio para ficar. A mim só me apetece estar aninhada no sofá, debaixo da manta, enquanto ouço a chuva a cair. Isso e comida quentinha e reconfortante, como estas mini tartes acabadinhas de sair do forno!

Para 6 mini tartes
- 1 chávena de peito de frango, cortado em cubos (mais ou menos equivalente a dois peitos de frango grandes)
- 1 chávena de cogumelos, cortados em quartos
- 1 chávena de pêra, cortada em cubos
- 2 dentes de alho, picados
- 2 piri-piris campainha secos, sem sementes e picado
- 1 copo de vinho branco
- 1 chávena de caldo de legumes
- 1/2 chávena de leite
- 1 c. sopa de maizena
- azeite
- sal
- noz moscada em pó
- 1 haste de tomilho, só as folhas
- 6 círculos de massa quebrada
- palitos de amêndoa

1. Num wok refoga o alho e o piri-piri em azeite. Junta o peito de frango e deixa alourar. Adiciona os cogumelos e salteia-os durante 5 minutos. Acrescenta o copo de vinho branco e cozinha até evaporar. Adiciona o caldo de legumes e deixa cozinhar em lume brando até o caldo ter reduzido para metade. Junta o leite e cozinha durante 5 minutos. Tempera com sal, noz moscada e tomilho. Junta a maizena e mexe bem para que a farinha se dissolva bem no caldo. Por fim acrescenta a pêra e cozinha mais cinco minutos.

2. Distribui o recheio por 6 taças que possam ir ao forno. Cobre o recheio com círculos de massa quebrada (os círculos devem ser ligeiramente mais largos que as taças) e pressiona bem no bordo para selar. Decora os círculos com palitos de amêndoa. 

3. Leva as mini tartes ao forno (pré-aquecido a 190ºC) até a massa alourar. Serve as mini tartes ainda quentes, acompanhadas por puré de batata ou salada.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Salada de Feijão-Frade e Galette de Abóbora

No fim-de-semana fui a Lisboa visitar a minha tia e pelo caminho dei um salto ao Colombo. O Miguel foi para o Alentejo caçar e levava "encomendado" um javali. Eu cheguei a casa com uma mão cheia de empadas (Empadaria do Chef) para comermos hoje ao almoço e o Miguel chegou de mãos a abanar! Bem, não foi bem assim... Ele caçou umas lebrezitas e uns coelhitos, mas nada de trazer o javali que lhe pedi.

Trouxe empada de camarão salteado, de cozido à portuguesa, de vitela com espinafres e de alheira com grelos. Para acompanhar ficava bem uma salada e lembrei-me dum post da Lisa is Cooking, que misturava abóbora e feijão-frade. Achei que era uma boa altura para experimentar a salada, mas confesso que não estava muito certa da combinação.  

As empadas são enormes e uma empada dá bem para uma refeição de uma pessoa normal. Comidas na hora, quentinhas, devem ser divinais, mas no dia a seguir ainda impressionam. A salada também captou a nossa atenção. A doçura da abóbora, que se derrete na boca, combina de forma inesperada com a frescura e acidez da salada. Excelente e para repetir!

Para 2 pessoas
Salada de Feijão-Frade
- 1/2 lata de feijão-frade
- 1 cebola roxa média
- 1 pimento campainha vermelho
- 1 rama de tomate cereja
- tomilho, só as folhas
- sumo de 1/2 limão
- azeite
- sal
Galette de Abóbora
- 1 abóbora manteiga (aquelas que têm a forma de uma pêra) pequena
- azeite
- sal

1. Numa taça larga junta o azeite e a cebola picada. Deixa marinar enquanto preparas os outros ingredientes.

2. Retira as sementes ao pimento, corta-o em tiras muito finas e pica-o. Junta ao molho de azeite e cebola. Adiciona o feijão-frade escorrido, o tomate, sem sementes e cortado em bocados médios, o tomilho e o sumo de limão. Tempera com sal e rectifica os temperos. Leva ao frigorífico, para refrescar, enquanto preparas a abóbora.

