sábado, 26 de março de 2011

Pipocas de Piri-Piri

Ouvir o barulho das pipocas a estoirar dentro do tacho fez-me pensar nas nossas vidas rotineiras casa-trabalho e onde os fins-de-semana passam a correr e nem sequer dão para aliviarmos a pressão e suprimir o cansaço duma semana de trabalho. Tal como o milho das pipocas por vezes é preciso livrarmo-nos do stress e recarregarmos baterias para evitar "estoirarmos" e hoje está a ser um desses dias...

Há fins-de-semana que só me apetece ficar a pastar por casa, ir até ao café e não ter horas para nada, nem mesmo para comer, mas este não foi o caso. Comecei por me levantar bem cedo para ir até Salreu fazer uma caminhada de 11 km organizada pela Adefacec. Este percurso não é novo para mim, apesar de hoje ter ido por um caminho mais longo, mas na minha opinião menos bonito do que aquele que costumo fazer. Não foi por isso que deixou de ser uma manhã muito bem passada entre os arrozais e donde vim como nova. Claro que o cansaço físico era muito e a meio do percurso as pernas já se estavam a queixar, mas nada que não tenha sido compensado pela horas passadas a pôr a conversa em dia com o meu amigo K. (a língua trabalhou quase tanto como as pernas), pelo voo das cegonhas e das garças-reais e pelo contacto com a Natureza.
Chegada a casa o corpo pedia descanso, já que ainda me esperava uma noite de gaijas (para exercitar mais um pouco a língua, pois as pernas já deram o que tinham a dar). Para tal nada melhor do que um longo banho de imersão, uma massagem e uma taça de pipocas especiais...

Pelo Natal a minha irmã A. ofereceu-nos dois azeites do José Gourmet e ainda não tinhamos experimentado nenhum deles. Decidimos usar o de piri-piri nas pipocas, para fujir da rotina. Eu quis juntar açúcar com uma mistura de especiarias que também recebemos pelo Natal, só que o esquisito do Miguel não foi na cantiga. Nestas coisas ele não é nada aventureiro e é muito conservador. As pipocas ficaram um estoiro e para quem as preferir salgadas pode perfeitamente substituir o açúcar por sal e juntar pimenta ou ainda piri-piri em pó.

Para 2 pessoas
- 75 g de milho para pipocas
- 3 c. de sopa de azeite aromático de piri-piri
- 4 c. sopa de açúcar baunilhado

Aquece o azeite em lume médio num tacho de fundo grosso. Junta o milho e tapa o tacho. Quando o milho começar a estoirar agita o tacho. Assim que deixares de ouvir o milho a estoirar desliga o lume, retira o testo e espalha o açúcar, misturando bem. Transfere as pipocas para uma taça grande e come-as ainda quentes.

segunda-feira, 21 de março de 2011

"Panaché" de Frutas com Manjericão

Finalmente chegou a Primavera e o tempo quente. E tempo quente pede saladas frescas com os primeiros frutos da estação. Esta soube às mil maravilhas depois de uma manhã primaveril de limpeza da mata, plantação de árvores e apanha de pinhas, numa comemoração do Dia Mundial da Árvore.

A receita foi adaptada dum livro do Expresso da colecção "Boa Cama, Boa Mesa", com receitas de sobremesas do José Avillez. A receita original utiliza poejo, mas como não havia no mercado tomei a liberdade de substituir por manjericão, que também vai bem em saladas de fruta. O sorvete de limão dá-lhe o toque final e quando se mistura no fim com o sumo da laranja fica sublime.

Para 8 pessoas
- 2 maçãs Grammy Smith
- 2 pêssegos maduros
- 40 bagos de uva
- 20 morangos
- 4 folhas de manjericão (se forem folhas pequeninas usa 8)
- 4 c. de sopa de açúcar
- sumo de 4 laranjas
- 8 bolas de sorvete de limão

1. Retira o pedúnculo e corta os morangos em quartos. Corta as uvas em metades e retira as grainhas. Descasca e corta os pêssegos em cubos. Descasca e parte a maçã também em cubos. Junta a fruta numa saladeira e acrescenta o sumo das laranjas.

2. Num almofariz desfaz as folhas de manjericão com o açúcar. Acrescenta à salada e deixa no frigorífico a aromatizar durante uma hora.

3. Retira do frigorífico 15 minutos antes de servires e divide o "panaché" por oito copos. Finaliza com uma bola de sorvete de limão e serve de imediato.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Frango Assado com Rosmaninho e Tomilho

Continuamos na saga de esvaziar o congelador. Esta semana foi a vez de despacharmos os frangos que por lá andavam. Achei que por esta altura a tarefa já estivesse concluída, mas não... tem sido um entra e sai no congelador e esvaziá-lo não está a ser tão simples como pareceu no início.

Os dias têm estado solarengos e pedem pratos que nos reconfortem e que nos recordem a Primavera, que chega já no próximo mês. Este frango é uma excelente opção para uma refeição enquanto aproveitamos os dias quentes neste Inverno. O frango fica suculento e sentes as notas das ervas aromáticas com um toque de citrinos, tornando-se numa refeição muito fresca.

