sábado, 11 de setembro de 2010

Doce de Amora

No outro domingo fomos até ao campo apanhar amoras. Já não havia muitas nas silvas e as poucas que lá estavam encontravam-se em ramos elevados, onde era quase impossível chegar. Ainda assim deu para trazer amoras suficientes para fazer este doce, que tem uma cor púrpura vibrante!

- 2 chávenas de amoras silvestres
- 1/2 chávena de açúcar
- sumo de 1 limão
- 1 pitada de sal

1. Numa panela coloca as amoras, o açúcar, o sumo de limão e o sal. Reserva durante 1 hora.

2. Leva a panela ao lume durante 1 hora. Enquanto as amoras forem cozinhando vai esmagando com a ajuda de um garfo. Quando o doce estiver no ponto desejado retira do lume e passa para frascos esterelizados.

Dica: Para encher os frascos usa uma colher para fazer bolas de meloa.

domingo, 5 de setembro de 2010

Gelado de Figo e Pepitas de Chocolate

No fim-de-semana passado fomos ofertados com figos, para ajudarem na recuperação do Miguel e para nos adoçar a boca! Os mais pequenos foram parar ao tacho para dar origem a este gelado, alguns dos maiores foram comidos ao natural e outros mergulharam numa tarte...

Optar por usar os figos mais pequenos no gelado não foi das melhores ideias. Os figos pequenos tinham uma casca interior mais grossa e por isso o gelado ficou a saber um bocado mais a nata do que a figo, mas nem por isso deixou de ficar bom!


Para 950 ml
- 700 g de figos frescos
- sumo de 1 limão
- 100 ml de leite
- 100 g de açúcar
- 2 cálices de vinho do Porto

- 100 ml de natas
- 200 ml de leite
- pepitas de chocolate q.b.

1. Corta o pé e a base aos figos e corta-os em pedaços, mantendo a casca. Junta os figos, o sumo de limão e 100 ml de leite num tacho. Leva ao lume, com o tacho tapado, durante 10 minutos. Mexe de vez em quando.

2. Adiciona o açúcar e o vinho do Porto e mantém no lume, mexendo sempre, até a mistura apresentar um aspecto de compota. Retira do lume e reduz a puré. Lentamente ircorpora o restante leite e as natas batidas. Verte para uma caixa de plástico e deixa arrefecer.

3. Quando tiver arrefecido, mistura as pepitas de chocolate e leva ao congelador.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Salada de Frango com Manga

E continuamos a nossa viagem pelo maravilhoso mundo das saladas... Desta vez fomos buscar inspiração à Blue Cooking n.º 49 para fazer esta salada rápida, saborosa e que só tens de misturar os ingredientes!

Para 2 pessoas
- 1/2 frango
- 2 mãos-cheias de agrião
- 1 manga
- sumo de 1/2 laranja
- sal
- 4 tostas

Numa saladeira junta o agrião, o frango desfiado e a manga descascada e cortada em tiras. Acrescenta o sal, rega com o sumo de laranja e termina com as tostas grosseiramente partidas.

sábado, 21 de agosto de 2010

Feijão Verde Bebé com Bolonhesa de Frango

Por aqui andamos a tentar reduzir nos hidratos de carbono, por isso substituimos o comum esparguete por feijão verde bebé, que o Miguel trouxe de casa dos pais. Além disso também usámos frango em vez da carne de porco, que é mais saudável. Claro que este prato, para ser ainda mais saudável, não devia levar bacon, mas nada de fundamentalismos. A comida precisa de algum sabor, se não não tem piada.

Para 2 pessoas
- 300 g de feijão verde bebé, arranjado
- azeite
- 1 cebola picada
- 1 dente de alho picado
- 1 cenoura ralada
- 4 fatias de bacon, cortadas em tiras
- 400 g de peito de frango picado
- 6 c. sopa de molho de tomate
- 1 copo de vinho branco
- queijo da ilha ralado

1. Aquece o azeite numa frigideira grande em lume médio. Adiciona a cebola, o alho e o bacon. Cozinha, mexendo, até a cebola estar translúcida. Adiciona o frango. Cozinha, mexendo, para separar a carne, até o frango estar cozinhado. Junta o vinho, a cenoura e o molho de tomate. Baixa o lume e cozinha tapado, mexendo de vez em quando, por 15 minutos.