3.  (É suposto "construir" primeiro a galette e só depois cozinhá-la, mas como a autora do post refere que a galette se desmancha facilmente na altura de a virar, optei por primeiro cozinhar as meias-luas e só a "construir" no fim) Corta a abóbora manteiga ao meio, no sentido do comprimento. Descasca a parte de cima da abóbora e corta em rodelas muito finas. Distribui as meias-luas num tabuleiro de forno, numa só camada. Rega com um fio generoso de azeite e tempera com sal. Leva ao forno bem quente, até a abóbora começar a ficar dourada. Retira o tabuleiro do forno e vira todas as meias-luas. Leva a dourar. Retira do forno.

4. Distribui as meias-luas de abóbora assada no centro de dois pratos, em forma de círculo. Dispõe a salada de feijão-frade no centro da galette de abóbora. Serve a salada como uma refeição leve, entrada ou então a acompanhar umas belas empadas. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Vintage

Se me perguntarem não consigo explicar o fascínio que sinto pela pequena vila de Óbidos. Desconfio que parte do interesse venha das muralhas e das ruas estreitas que têm de ser percorridas a pé... Patilho este fascínio por Óbidos com a minha amiga I., que é uma querida e me ofereceu de prenda de anos uma noite neste ponto maravilhoso de Portugal. Se de dia Óbidos já me encantava, à noite descobri-lhe novos tons e lembrei-me de Veneza, mas sem os canais. As ruas esvaziam-se dos turistas e a vila torna-se mais tranquila, ideal para descobrir os seus recantos!
Deixámos o hotel para jantar e na rua principal entrámos no Vintage, Tapas & Wine Bar e saímos de lá satisfeitos. Não foi a melhor refeição das nossas vidas, mas é uma refeição que, pelas circunstâncias, pelo lugar e palavras ditas, ficará para sempre guardado na minha memória. Um restaurante não se faz magnífico só pela sua excelente localização, decoração ou simpatia, é preciso que a comida seja surpreendente. A nossa fome não era muita, por isso decidimos mandar vir de entrada o ananás com morcela e dividir um bacalhau no forno com crumble de maçã e broa. A entrada estava saborosa e o ananás ligava bem com o enchido. Quanto ao bacalhau, os sabores estavam lá, mas não estava perfeito. Todos os componentes precisavam de um bocadinho mais de tempo de cozedura, principalmente as batatas e o crumble, que vinha um pouco pálido. Como sobremesa recomendo o cheesecake de ginja, esse sim maravilhoso.
Vintage
Rua Direita, n.º 41
2510-001 Óbidos
Tel.: 262 959 363
Preço médio: 25€/pessoa

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Bolo de Chocolate

Para quem não sabe sou Balança, e tenho muito do que caracteriza este signo - a indecisão, o equilíbrio, a procura da harmonia, o gosto pelo que é belo... Chegar a um café vazio é um verdadeiro desafio, já que sobram muitas mesas para escolher. Decidir uma receita e dá-la por terminada também não é nada fácil e levo o meu tempo até achar que atingi a harmonia no prato (concorrer a um Masterchef está fora dos planos já que, no mínimo, metade do tempo seria para ponderar os ingredientes). Mas não é por indecisão que passo a vida a "brincar" com a minha receita de bolo de chocolate, é para a testar e ver até que ponto pode ser melhorada. Desta vez andei a exprerimentar à volta da farinha. Também gosto de tentar ao máximo recompor as coisas antes de desistir delas... Assim, esta versão do meu bolo de chocolate é quase tudo o que eu sou.

Tudo parecia correr mal e o bolo estava tudo menos belo e harmonioso. Tive quase quase para o "deitar no lixo" e ir comprar um bolo para levar para o aniversário da G., mas depois de respirar fundo umas quantas vezes, fui ao fundo de mim e, colherada de chocolate atrás de colherada de chocolate, fui compondo o bolo até que ele ficou quase perfeito. Olhando para ele ninguém era capaz de dizer que tinha saído queimado do forno, que a ganache não estava a solidifar de forma homogénea ou que o seu nome esteve para ser bolo de chocolate afogado, tal era a poça de chocolate à sua volta. Depois de muita paciência - outra característica minha - lá consegui obter um bolo capaz de cativar a minha afilhada. Não que seja dificil de a convencer quando se trata de chocolate, sai à madrinha.