Para 4 pessoas
- 1 frango
- 2 limões
- azeite
- 6 hastes de tomilho
- 3 hastes de rosmaninho
- 3 dentes de alho

1. Pré-aquece o forno a 180ºC.

2. Pica grosseiramente três hastes de tomilho e mistura-as com uma quantidade generosa de azeite. 

3. Coloca o frango numa travessa de ir ao forno. Espreme o sumo de limão e reserva as cascas. Pincela o frango com o azeite aromatizado. Enche a cavidade com o rosmaninho, as restantes hastes de tomilho, os dentes de alho esmagados com a casca e as metades de limão cortadas às rodelas.

4. Assa o frango durante duas horas ou até a pele ficar dourada e estaladiça. Serve com uma salada ou acompanhado de batatas novas assadas com rosmaninho.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Canastra do Fidalgo

"Neste brinde se deseija uma longa uniao e que juntos sempre andem o meu e o teu curação"*

Dois anos depois, brindámos ao mesmo, com o espumante que nos foi oferecido à chegada da Canastra do Fidalgo. Há restaurantes cujo valor vai muito além daquilo que nos servem e que não nos conquistam só pelo estômago. E este é um desses restaurantes, onde tudo parece perfeito e onde podemos encontrar o nosso norte. Lembrando as refeições que aqui já fizemos pergunto-me como seria não termos conhecido este espaço que tanto marcau o início "oficial" da nossa vida a dois.
O restaurante é informal e existe sempre um sorriso no rosto de quem nos recebe. A decoração do espaço remete-nos para os icones da região: as típicas casas às riscas da Costa Nova, alinhadas de frente para a ria, as velas de moliceiros e as canastras, usadas para nos apresentar a ementa. Junto às janelas, ou então na esplanada, é possível ver a Ria de Aveiro, mesmo do outro lado da estrada. Não fossem os carros estacionados mesmo em frente e mais se poderia ver deste grande espelho de água.

Então, e a comida? É tradicional e cada garfada é um prazer! O destaque vai para os pratos de peixe, desde as enguias fritas, como entrada ou acompanhadas por arroz de tomate, aos chocos fritos ou ao peixe fresco grelhado. A carne também deve ser boa, mas nunca fomos por aí. Quando lá vamos o Miguel escolhe sempre o magnífico bacalhau à canastra e eu costumo acompanhá-lo, só que desta vez apetecia-me variar. Escolhi o polvo à lagareiro e não me arrependi nadinha.
Se há uns anos atrás me tivessem dito que um dia o polvo à lagareiro ia ser um dos meus pratos favoritos, teria mandado internar a pessoa na hora. Nesses tempos, a simples imagem da minha mãe a molhar o pão no azeite arrepiava-me toda, quanto mais pensar em comer algo a nadar em azeite. Mas agora abri as portas do meu paladar ao ouro líquido e aqui comi o melhor polvo à lagareiro da minha vida. Era tenro e a faca cortava aqueles tentáculos maravilhosos como se fossem manteiga.  
A terminar a refeição, chegada a hora da sobremesa, as natas do céu são a escolha certa. De tão leves e fofas levam-nos até ao paraíso, que pode muito bem ser ali, entre a ria e o mar...

Canastra do Fidalgo
Av. José Estevão, n.º 240 r/c
Costa Nova, Ílhavo
Tel.: 234 394 859
Preço médio: 30€/pessoa

* Os erros nesta quadra são propositados, não vá alguém ficar a pensar que andamos para aqui a assassinar a nossa língua.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ovos Mexidos com Compota de Piripiri

Na 5ª feira aproveitei que estava um lindo dia de sol, para recuperar um hábito antigo, passear sem destino por Aveiro. Os meus passos levaram-me até à loja de mercearia fina Pé de Videira.

A montra alusiva ao Dia dos Namorados estava tão bonita, com os corações em feltro, os cupcakes e o lenço dos namorados, que entrei para ver se encontrava alguma coisa para supreender o Miguel.  Trouxe um frasco de geleia e um dos novos produtos em loja, a compota de piripiri da marca Maria Gourmet.

Enquanto pagava começámos a falar dos lenços dos namorados e das suas escritas de amor e de como é uma pena muitas pessoas não conhecerem a história que está por trás desta tradição minhota e da sua escrita peculiar. No decorrer da conversa lembrei-me do lenço que nos foi oferecido pela G. no dia do nosso casamento, quando estávamos cobertos de pétalas e de arroz e que tem uma frase relativa ao Dia dos Namorados. Perguntei se queriam que o emprestasse e foi assim que o nosso lenço foi parar à montra da loja e por lá deve ficar até ao final do mês. 

Saí da loja bem disposta e continuei a minha caminhada a pensar no que iria fazer com a compota. Só quando cheguei a casa é que me lembrei dum post de pequeno-alomoço do Donal Skehan que envolvia ovos mexidos e compota de piripiri. Como andamos há muito tempo a falar de  experimentar um pequeno-almoço diferente esta receita pareceu-nos perfeita para começar a comemorar o Dia dos Namorados.
Nós sabemos que o dia é só amanhã, mas decidimos começar já hoje a acender a chama, com estes ovos mexidos que nos puseram "on fire" logo pela "manhã".

A compota tem uma textura muito suave e ao início nem parece muito picante, mas passado uns minutos é mesmo de chamar os bombeiros. Eu como sou um bocado fraquinha fiquei-me só por uma torrada, a outra barrei-a com manteiga e pus os ovos por cima.