2. Entretanto cozinha o feijão verde bebé em água a ferver, com sal e azeite, durante 10 minutos. Escorre. Serve o feijão com o molho por cima e polvilha com queijo da ilha.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Morangos de Angeja com Manjericão

Sabem aqueles dias que começam por ser uma verdadeira m#rd#, mas que depois, sem te aperceberes, se vão transformando em dias espectaculares? Pois bem, ontem foi um desses dias... Comecei por ter uma manhã péssima, que me deixou com vontade de bater em alguém, mas nos entretantos a tarde acabou por ser perfeita.
 
Depois do Miguel ter ido mudar o penso a Cacia estávamos nós já prontos para ir direitinhos a casa quando reparei num enorme bando de cegonhas nos céus de Cacia. Foi nesse momento que soube que o que eu precisava mesmo era de ir até algum sítio onde pudesse ver umas quantas aves pousadas na água, entretidas na sua vidinha. Como caçador que é, o Miguel é mais conhecedor desses sítios do que eu. Segui as indicações dele até uns "caminhos de cabras", ladeados por silvas carregadinhas de amoras, que me apagaram da memória a minha manhã terrível e que me levaram até à "loja" dos morangos de Angeja, onde acabámos por comprar 1 kg de morangos e 0,5 kg de figos suculentos.
Gosto muito desta loja, que é uma versão de luxo da venda de fruta à beira da estrada e vale bem a pena ir até Angeja só para comprar destes morangos, que são uma coisa do outro mundo. É muito fácil dar com o sítio e com a casinha pré-fabricada em madeira que fica mesmo na beira da nacional 109 (quem vem de Estarreja para Aveiro fica do lado direito). Além dos morangos têm outras frutas e também legumes, todos com um aspecto maravilhoso e um cheiro de morrer e tem a particularidade de, uns metros mais à frente e dependendo da hora, poderes ver os morangos a serem apanhados e a irem directamente para a caixa.
Depois de estarmos na posse da nossa fruta "apontámos" para casa, onde saboreámos os morangos duma forma simples, sem grandes complicações ou floreados, juntando apenas três ingredientes: açúcar, manjericão e sumo de laranja. Acreditem quando digo que estes serão os melhores morangos que comerão na vossa vida... cheiram verdadeiramente a morangos e, adivinhem, sabem mesmo, mesmo, mesmo a morangos! Aliás, quando sentirem o seu cheiro vão ter vontade de ficar horas a "snifá-lo" e de apanhar uma overdose com um cheiro tão celestial.
- morangos de Angeja
- açúcar
- folhas de manjericão
- sumo de laranja

1. Lava bem os morangos e retira-lhes o pedúnculo. Corta-os em quartos. Reserva.

2. Com a ajuda dum garfo, ou num almofariz, esmaga o açúcar com o manjericão. Deita o açúcar aromatizado e o sumo de laranja por cima dos morangos e mistura bem. Leva ao frigorífico e serve fresco.

Nota: Faz um esforço para não caíres na tentação de aromatizares o açúcar no 1,2,3. Apesar de mais fácil, não sabe igual!

domingo, 15 de agosto de 2010

Salada de Manga e Feijão Preto

Agora com o Miguel inoperacional, devido ao joelho, o tempo para cozinhar não é muito. Confesso que a vontade também não abunda por aí além, por isso nos últimos dias as nossas refeições andam muito à volta das saladas ou então do No Menu. Mas ainda bem que é Verão, já que assim é muito mais fácil fazer refeições rápidas, saborosas e minimamente saudáveis.

Para 2 pessoas
- 1 lata pequena de feijão preto cozido
- 2 mangas pequenas, cortadas em cubos
- sumo de 1 lima
- coentros picados

1. Escorre o feijão preto em água abundante e coloca-o numa saladeira. Junta os restantes ingredientes, mistura bem e tempera a gosto.

2. Serve a salada fresca com um bife de porco ou de frango grelhado.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Fusilli de Curgete

Já lá vai um tempo que ando para fazer este post, mas não havia maneira de acertar com a receita. Ora foram os ovos que cozeram, ora foi a curgete que era rija, ora foi a foto que não ficou bem... Enfim, vida de "food blogger" não é fácil e à conta disso andamos a comer massa com curgete há três semanas. Foi até acertar.