Questiono-me se esta também não será uma característica secreta dos nativos de Balança?...

Para 8 a 10 pessoas
- 5 ovos
- 150 g de açúcar
- 150 g de manteiga
- 150 g de chocolate
- 50 g de farinha
- 50 g de farinha maizena
- 50 g de amêndoa moída
- 1 c. de chá de fermento
- 1 frasco de doce ou geleia (à tua escolha)

1. Pré-aquece o forno a 180ºC.

2. Em lume brando, derrete o chocolate e a manteiga. Separa as claras das gemas. Numa taça bate as gemas com o açúcar, até começar a ficar esbranquiçado. Junta o chocolate derretido e bate bem. Bate as claras em castelo e junta-as, aos poucos, à mistura de ovo e chocolate. Numa taça mistura a farinha, a farinha maizena, a amêndoa moída e o fermento. Junta tudo à mistura anterior. Envolve tudo muito bem.

3. Verte a massa para uma forma previamente untada e coberta com papel vegetal. Leva ao forno durante 40 minutos ou até sair um palito limpo, quando espetado no bolo. Deixa arrefecer na fora e desenforma.

4. Leva o doce que escolheste ao microondas, até ficar mais líquido. Com um pincel, pincela o exterior do bolo e deixa "secar". Cobre com a tua receita de ganache favorita e decora com sprinkles.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Duo de Maçã

Como é que um fruto tão corriqueiro consegue representar tantas mudanças no mundo? O pecado original, a noção de gravidade, o sonho de uns visionários... Quando olho para uma maçã, é difícil não ver nela conhecimento e simplicidade. Agora vejo também a minha primeira geleia bem sucedida! Para muitos será um êxito minúsculo, mas para mim era algo que me andava a fugir por entre os dedos, como a areia na praia, e consegui-lo foi importante.

Doce de Maçã (6 frascos)
- 2 kg de maçã, descascada e cortada em cubos
- 700 g de açúcar
- 200 ml de sumo de laranja
- 2 paus de canela

1. Junta todos os ingredientes numa panela grande, tipo o panelão usado pelas nossas mães para fazer sopa. Leva ao lume até o açúcar se dissolver. Guarda no frigorífico durante 8 horas.

2. Leva a panela novamente ao lume e deixa a mistura cozer durante 1h30. À medida que a fruta vai cozendo vai esmagando com a colher de pau. Se a fruta não estiver desfeita em puré, retira os paus de canela e passa pela varinha mágica. Leva outra vez ao lume, durante 5 minutos, e confirma que o doce atingiu a consistência desejada. (Ao passares a colher de pau no meio da calda, deves conseguir ver o fundo, como se se abrisse uma estrada. Se quiseres uma compota mais líquida, deves procurar uma estrada estreita, de sentido único e apenas uma via. Se gostares da compota mais espessa, o que tu queres é mais uma via rápida.) Retira do lume.

3. Com cuidado, para não te queimares, passa o doce para frascos esterilazados. Deixa-os arrefecer virados para baixo.

Geleia de Maçã (6 frascos)
- 2 l de sumo de maçã*
- 1,6 kg de açúcar

1. Num tacho grande junta o açúcar e o sumo de maçã. Leva ao lume e vai mexendo regularmente (no início não é preciso estares sempre a mexer, mas convém não ires para longe. Tipo, ir para a sala ler um livro...). Quando o líquido começar a espeçar mexe com mais regularidade. Nesta altura vai medindo a temperatura e não deixes ultrapassar os 100ºC, se gostares dela mais líquida, ou os 105ºC, se gostares dela mais espessa.

2. Verte a geleia para frascos esterelizados. Enche os frascos até cima, fecha-os e deixa-os arrefecer virados para baixo.