Para 2 pessoas
- 4 ovos
- 3 c. sopa de leite
- sal q.b.
- 1 c. sopa de manteiga
- 2 padas, cortadas ao meio e torradas
- 4 c. de sopa de compota de piripiri

1. Numa taça bate os ovos para misturares as claras e as gemas. Junta o leite e uma pitada de sal. Bate energeticamente até obteres uma mistura homogénea.

2. Numa frigideira antiaderente derrete a manteiga. Junta os ovos e mexe com uma colher de pau, evitando que a mistura solidifique. Quando os ovos começarem a ficar cozinhados retira do lume e espalha-os por cima da pada torrada, barrada com a compota de piripiri.

3. Se estiveres a servir os ovos ao pequeno-almoço acompanha com um copo de leite, mas se for uma refeição ligeira serve com uma mini fresquinha.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Risotto de Ananás e Tâmaras com Bacon

Tâmaras com bacon é sem dúvida alguma um aperitivo que não precisa de grande apresentação, mas aqui há uns meses ocorreu-nos transformá-lo numa refeição.

Quando tivemos esta ideia soubemos logo que o acompanhamento tinha de ser risotto. Começámos por experimentar com um risotto simples de queijo da ilha, no entanto a combinação não resultou. Precisávamos de alguma coisa que cortasse o doce das tâmaras. Depois de muito puxarmos pela cabeça fomos buscar inspiração ao "2780 Taberna - Cozinha Experimental" e encontrámos lá exactamente o que procurávamos, risotto de ananás!

A junção é brutal e só ficou mesmo a faltar a hortelã, que nos esquecemos de comprar na véspera e não nos apeteceu sair de casa só por causa dum ingrediente. Foi pena, porém a vontade de passar o dia todo a pastar em pijama falou mais alto.

Para 4 pessoas
- 1 ananás dos Açores
- 0,75 l de caldo de legumes
- 200 g de arroz arborio
- 2 cebolas picadas
- 2 dentes de alho
- 1 copo de vodka
- azeite de limão (ou normal se não conseguires arranjar de limão)
- 1 c. sopa de manteiga
- 50 g de queijo da ilha ralado
- 1 ramo de hortelã picada
- 32 tâmaras
- 32 fatias de bacon finissímas

1. Pré-aquece o forno a 190ºC.

2. Arranja o ananás descascando-o, retirando a parte dura do centro e partindo-o em pequenos cubos.

3. Retira o caroço às tâmaras. Enrola cada tâmara numa fatia de bacon e prende com um palito. Dispõe-as numa travessa que possa ir ao forno. Leva ao forno durante 20 minutos ou até o bacon estar dourado.

4. Entretanto vai fazendo o risotto. Num tacho começa por saltear em azeite as cebolas e o alho bem picados, juntamente com o ananás. Junta o arroz e envolve bem até começar a ficar translúcido. Nesta altura junta a vodka e mexe até que o álcool evapore. Adiciona o caldo bem quente, concha a concha, mexendo sempre em redor de todo o tacho. Quando estiver a ficar al dente junta a hortelã bem picada, o queijo ralado e no final a colher de manteiga.

5. Serve de imediato, acompanhado pelas tâmaras com bacon.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Inverno em Veneza