Esta massa é ideal para um almoço de semana, por ser fácil e rápida de preparar. Também é bastante versátil, pois dá para acrescentar diferentes ingredientes à curgete.

Para 2 pessoas
- 200 g de fusilli
-sal
- 2 curgetes pequenas
- 1 dente de alho, picado
- azeite
- 6 folhas de manjericão, grosseiramente picadas
- 1 gema de ovo
- queijo da ilha ralado

1. Começa por cozer a massa em água a ferver com sal, segundo as instruções da embalagem ou até estar al dente.

2. Enquanto a massa coze, corta a curgete longitudinalmente e depois em pequenas "tiras" (tipo batata palha, mas não tão pequena). Reserva.

3. Aquece um fio de azeite num wok. Adiciona o alho e a curgete e vai mexendo até esta amolecer. Retira o wok do lume e junta a gema de ovo, mexendo sempre, para não cozer. Junta a massa escorrida e envolva bem. Por fim polvilha com queijo ralado e manjericão.

4. Serve simples ou com atum, salsicha, presunto ou bacon.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Maçã Assada com Mirtilos

Hoje é o Dia Internacional dos Avós e a minha avó a modos que nos mata se nós nos esquecemos deste dia. Este ano tive a ideia de fazer uma sobremesa que homenageasse os meus avós, só que a tarefa não se revelou muito fácil... No final acabei por fazer apenas uma sobremesa que associo à minha avó.

A sobremesa inicial misturava arroz doce com maçã assada, mas não consegui que as duas coisas ligassem na perfeição. Os mirtilos deram um toque de modernidade à receita e tive como fonte de inspiração o show cooking do Chakall, que decorreu no Sábado na FARAV (o Chakall está a fazer uma volta a Portugal em carrinha onde faz pratos com produtos locais. Em Aveiro fez uma sobremesa cinco estrelas com pão de ló de Ovar e mirtilos).

Para 1 pessoa
- 1 maçã, descascada e descaroçada (a maçã da foto tem casca, mas só por uma questão de falta de tempo e de preguicite aguda. O ideal é mesmo descascar a maçã.)
- 1 c. sopa de mirtilos
- 1/2 c. de chá de canela em pó
- 1 c. de chá de açúcar mascavado
- 1 c. de chá de manteiga, à temperatura ambiente
- sumo de 1 clementina

1. Pré-aquece o forno a 190ºC.

2. Numa taça pequena mistura os mirtilos, a canela e o açúcar. Recheia a maçã com esta mistura e por cima põe a manteiga. Coloca a maçã num prato fundo que possa ir ao forno e rega-a com o sumo de clementina.

3. Leva ao forno durante 1 hora e vai regando as maçãs com o sumo.

4. Serve imediatamente, ainda quente, ou então morna. Se quiseres podes acompanhar com uma bola de gelado de baunilha ou nata para tornar a sobremesa mais fresca.

domingo, 11 de julho de 2010

"Pneu" de Verão

Não, este post não é para falar sobre os "pneus" que teimam em importunar a malta no Verão... Este post é antes um regresso ao passado, ao tempo em que não havia águas gaseificadas com sabor e ao tempo em que, aos domingos à tarde, me sentava no sofá a ver um qualquer filme "domingueiro" acompanhada duma vodka. Este post é sobre a minha recriação desses tempos com cheirinho a Verão.

Para 1 copo
- 1 garrafa de água Castello
- 1 shot de vodka
- 1 lima, cortada em quartos
- 2 pacotes de açúcar
- 2 morangos, cortados em rodelas

1. Num copo alto junta o açúcar e a lima. Esmaga com a ajuda de uma colher. Adiciona a vodka e esmaga mais um pouco. Por fim, junta o gelo, a água Castello e as rodelas de morango.

2. Serve de imediato e saboreia o Verão!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pavlova de Chocolate e Creme de Mascarpone e Amora

A primeira vez que fiz o creme de mascarpone e amora foi com a ajuda da minha "neta" D. e foi para um cheesecake. O objectivo era aproveitar os "restos" de cereais de pequeno-almoço que estavam guardados num frasco de vidro à espera que eu soubesse o que fazer com eles. Usá-los como base de cheesecake pareceu boa ideia, mas o resultado não ficou tão bom quanto isso, mesmo tendo o creme ficado divinal.

Entretanto ocorreu-me que o creme devia ficar bem melhor com suspiros. Desfiz uns quantos e misturei com o creme. Acreditem que ficou espectacular.