* Cozes as cascas e os caroços em água abundante, deixando reduzir a água para metade. Coas o líquido, com um coador fino ou um pano, e espremes. Medes o líquido. Se não tiveres os 2 l de sumo de maçã o segredo é usar 1 kg de açúcar por cada litro de sumo, mas podes fazer como eu, que "roubei" um bocado no açúcar para não ficar tão doce.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Beringela

No regresso às aulas, uma caixa nova de lápis de cor fazia-me acreditar num mundo melhor. Ficava seduzida pelos bicos de carvão perfeitamente alinhados e sentia-me encantada com as cores contidas num pequeno rectângulo de lata. Muitas vezes via nos lápis de carvão um beijo suave da Mãe Natureza, que derramava dos seus lábios as suas cores vibrantes.

Claro que havia cores mais interessantes do que outras e algumas atraiam o meu olhar como um íman... O beringela sempre foi uma dessas cores! Só tenho pena do sabor da beringela não ter o mesmo magnetismo que a sua cor.

Todos os anos, enquanto os mais novos começam a pensar no regresso à escola, eu penso como é que vou fazer as beringelas que a C. me vai trazer e interrogo-me se esse será o ano em que vou aprender a gostar delas. Já experimentei recheada, salteada e em patê. Ontem foi a vez de as grelhar e misturar, em pequenos pedaços caramelizados, num risotto de cogumelos.

Mantive a esperança até à última garfada, mas no final fiquei triste por ainda não ter sido desta que o sabor e textura da beringela me conquistaram. Talvez para o ano seja diferente, quem sabe...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Sumo de Tomate, Morango e Pêssego

Amores de Verão num copo! E só meus, já que não dividi este líquido precioso com ninguém... Incrivelmente delicioso, transmite o que a fruta fresca tem de melhor. Sim, porque o tomate também é fruta!

Para 2 pessoas
- 300 g de tomate maduro, sem pele e sem sementes
- 150 g de pêssego, sem pele
- 150 g de morangos
- 150 g de açúcar
- 1/2 vagem de baunilha
- sumo de 1 laranja
- 4 folhas de manjericão

1. Num tacho coloca os morangos, arranjados e cortados ao meio, o açúcar, as sementes de baunilha e o sumo de laranja. Leva a lume fraco até o açúcar se dissolver.

2. Num copo misturador, junta o tomate e o pêssego grosseiramente cortados, a calda de morangos e a folha de manjericão. Passa tudo com a varinha mágica e leva ao frigorífico. Serve bem fresco, numa tarde de Verão.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Batido de Amora e Pêssego

A fruta exposta nas bancas da praça era fresca, mas o sol ardia na pele. Num dia quente como este só apetece deitar ao comprido na relva ou megulhar no mar. Para apaziguar o calor, fizemos um batido de amoras e pêssego, usando as frutas acabadas de comprar. 

Para 2 pessoas
- 2 pêssegos
- 250 g de amoras
- 1 iogurte de coco
- 2 medidas de iogurte de leite

Num copo coloca o pêssego cortado em pedaços, as amoras e o iogurte. Tritura com a varinha mágica. Adiciona o leite e mistura. Serve fresco a acompanhar uma salada leve ou sozinho, a anteceder um mergulho no mar.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Chutney de Mirtilos

É tempo de começar a guardar em frascos as doces memórias do Verão, que nos agracia com uma enorme quantidade de fruta sumarenta. A nós não nos faltam frascos nem fruta, falta-nos é tempo. É que os dias quentes, os mesmos que nos trazem a fruta, gritam por instantes passados lá fora, a aproveitar o sol.

E, mesmo reservando uma boa parte do tempo passado em casa à conservação dos sabores únicos do Verão, não há meio de me ver livre dos frascos acumulados. Eu bem queria que eles desaparecem-se, mas parece que a montanha fica maior a cada dia que passa. Até ando desconfiada que eles se reproduzem quando viro costas... É a única explicação que encontro!

Para contrariar esta reprodução assexuada, meio quilo de mirtilos de Sever do Vouga foi parar a um frasco, transformado em chutney e agora guardado no frigorífico. O chutney é excelente para acompanhar carne de porco e lembranças do Verão.