Sou uma apaixonada por Itália e desde a lua-de-mel que a vontade de voltar a Veneza era muita. Desejava percorrer as suas ruas estreitas e que não se sabe bem onde vão dar, descansar nas numerosas praças, espreitar os pátios e observar os estendais virados para os canais nas zonas menos turísticas. E ansiava sobretudo pelo cair da noite, quando as ruas ficam desertas e Veneza é só nossa.
O regresso foi feito com a minha irmã J. para ela ir visitar a sua amiga I. (obrigada pela companhia e pela estadia) e porem a conversa em dia. Partimos do Porto com pouco mais do que uma mochila e a máquina fotográfica. Além das fotografias trouxemos connosco o cansaço de uma visita relâmpago e a promessa, feita numa Piazza San Marco vazia, de um dia voltar com mais tempo. Quando isso acontecer quero andar sem pressas no Mercado do Rialto, perder-me por um dia na zona leste do sestiere de Dorsoduro e quem sabe andar de gôndola...
Para a minha irmã viajar significa lojas e recuerdos, mas para mim significa passear tranquilamente pelas ruas, parar numa esplanada para uma bebida, passear pelas praças, descansar num jardim, andar pelos mercados e comer gelados. E nenhum sítio é melhor para isso do que Itália, pena termos descoberto que em Veneza a maioria das gelatarias artesanais está fechada entre o dia de Reis e o Carnaval. Foi este facto que nos levou ao Dorsoduro, um dos lugares mais genuínos de Veneza.
Depois duma refeição desastrosa num restaurante gerido por chineses, mas disfarçado de trattoria tradicional, tudo o que eu queria era um bom gelado. Estávamos no sestiere de Santa Croce e a gelataria Alaska ficava perto, só que quando lá chegámos estava fechada. Após uma consulta rápida ao guia que levávamos e que tinha algumas indicações tiradas da internet, apanhámos um vaporetto para Záttere para irmos à gelataria Nico. Porém, ao vermos os toldos azuis da gelataria reparámos que esta também estava encerrada. Na parede tinha um papel que informava que abririam na segunda-feira seguinte, se tivessem vontade (voglia). A coisa não estava a correr bem e eu continuava sem gelado. 
O povo diz que "Deus dá com uma mão e tira com a outra", no entanto a nós aconteceu exactamente o contrário. Tirou-nos a Alaska e a Nico mas deu-nos o que mais nos marcou pela positiva nesta viagem, o Squero di S. Trovaso, local onde são recuperadas as gôndolas e, virando à direita para a Fodamenta Nani, a gelataria Lo Squero. A gelataria não nos conquistou logo e ainda tivemos vai não vai para não entrar, mas como eu precisava mesmo dum gelado decidimos entrar. E ainda bem que o fizemos. Os gelados eram muito bons e descobrimos que a gelataria é frequentada pela Angelina Jolie nas suas idas à cidade. Os sabores variam conforme a época e são confeccionados de forma artesanal. É verdade que a loja não tem lá grande aspecto, mas quem vê caras não vê sabores, e eu deliciei-me com uma bola de pêra e outra de avelâ.
Quando cumprirmos a promessa feita numa noite fria e voltarmos a este bocado de Itália quero visitar a Galeria dell'Accademia, onde é possível apreciar a pintura veneziana do séc. XIV ao séc. XVIII, o Palazzo Venier dei Leoni, que alberga a colecção de arte moderna de Peggy Guggenheim e, na foz do Grande Canal, a Chiesa di Santa Maria della Salute, obra-prima da arquitectura dedicada à S. Maria della Salute depois desta ter libertado os venezianos da peste de 1630. A seguir à visita a estas três pérolas do Dorsoduro faço tençao de contornar a Punta  D. Dogma, onde se encontram os armazéns da outrora alfândega marítima, e iniciar uma longa caminhada pela Fondamenta Záttere que me vai levar de novo ao cantinho mais pitoresco de Veneza, o Squero di S. Trovaso e à gelataria Lo Squero para saborear um gelado enquanto descanso num dos mais belos jardins da Sereníssima, por trás da Chiesa di San Trovaso.
Até que esse dia chegue vou continuando a sonhar com mais um Inverno em Veneza...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lula Recheada na Telha

Janeiro já vai a mais de meio, mas aqui estamos nós para iniciar 2011 com uma missão: esvaziar o congelador.

A nossa estratégia é simples: abrimos o congelador, tiramos o que estiver à mão e depois decidimos o que fazer. Apesar de prático este método não é infalível. Ontem quando estava a tirar alguma coisa para o jantar saiu-me um sargo e um carapau, que não é coisa que combine. Tive sorte que à terceira surgiu outro carapau. Assim, o sargo voltou para o congelador e os carapaus foram para a grelha.

A "limpeza" foi iniciada pelo Miguel e a primeira coisa que agarrou foi uma mega lula, pescada por ele e que aguardava por ser recheada. Era a oportunidade perfeita para estrear a telha que a minha mãe me deu no Natal.

No caso de não conseguires encontrar uma lula grande, podes substituir pela mesma quantidade de lulas mais pequenas.

Para 4 pessoas
- 800 g de lula inteira
- azeite q.b.
- 1 cebola picada
- 1 dente de alho picado
- 4 fatias de bacon, cortadas em palitos
- 180 g de frango desfiado (podes usar sobras doutro tipo de carne)
- sal e piri-piri q.b.
- 2 ovos cozidos, grosseiramente picados
- 1/2 frasco de azeitonas às rodelas

1. Pré-aquece o forno a 190ºC.

2. Amanha a lula de forma a que o corpo desta fique como um "tubo". Escalda o saco da lula, os tentáculos e as abas numa panela de água a ferver. Retira a lula da água e pica grosseiramente os tentáculos e as abas da lula.

3. Leva ao lume uma panela com o azeite, a cebola e o alho e deixa refogar. Quando a cebola estiver translúcida junta o bacon, os tentáculos e as abas da lula, o frango e deixa refogar mais um bocado. Adiciona a polpa de tomate e o vinho branco e cozinha durante mais 15 minutos. Tempera com sal e piri-piri. Retira do lume e acrescenta o ovo cozido, as azeitonas e mistura tudo muito bem.

4. Com a ajuda duma escumadeira retira o recheio do molho do estufado e recheia o saco da lula. Coloca a lula na telha e rega-a com o molho que ficou na panela. Leva ao forno durante 20 minutos.

5. Retira do forno corta a lula às rodelas e acompanha com batatas cozidas ou puré de batata.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Papa de Banana, Bolacha e Laranja

Estamos em época natalícia, altura em que desejamos a todos momentos passados com muita paz, amor, alegria, saúde e, como não podia deixar de ser, muitas prendas no sapatinho. O Pai Natal não se esqueceu de nós e trouxe-nos muitas coisas boas para usarmos em futuras criações na nossa cozinha, mas contemplou-me com um presente completamente desnecessário, uma amigdalite! E, a avaliar pela quantidade de pessoas que ontem se encontravam no hospital, não fui a única a receber tão extraordinária prenda. Por isso, lembrei-me de postar algo que ajude nas melhoras de todos os que se encontram doentes nesta época de festas.