Depois disto lembrei-me que andava há algum tempo para experimentar fazer pavlova e que com o creme por cima devia obter uma excelente sobremesa. Nem de propósito o Donal Skehan colocou uma receita de pavlova no seu blog. Segui mais ou menos a receita e acrescentei-lhe um bocado de chocolate em pó.

Para 8 mini-pavlovas
- 200 g de açúcar
- 4 claras de ovo
- 2 c. de chá de farinha Maizena
- 1 c. de chá de vinagre de vinho branco (usei vinagre de maracujá)

Creme de Mascarpone e Amoras
- 200 ml de natas
- 1 embalagem de mascarpone
- 4 c. sopa de açúcar
- 1 embalagem de amoras (mais umas quantas para decorar)

1. Pré-aquece o forno a 150ºC. Coloca uma folha de papel vegetal no tabuleiro de forno e desenha 8 círculos, com a ajuda dum pires de café.

2. Bate as claras em castelo. Adiciona o açúcar aos poucos. Usando um Salazar mistura gentilmente a farinha e o vinagre.

3. Divide a mistura de merengue pelos oito círculos e leva ao forno durante 45 minutos. Retira do forno e deixa arrefecer completamente.

4. Bate as natas até estarem firmes. Junta o mascarpone, o açúcar e as amoras trituradas. Leva ao frigorífico.

5. Puco tempo antes de te deliciares com a sobremesa, espalha o creme por cima das pavlovas de chocolate. Decora com as amoras inteira e rega com molho de chocolate, se desejares.

domingo, 4 de julho de 2010

Gambozinos, Reserva 2005

Visto que a comida e vinho estão intimamente ligados, hoje iniciamos uma nova rubrica, onde pretendo partilhar o que penso sobre os nectares portugueses que se vão abrindo aqui em casa. Como a Sara não "pesca" nada de vinhos estas são as minhas palavras de estreia no blog.

A garrafa de Gambozinos foi-nos oferecida pela família C.S. no Natal de 2009 e repousava calmamente na nossa garrafeira, à espera da refeição certa. E a verdade é que acompanhou na perfeição o risotto de abóbora e frango com romã.

Este é um vinho encorpado, de sabor prolongado que vai bem com pratos de carne ou então como aperitivo a acompanhar queijos fortes e condimentados.

Produzido em: Rio Torto
Região: Douro
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca

sábado, 26 de junho de 2010

Peixe ao Sal

Qualquer peixe pode ser assado inteiro no sal, mas é preciso arranjá-lo primeiro. Também tens de ter cuidado para não deixar o sal em contacto com nenhuma parte interior do peixe, se não corres o risco do peixe ficar demasiado salgado, como nos aconteceu no outro dia. O Miguel fez para o jantar um robalo assado no sal, mas não sei o que é que lhe passou pela cabeça ao fazer uns cortes no lombo do peixe... Resultado: robalo hiper mega salgado, quase que nem dava para comer. Como não chegámos a nenhum concenso sobre a melhor maneira de conseguir uma boa crosta de sal pedimos ajuda ao Jamie Oliver (em Itália), que nos sugeriu uma crosta perfumada.

Para 4 a 6 pessoas
- 2 kg de peixe, limpo e amanhado
- ervas aromáticas (usámos salsa e aneto)
- 2 limões, 1 às rodelas e a raspa do outro
- 3 kg de sal grosso
- raspa de 1 laranja
- 1 ovo batido
- azeite

1. Pré-aquece o forno a 220ºC.

2. Recheia a cavidade com a mistura de ervas aromáticas e rodelas de limão.

3. Mistura o sal com a raspa de limão e de laranja e o ovo. Deita uns pingos de água e amassa bem a mistura, até parecer areia molhada.

4. Faz uma camada de 1 cm com o sal num tabuleiro de ir ao forno. Pincela a pele do peixe com azeite e põe por cima da cama de sal. Põe o resto do sal por cima, carregando com as mãos para apertar bem. Não é preciso tapares a cabeça e a cauda. Assa o peixe no forno durante 20 a 40 minutos.

5. Serve à mesa, partindo a crosta de sal em frente dos teus convidados, e acompanha com salada.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Lulas com Batata Doce

Ultimamente o tempo para cozinhar não tem sido muito e confesso que temos comido poucas vezes em casa. Comer fora pode ser muito prático mas ao fim de uns dias farta e não há nada como a comida caseira, nem que para isso seja preciso almoçar às quatro da tarde...