Para 1 frasco
- 1 cebola média, picada
- 500 g de mirtilos
- 125 ml de vinho do Porto
- sumo de 1 limão
- 1 c. de sopa de açúcar amarelo
- 250 ml de água
- 1 pau de canela
- azeite
- sal

1. Num tacho refogar a cebola em azeite, até estar translúcida. Adicionar os mirtilos e envolver no refogado. Juntar o vinho do Porto, a sumo de limão, o açúcar amarelo, o pau de canela e a água. Temperar com sal e deixar reduzir durante 1h30 (pode ser mais um bocado, eu já não me lembro bem porque me distraí na conversa com as minhas irmãs, enquanto comiamos uma compota picante que trouxe das Caldas!).

2. Quando tiver atingido a consistência desejada, verte o chutney para um frasco e deixa arrefecer com o frasco virado para baixo. Acompanha o chutney com carne de porco e salada.

sábado, 28 de julho de 2012

Maratona

Caldas da Rainha, norte da região Oeste. É aqui que se encontra a maior concentração de ingredientes de sabor autêntico do país, quem sabe do mundo, e isso reflecte-se na qualidade da restauração. No final de uma manhã passada a comprar fruta e legumes na praça, esperava-nos uma refeição magnífica no Maratona. O restaurante é moderno e cosmopolita e, passando os olhos na carta, é impossível não virem à memória imagens de Itália... O menu é claramente de inspiração mediterrânica e inclui tempura de camarão e cogumelos, queijo de cabra assado, trouxas de frango, filet mignon, diferentes bifes e hamburgueres, caril de camarão, lombo de bacalhau confitado, massas e risottos. Tudo delicioso e com nomes originais!
Nesta segunda visita, começámos com uma couvert simples composta por azeite, manteiga (que varia conforme o dia) e pasta de azeitona para barrar no pão, enquanto esperávamos pelas bochechas de porco com novelo de batata frita e pelo risotto de pato com frutos secos. O final foi feliz, num sítio destes só podia, eu com um cheesecake desconstruido e o Miguel com um gelado.
Maratona
Praça 25 de Abril, n.º15 (perto da igreja)
2500-110 Caldas da Rainha
Tel.: 262 841 483
Preço médio: 20€/pessoa (com bebidas, mas sem ser vinho)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Salada de Agrião e Rebentos

Andávamos a passear pelo Mercado das Caldas da Rainha, a tentar decidir se jantávamos em casa ou fora, quando o Miguel dá de caras com a banca dos rebentos da Hortazul. Jantar resolvido logo na hora! Em casa, uma salada simples com os rebentos, a acompanhar uns escalopes temperados apenas com umas pedras de sal. Um jantar levezinho, perfeito para um dia de Verão, com ingredientes frescos e deliciosos.
- mistura de rebentos (girassol, alfafa, feno grego, lentilhas)
- folhas de agrião
- sumo de laranja
- raspa de limão
- azeite
- sal

Prepara as folhas de agrião e lava-as bem em água corrente. Numa tigela mistura o agrião com os rebentos. Tempera com um fio de azeite, sumo de laranja, raspas de limão e sal.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ameixas Assadas

Bom dia, era o que dizia o perfume que chegava até nós, vindo do cesto de ameixas colhidas ontem. E nada podia ser mais perfeito para iniciar o dia, ganhando uma alma nova a cada colherada!

Para 4 pessoas (adaptado de agoisfoto)
- 6 ameixas
- 2 hastes de tomilho-limão
- 4 c. sopa de açúcar baunilhado
- 2 c. sopa de manteiga
- iogurte grego ou natural
- granola

1. Pré-aquece o forno a 180ºC.

2. Corta as ameixas ao meio e retira-lhes o caroço. Coloca as ameixas num pirex, com a pele virada para baixo. Por cima das ameixas mistura o tomilho-limão, o açúcar e a manteiga em pequenos pedaços. Leva ao forno e assa durante 20-30 minutos, até a fruta estar tenra. Retira o tomilho-limão.

3. Serve com iogurte e granola, a acompanhar um BOM DIA!