Desde que existo que os meus avós fazem esta espécie de papa sempre que uma das netas se encontra doente. A papa que vêem na foto foi-me trazida hoje pela minha avó juntamente com uns rebuçados Dr. Bayard. A senhora acredita que esta mistura ajuda mais na minha recuperação do que a "farmácia" que neste momento me acompanha. Portanto, se tens algum ente querido que se encontre doente presenteia-o com esta mistura e vais ver que ele fica bom num abrir e fechar de olhos!

Para 1 doente
- 2 bananas
- sumo de 1 laranja
- 4 a 6 bolachas torradas
- canela em pó (opcional)

Corta a banana às rodelas para um prato. Adiciona as bolachas grosseiramente partidas e o sumo de laranja. Com um garfo esmaga a banana e a bolacha até obteres uma espécie de papa. Se quiseres dar-lhe um toque de Natal, finaliza com um pouco de canela em pó.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Bolo de Laranja

O bolo de hoje é para um grupo de senhoras exemplar!

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo, e que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas.
Um dia vou construir um castelo."

Fernando Pessoa

Continuem a ser as autoras da vossa história...

Para 12 pessoas
- 5 ovos
- 250 g de açúcar baunilhado
- 250 g de manteiga derreitda
- 300 ml de sumo de laranja (200 ml + 100 ml)
- 250 g de farinha

1. Pré-aquece o forno a 190ºC e unta uma forma rectangular.

2. Numa taça bate os ovos com o açúcar baunilhado. Adiciona a manteiga e 200 ml de sumo de laranja, batendo bem. Junta a farinha e envolve bem os ingredientes. Verte a mistura para a forma rectangular e leva ao forno durante 25 minutos ou até um palito sair seco.

3. Rega o bolo ainda quente com o restante sumo de laranja açúcarado a gosto. Quando estiver frio desenforma o bolo e corta em fatias. Decora as fatias com chantilly e bagos de romã.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Niepoort LBV 2005

Nestas tardes e noites frias de Outono, nada sabe melhor do que estar em casa a ouvir a chuva a cair lá fora. O cenário outonal melhora muito se nos fizermos acompanhar por uns chocolatitos e um bom vinho do Porto, como é o caso deste LBV que trouxemos do almoço em S. Martinho do Porto.
Para quem é apreciador de vinho esta tradição de magusto da família da Sara é o Céu! Todos os anos assistimos a um desfile de vinhos, cuidadosamente escolhidos pelo J.P., que termina sempre com um fabuloso vinho do Porto, a acompanhar os pasteis de tentugal, os doces levados de Aveiro e as castanhas assadas. Este ano as honras finais couberam a este néctar da Niepoort, que tivemos o prazer de "provar" repetidas vezes.

No final, a segunda garrafa ficou a meio e nós fomos os felizes contemplados para a trazer para casa. Este vinho é delicado, de cor rubi intensa, com predomínio dos frutos negros e com um toque de chocolate, o que faz com que vá muito bem com qualquer coisa que envolva chocolate amargo de qualidade.

É sem dúvida mais um grande Porto, para abrires em qualquer altura que precises de impressionar alguém e com a garantia de que não vais fazer má figura!

Produzido em: Cima Corgo
Região: Douro
Tipo: Vinho do Porto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Francisca, Tinta Amarela, Sousão, Tinta Roriz

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Romã e Mascarpone com Almendrados

Não fora o trabalho que dá separar os bagos das romãs, provavelmente a romã seria a minha fruta favorita. Gosto da cor das suas bagas, gosto da frescura que explode dentro da boca quando as trincamos e também gosto do atrevimento que as bagas dão a esta sobremesa.

O creme é perfeito e no meio do mascarpone espreitam pequenos rubis que chamam por nós e que nos segredam ao ouvido "Saboreia-me devagar..." e nos fazem crescer água na boca. Outra coisa que me agrada nesta sobremesa é o contraste entre a leveza do creme e a intensidade dos almendrados. Não tenham medo, experimentem e vão ver que não se vão arrepender...

Para 6 pessoas
- 1 embalagem (250 g) de mascarpone
- 1 pacote (200 ml) de natas frescas
- 4 c. sopa de açúcar baunilhado
- bagas de 1 romã + 1/2 para enfeitar
- 250 g de almendrados
- 6 c. de sobremesa de geleia de marmelo

1. Bate bem as natas. Adiciona o mascarpone e o açúcar baunilhado. Mistura bem até obteres um creme homogéneo. Junta as bagas da romã e envolve bem na mistura anterior. Leva ao frigorífico até à hora de servires.

2. Na hora de servir distribui metade dos almendrados, grosseiramente partidos, por taças ou por copos individuais. Faz camadas alternadas de almendrados e de creme. Termina com uma camada geleia de marmelo e de bagas de romã. Serve fresco com mais almendrados inteiros.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mercado da Fruta das Caldas da Rainha

Por altura do São Martinho a minha família vai toda até São Martinho do Porto para um almoço, onde não falta o cozido à portuguesa, bom vinho, caramujos, ovos moles e castanhas assadas. Este ano fomos com os meus pais um bocado mais cedo para antes do almoço irmos às Caldas da Rainha, ao Mercado da Fruta.

Na Praça da República das Caldas, realiza-se todas as manhãs um mercado ao ar livre onde vais encontrar agricultores a venderem fruta, legumes e flores, mas também queijo, pão, cerâmica e cestos em verga. Como estamos em tempo de magusto também havia castanhas assadas, onde não faltava um copinho de vinho de mesa para acompanhar.