Se os ingredientes estiverem prontos de véspera, este prato é muito rápido de preparar e um excelente petisco.

Para 2 pessoas

- 200 g batata doce, cortada às rodelas

- 400 g de lulas, limpas e cortadas em tiras finas

- sal

- sumo de 1 limão

- azeite

1. Tempera as lulas e os tentáculos com sal e o sumo de limão. Deixa marinar durante 30 minutos. Num wok salteia as lulas em azeite bem quente, até estarem estaladiças.

2. Frita as rodelas de batata doce (com pele) em azeite. Seca-as em papel de cozinha e mantém-as quentes, até as lulas estarem prontas.

3. Dispõe num prato as batatas, depois as lulas e rega com um fio de bom azeite.

Toucinho

A família rumou mais uma vez a Santarém, desta vez para assistir ao Festival de Tunas Femininas e para cantar os parabéns à minha mana mais nova. No Domingo fomos almoçar ao mítico Toucinho, em Almeirim.

Para se almoçar no Toucinho tem que se marcar ou então estar preparado para uma longa espera. Mesmo marcando tem que se chegar a horas ou então perde-se a mesa, já que a clientela é muita. Quando se entra é impossível não perceber que ali se respira festa brava, já que as paredes das salas estão carregadas de artigos alusivos à tourada. O serviço não prima pela simpatia e é um bocado a despachar, mas assim que o pão caseiro e quentinho vem para a mesa já nem pensamos nisso...

A especialidade é a sopa da pedra, que é suficiente como refeição. Para os que acham que só uma sopita não basta, recomendamos as carnes que são saborosas e de qualidade. Desta vez comemos uns lombinhos de porco na vara (pau de loureiro) que estavam muito bem confeccionados. Como tínhamos bolo de aniversário ninguém se aventurou nas sobremesas, mas recomendo que provem a tarte de natas.

A comida é realmente boa e só assim nos conseguimos abstrair do barulho e da confusão que nos rodeia. A relação qualidade/preço é boa, 12€/pessoa, sendo garantido que se sai do n.º 20 da Rua de Timor de barriga cheia, sem espaço para mais nada que não seja um café.

domingo, 23 de maio de 2010

Salame de Chocolate e Frutos Secos

Havia uma coisa que me vinha intrigando há já algum tempo... porque é que a minha mãe tinha deixado de fazer salame? Foi enquanto partia as bolachas para a receita que obtive resposta para a minha pergunta: já não tem as filhas em casa para lhe partir a bolachita Maria! Bem me lembro dos trabalhos forçados a que éramos sujeitas sempre que a senhora nossa mãe se lembrava de fazer salame... Foi nesse momento que conclui que os senhores da bolacha Maria andam distraídos. Será que ainda nenhum se lembrou de fazer uns pacotes de 200 g com bolacha Maria já partida aos bocados? Não deve ser difícil de fazer e ainda podiam aproveitar as bolachas que se partissem no processo de produção. Além disso, todos os filhos das mães "salameiras" deste país iam ficar eternamente gratos pelos pacotitos.

Mas falando do salame... já tinha feito algumas tentativas para alterar a receita da minha mãe, mas todas elas sem sucesso. Umas vezes porque era manteiga a mais, outras porque o chocolate em barra não dava ou então porque as passas davam um aspecto de pastilha elástica. Enfim... lá tive de me render ao chocolate em pó e acho que foi desta que acertei. Mantive as quantidades da minha mãe, substitui um pacote de bolacha Maria por frutos secos(sempre é menos um pacote para partir), juntei-lhe o vinho de Porto e voilá, fez-se o salame de chocolate e frutos secos.

Para 2 salames médios

- 1 pacote de bolacha Maria, partida grosseiramente

- 100 g de avelã palitada

- 100 g de pistachios

- 200 g de açúcar

- 2 ovos

- 150 g de manteiga derretida

- 2 cálices de vinho de Porto

- 200 g de chocolate em pó (ou então mistura de chocolate e cacau em pó)

1. Mistura numa taça a bolacha partida, as avelãs e os pistachios. Reserva.

2. Bate os ovos com o açúcar. Junta a manteiga derretida, o vinho do Porto e o chocolate em pó. Bate até obteres uma mistura homogénea. Junta os secos e envolve bem.

3. Numa folha de papel vegetal estendida coloca o preparado e dá-lhe a forma de um salame. Leva ao frigorífico durante umas horas.

Nota: Podes optar por usar framboesas no salame que fica espectacular! Se o fizeres substitui 100 g de frutos secos por 100 g de framboesas. Neste caso não uses cacau em pó, se não fica muito amargo e adiciona as framboesas só no fim, depois de teres juntado os secos.

sábado, 15 de maio de 2010

Taberna & Mercearia Sebastião

Hoje foi a benção das pastas da minha "Pequenina" e lá foi a famelga toda até Santarém. Quando perguntava à minha irmã onde é que iamos almoçar ela só me dizia "Vamos à Taberna". Vai daí preparei-me para o pior, já que quando andava a estudar taberna queria dizer comida barata e de pouca qualidade, com a batata frita a escorrer óleo. Mas a miúda tratou-nos bem. Quando cheguei ao local fiquei bastante suprendida, pela positiva, com o espaço. Pena que nem toda a comida tivesse estado à altura do mesmo.

Quando entramos parece que estamos a entrar numa antiga mercearia, com armários de rede e caixas de vegetais do lado esquerdo e à direita duas mesas altas para morder uns petiscos. Passando ao espaço de refeição entramos numa verdadeira taberna moderna, com ar limpo, arranjadinho e onde apetece ficar a petiscar eternamente.

Os petiscos eram bons, e pareceu-me ser esta a especialidade da casa, bem como o polvo à lagareiro que estava macio e saboroso. Já o prego no prato e a espetada mista não agradou a quem comeu. A carne vinha fria e era rija e seca.

Não sei bem explicar onde é que fica o estaminé, só sei dizer que fica numa das ruelas no centro de Santarém, lá para os lados do Minipreço. Se não derem com o sítio podem sempre perguntar a quem passa na rua ou então telefonar a pedir indicações, tel. 243 302 444. Está aberta de Segunda a Sábado das 10h à 1h e o preço da refeição ronda os 10€ por pessoa, mais ginja menos ginja.

E já que estão para aqueles lados dêem um saltinho à pastelaria Bijou e aproveitem para comprar uns pampilhos, o doce regional.

Naturaleza Viva

O Mercado Velho convidou o Chef Aranda Sanchez para um menu de degustação com produtos da Primavera e nós fomos até lá ver o que é que se ía passar...

Horta e Cultura - mini ensalada en plantel - veio com uma excelente apresentação e a azeitona desidratada dava-lhe um toque especial.

Vieiras en Crema de su Coral e Espuma de Agriões - a entrada não obteve consenso. Houve quem tivesse gostado muito, mas também quem não tenha achado nada por aí além, sendo que eu e o Miguel pertencemos ao último grupo. Achámos que se tivesse vindo quente talvez o sabor fosse diferente. Aliás, os pratos frios foram uma constante neste menu.

Sardinas a Tres Tiempos - tempura, marinada, escabeche - A ideia da sardinha confeccionada de três formas diferentes é original, mas sardinha crua não é mesmo comigo, apesar do Miguel ter adorado. Alguém devia ter avisado o chef que esta não é a melhor altura para a sardinha, já que a sardinha usada era muito seca. Este pormenor notou-se especialmente na sardinha de escabeche.

Shot de Pirolito Petazeta e Cereza - MARAVILHOSO!!! Desde o sabor à sensação das petazetas a "borbulhar" no interior da boca. Apesar de não ter sido servido no final do menu, este foi para todos a cereja no topo da refeição.

Al Mar e a la Montaña - pollo de corral y gambas selvages - este prato foi meio salvo pelo molho e pelas gambas, porque o frango do campo estava lá a destoar. O frango era rijo e dava um péssimo aspecto ao prato, o que num menu destes não pode acontecer, já que os olhos comem mais do que o estômago...

Jardin Atlântico - helados (eucalipto e piña), suspiros, flores e algas - bem, não sei muito bem o que dizer da sobremesa... Estávamos todos à espera dos suspiros, brancos e estaladiços, mas afinal os suspiros eram mesmo nossos. A ideia é boa e até tem graça, mas ficámos com água na boca e a suspirar pelos suspiros. Gostava de ter algumas palavras simpáticas para dar ao gelado de eucalipto, no entanto não me ocorre nada de agradável para dizer sobre ele. O sabor era muito muito estranho e misturado com o gelado de ananás ainda ficava pior.