Os produtos frescos e cheios de sabor, como a fruta saborosa que encontramos na região do Oeste, podem fazer toda a diferença numa receita. A minha ideia era dar uma primeira volta a ver o que havia para venda e depois decidir o que levar numa segunda volta, só que o meu pai começou a ficar impaciente e com pressa e já não houve segunda volta para ninguém...
Saimos de lá com uma mão-cheia de ingredientes magníficos para futuras experiências culinárias. Trouxemos clementinas para repetir o doce de abóbora de Natal que fizemos no ano passado e umas malaguetas, em forma de sino, para fazer uma entrada com requeijão. As malaguetas foram compradas numa pequena banca de agricultura biológica, com umas cores... Deu-me vontade de comprar de tudo, mas como sei que actualmente o tempo para cozinhar não é muito, tive de resistir à tentação de comprar a banca toda à rapariga. Também comprámos batata branca pequenina para fazer batata a murro um dia destes.

Gostei muito de voltar a esta praça e morro de inveja dos caldenses, que podem usufruir dela todos os dias, percorrendo a calçada portuguesa à procura dos ingredientes certos para as suas refeições. Tenho pena de em Aveiro não existir nenhum mercado deste género, já que nós adoramos vaguear pelos mercados, no meio do cheiro a fruta, da cor intensa dos legumes e das pessoas... Os mercados de rua, como este, são um património cultural que nunca se devia perder, por serem sítios onde só de olharmos para os produtos poisados nas bancas, seja fruta ou peixe, nos cresce água na boca e que dão vida às cidades!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Trifle de Maracujá

Finalmente chegou o dia... Hoje festejamos o nosso post 100 e, nem de propósito,  foi também o dia em que a P. me entregou os chocolates que pedi para nos trazer de Florença. Digam lá, há melhor maneira de festejar do que com chocolate, enquanto admiramos a "obra" feita?!?!... 

Olhando para trás, vemos que foi uma longa caminhada, cheia de aprendizagens. A coisa mais importante que aprendemos, foi mesmo a maneira de partilharmos os dois a cozinha. Não foi fácil, mas chegámos lá! Aprendemos que os pratos nem sempre correm como nós queremos e que lidar com os fracassos culinários faz parte da viagem. A par disso aprendi a melhor maneira de fotografar os pratos, respeitando os limites da nossa máquina fotográfica, uma Olympus FE115, fui descobrindo os melhores spots fotográficos, de acordo com a hora do dia e também as condições de luz disponíveis, aprendi que é melhor experimentar receitas novas ao almoço, que é quando ainda temos luz natural e que nisto de blogs de comida é melhor fazer sobremesas, pois dá para fazer para o jantar dum dia e fotografar no dia seguinte, basta deixar uma porção de lado ou então rezar para que sobre qualquer coisita para a sessão fotográfica...

Para assinalar este marco tão importante, fiz algo que já não fazia há muitos anos e que foi a primeira coisa que confeccionei em toda a minha vida, pão-de-ló. Juntei-lhe natas e maracujá e puff!... fez-se Trifle de Maracujá, da Nigella Lawson.
Foi a minha avó R. quem me ensinou a fazer pão-de-ló e, a par de outras coisas que ela me ensinou, a aluna superou a professora. No final fiquei a fazer pão-de-ló muito melhor do que ela e acho que ela levou isso a peito e, por isso, nunca me ensinou a fazer arroz doce...

O pão-de-ló é capaz de ser  a receita mais fácil de se fazer, sendo excelente para pôr os mais novos no meios das formas e de avental. Mas, por favor, não façam como a minha avó que me "obrigava" a bater as claras em castelo à mão. Achava esse trabalho muito estúpido, tendo em conta que alguém se tinha dado ao trabalho de inventar a batedeira eléctrica! Também não gostava nada do salazar, onde é que já se viu eu a ter o trabalho todo a fazer o bolo e a querer ficar com um pouco de massa na taça para rapar e não, vinha o raio do salazar e rapava tudo para dentro da forma. Como era difícil a vida de criança...

Pão-de-Ló

- 6 ovos
- 12 colheres de açúcar
- 6 colheres de farinha

1. Pré-aquece o forno a 190ºC. Unta uma forma (normalmente uso uma forma redonda com buraco no meio, mas para esta receita é mais prático usares a forma do tipo bolo inglês).

2. Separa as claras das gemas e bate as claras em castelo. Mistura as gemas com o açúcar até obteres um creme esbranquiçado. Junta as claras em castelo e envolve bem. Adiciona a farinha e bate até que a massa faça olhinhos (esta parte demorava eternidades quando tinha de fazer tudo sem recurso à batedeira eléctrica).

3. Verte a massa para dentro da forma e leva ao forno durante 45 minutos ou até um palito sair limpo e seco.

Trifle de Maracujá

- 400 g de pão-de-ló
- 125 ml de sumo de laranja
- 500 ml de natas
- 4 c. sopa de açúcar em pó
- 8 maracujás

1. Corta o pão-de-ló em bocados pequenos e distribui metade num prato alto, despeja metade do sumo sobre o bolo. Faz uma segunda camada com o restante bolo e despeja o resto do sumo.