E para terminar falta falar do Café e Mignardizes, que não passavam de umas bolachas duras de roer, mas que deram para entreter o estômago.

No geral o jantar correu bem, mas demoraram muito tempo entre cada prato. Como disse a M., e tendo em conta que era um menu de degustação, parecia um casamento mas sem a comida.

domingo, 9 de maio de 2010

Tagliatelle Nero com Camarão e Tomate

À segunda é de vez! É importante ter cuidado com o tempo de cozedura da massa, pois se for demasiado cozida fica tipo borracha. Desta vez acertámos com o tempo de cozedura e também com o molho. Ficou bastante saboroso e digno de ser repetido.

Para 4 pessoas

- 1 embalagem de tagliatelle nero

- 1 kg de camarão 20/30 descascado

- 1 caixa de tomates cereja

- 1 dente de alho laminado

- azeite

- salsa ou manjericão picado

- 1 copo de vinho branco

- vinagre de trufa

1. Salteia os camarões numa frigideira com um fundo de azeite. Cozinha os camarões até ganharem cor. Adiciona o alho, os tomates cereja, o vinho e o sal.

2. Quando os camarões estiverem quase prontos coze a massa conforme as instruções da embalagem. Enquanto a massa coze, envolve bem os camarões e os tomates.Escorre a massa e adiciona à frigideira.

3. Envolve bem, polvilha com salsa ou manjericão e um salpico de vinagre de trufa.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Risotto de Camarão e Curgete

Há ingredientes que uma pessoa não se lembra de juntar, mas a blue cooking lembra-se. Na revista de Janeiro/ Fevereiro vem uma receita de massa que mistura curgete com camarão, com uma foto muito tentadora. Nós transformámos a massa em risotto e juntámos-lhe vodka. Maravilhoso!

Para 2 pessoas

- azeite

- 1 curgete pequena, cortada em meia-lua

- 250 g camarão médio, cozido e descascado

- 1/2 limão, raspa e sumo

- manteiga

- 1 dente de alho picado

- 150 g de arroz arborio

- 1 copo de vodka

- 500 ml de caldo de peixe

- queijo da ilha ralado

1. Numa frigideira aquece o azeite em fogo médio. Refoga a curgete cerca de 5 minutos. Junta o miolo de camarão e refoga durante mais 5 minutos. Adiciona a raspa de limão e borrifa com um pouco de vodka. Reserva o camarão e a curgete.

2. Refoga o alho em duas colheres de sopa de manteiga. Junta o arroz e deixa fritar ligeiramente. Acrescenta o copo de vodka e mexe até esta ter evaporado. Junta uma concha de caldo e mexe constantemente. Assim que o caldo evaporar, volta a juntar outra concha e assim sucessivamente. Antes de adicionar a última concha de caldo junta o camarão e a curgete. Mistura delicadamente.

3. Retira do lume e junta o sumo de limão e o queijo da ilha.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

D'Oliva Al Forno

No D'Oliva, em Matosinhos, a comida é italiana e com ingredientes de qualidade. Destacam-se as massas, os risottos e as pizzas, mas também há lugar para os sabores portugueses. Eu recordei o sabor do fetuccini com amêijoas e o Miguel ficou-se pelas costeletas de borrego com risotto de limão. As sobremesas ficaram para outra visita pois tínhamos lanchado bem e não nos sentimos tentados por nenhuma.

Talvez por desta vez ter ido num Domingo e haver demasiado espaço disponível senti-me pouco à vontade. Enquanto comia tinha a sensação que havia sempre um empregado a observar-nos e a ver-nos a levar uma garfada de fetuccini ou de risotto à boca. Por isso numa próxima vez vamos a uma 6ª ou a um Sábado, mas para isso temos de decidir com tempo e marcar (tel. 22 9351005/6/7).

A par da comida a música ambiente é a banda sonora ideal para saborear a refeição e combina na perfeição com o espaço cosmopolita deste antigo armazém, com ambiente tranquilo mas sofisticado. Os empregados são atenciosos, tendo no entanto uma simpatia quase ensaiada. O preço da refeição anda à volta dos 30€ por pessoa, mas são euros bem gastos.