2. Bate as natas com o açúcar em pó, até estarem firmes. Mistura a polpa de dois maracujás e espalha esta mistura para cima do pão-de-ló húmido. Espalha a polpa dos 6 maracujás restantes por cima do creme branco e leva o trifle ao frigorífico até à hora de servires.

domingo, 31 de outubro de 2010

Galette de Abóbora, Cogumelos e Espinafres

Fotografias: Bruno Vaz
Por motivos de agenda festejámos ontem o Halloween, essa grande festa americana, que chegou até nós através dos filmes e das séries americanas. Cá por casa nunca tinhamos festejado o Dia das Bruxas, mas este ano juntámo-nos à I., emigrante recém chegada dos "Estates", para fazer um Halloween mais ou menos como deve ser. 

Para alguns foi uma estreia na arte de esculpir abóboras e para quase todos foi a primeira vez que ouvimos falar no "bolinhos e bolinhós", uma tradição antiga em Coimbra, onde as crianças saiem à rua com caixas de cartão iluminadas, para pedir bolinhos para os defuntos.

Não percebo porque é que fomos importar algo vindo do outro lado do Atlântico, se tinhamos uma tradição parecida aqui tão perto, mas já se sabe que para os portugueses aquilo que vem de fora é que é bom.

É verdade que a mim parece-me mais divertido escavar as abóboras com carantonhas do que fazer cortes em caixas de sapatos, além de que depois de passada a festa podemos aproveitar as abóboras para a sopa, doces ou então galettes...
Se tiveres tempo em vez de salteares os legumes podes assá-los, que ficam mais saboros. Nós optámos por salteá-los porque é mais rápido e estávamos cheios de fome! Esta é uma excelente alternativa às quiches.

Para 2 pessoas
- 1 base massa quebrada
- 2 dentes de alho picados
- 2 c. sopa de azeite
- 2 chávenas de abóbora, cortada em cubos
- 1 chávena de cogumelos, cortados em quartos
- 2 hastes de rosmaninho
- 1 chávena de folhas de espinafres
- sal
- mozzarella ralada

1. Pré-aquece o forno a 180ºC.

2. Num wok, refoga o alho no azeite. Junta a abóbora, os cogumelos e o rosmaninho e salteia durante 5 minutos ou até a água dos legumes evaporar. Retira do lume e adiciona o espinafre. Mistura bem os legumes e espera 3 minutos até os espinafres murcharem.

3. Estende a base de massa quebrada e pica-a com um garfo. Espalha a mistura de legumes no meio da massa e tempera com uma pitada de sal. Polvilha com mozzarela. Dobra as pontas da massa por cima da mistura de legumes e leva ao forno durante 30 minutos.

4. Serve com salada, se desejares.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cannelloni de Frango, Requeijão e Espinafres

Muitas vezes acontece comprar um livro de receitas e durante a primeira semana enchê-lo de post-its a marcar as receitas que tenho mesmo de experimentar nos tempos mais próximos, mas depois demoro eternidades a fazer desaparecer todos os post-its... Esta receita de cannellonis, do livro "Cozinha para quem quer poupar", da Mafalda Pinto Leite, é um bom exemplo disso. Comprei o livro no início do ano passado e quando olho para ele, acho-o muito parecido com uma árvore de Natal, cheio de post-its, de todas as cores e feitios, que aguardam a hora de serem retirados.

Tinha um requeijão no frigorífico e antes que ele se estragasse decidi que era hora de experimentar fazer cannellonis, só tinha de escolher a receita. Claro que não podia perder a oportunidade de mandar um post-it para o lixo...
Para meter maõs à obra faltavam-me os espinafres e a polpa de tomate, que fui comprar ontem ao Sr. Oliveira (mercearia perto de minha casa). É impressionante aquilo que podemos ganhar quando trocamos os supermercados e as grandes superfícies pelas pequenas mercearias do bairro. É verdade que os preços não são tão em conta e não há tanta variedade, mas isso é compensado pela qualidade dos produtos, pela simpatia e proximidade do atendimento e pelas novidades que se vão sabendo.

Para 4 pessoas
- 1 requeijão
- 1/4 de frango assado desfiado
- 45 g de espinafres
- queijo da ilha ralado
- 8 folhas de lasanha de massa fresca
- 1 pacote (pequeno) de polpa de tomate
- manjericão picado
- 1/2 pacote de natas frescas
- mozzarella ralada
- azeite
- sal

1. Pré-aquece o forno a 180ºC.

2. Numa tigela mistura o requeijão com uma pitada de sal e um fio de azeite.

3. Coloca o frango desfiado ao longo da borda da folha de lasanha mais próxima de ti. Espalha os espinafres no resto da folha, deixando uma faixa de 3/4 cm livre no topo da massa. Espalha o requeijão (podes usar as mãos!) por cima dos espinafres e polvilha com queijo da ilha. Com muito cuidado, pega na folha de lasanha, pelo lado que está mais perto de ti, e começa a enrolar, como se fosse uma torta. Repete com as restantes folhas de lasanha, de maneira a obteres oito tubos.

4. Espalha o molho de tomate na base duma assadeira e polvilha com o manjericão. Arranja os tubos para caberem na assadeira, lado a lado. Espalha as natas por cima, rega com um fio de azeite e polvilha com a mozzarella.

5. Leva ao forno e assa por 30 minutos ou até estarem dourados e o queijo tostado. Serve com uma salada, se desejares.

Nota: Este foi o nosso almoço de hoje. Cada um comeu dois cannellonis e os outros quatro foram direitinhos para o congelador (podes guardar até 3 meses). Assim, quando não nos apetecer andar de volta dos tachos ou não tivermos tempo para cozinhar, já temos uma refeição prontíssima!!!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mascarpone com Iogurte Grego, Frutas e Amêndoa

Já estamos no Outono e os dias frios pareciam ter vindo para ficar, mas hoje lá houve um dia quente que escapou aos primeiros rigores da estação. Vai daí que aproveitámos para fazer a derradeira despedida dos sabores de Verão, com uns morangos que andavam pelo frigorífico, uma meloa que também lá estava esquecida e uns mirtilos.

Esta salada é muito fresca e deve saber ainda melhor quando as frutas estão na época.

Para 8 pessoas
- 1 embalagem (300 g) de mascarpone
- 2 embalagens (250 g) de iogurte grego
- 6 c. de sopa de açúcar baunilhado
- sumo de 1 laranja
- 500 g de morangos
- 200 g de mirtilos
- 1 meloa
- amêndoa laminada q.b.

1. Lava os morangos e retira-lhes o peduncúlo. Corta-os em quartos. Divide a meloa ao meio e retira-lhe as sementes. Arranja a meloa em "bolas" ou então corta-a aos cubos. Mistura todas as frutas e reserva no frigorífico.

2. Mistura o mascarpone com o iogurte grego, o açúcar baunilhado e o sumo de laranja.

3. Coloca a mistura em taças individuais e junta a fruta. Acresecenta a amêndoa e serve de imediato.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Calzone de Requeijão, Cogumelos, Fiambre e Rúcula

Esta é mais uma pizza da blue cooking, só que com duas alterações. Trocámos a ricota pelo requeijão, pois, sempre que é possível, optamos por produtos nacionais e, numa demanda por escolhas mais saudáveis, em vez do fiambre de porco usámos fiambre de peru. Trazer fiambre de peru para casa foi algo arriscado da minha parte já que o Miguel é muito fiel ao porco e, aqui entre nós, um esquisito de primeira, mas, sabem que mais, o rapaz gostou.

Esta é uma boa alternativa a tradicional calzone e é bastante rápida de fazer, já que é só juntar ingredientes crus e tudo o que tens de fazer é esperar que ela saia do forno...

Para 2 pessoas
- 1 base para pizza
- 1/4 de requeijão
- 4 fatias de fiambre de peru ou de frango
- 1/2 chávena de rúcula
- 1/2 chávena de cogumelos laminados
- sal q.b.

1. Pré-aquece o forno a 190ºC.

2. Coloca a massa da pizza num tabuleiro de ir ao forno e pica a massa com um garfo. Em metade da massa coloque o requeijão, o fiambre, a rúcula e os cogumelos. Tempera com um pouco de sal. Fecha a pizza e dobra as pontas formando um rolo em todo o rebordo.

3. Leva ao forno durante cerca de 20 minutos. Serve a calzone acompanhada duma salada.

domingo, 26 de setembro de 2010

Feira das Cebolas

Ontem foi dia de feiras! De manhã fui à feira da Costa Nova e à tarde fiz a minha estreia na Feira das Cebolas, que tem lugar no último sábado de Setembro, na Praça Melo Freitas (a praça ao pé dos Arcos).

A feira pretende recriar a desaparecida Feira das Cebolas realizada no século XIX e começa logo de manhã, terminando quando não houver nada para vender. Por lá vendem-se cebolas em "tranças", mas não só... Usando trajes tradicionais apregoavam-se alhos, couves, abóboras, pimentos, o viagra do século XIX (piri-piri), coelhos e galinhas. Também havia petiscos, arroz doce e brinquedos de madeira para mostrar como se brincava noutros tempos.

Eu comprei meia "trança" de cebolas, meia abóbora e meio quilo de pimentos. Houve um coelho que me fez olhinhos e que eu tive de me conter para não o trazer para casa. Ainda tentei convencer a minha irmã a trazermos o "Óscar" para casa (não me perguntem porquê, mas sempre quis ter em casa um coelho chamado Óscar... pancas) mas ela não foi em cantigas.

A feira é uma excelente iniciativa da Junta de Freguesia da Vera Cruz e mostra-nos como é que era o ambiente das antigas feiras, no tempo em que não havia hipermercados. Faz-nos pensar se não seria melhor voltarmos a esses tempos, quando os populares se concentravam ao ar livre, em vez de nos enfiarmos em centros comerciais de ambiente controlado.

Adorei a experiência e deixo-vos aqui o conselho que me deram, para o ano dêem lá um salto de manhã, que é quando há mais animação e também mais comes e bebes.

sábado, 11 de setembro de 2010

Doce de Amora

No outro domingo fomos até ao campo apanhar amoras. Já não havia muitas nas silvas e as poucas que lá estavam encontravam-se em ramos elevados, onde era quase impossível chegar. Ainda assim deu para trazer amoras suficientes para fazer este doce, que tem uma cor púrpura vibrante!

- 2 chávenas de amoras silvestres
- 1/2 chávena de açúcar
- sumo de 1 limão
- 1 pitada de sal

1. Numa panela coloca as amoras, o açúcar, o sumo de limão e o sal. Reserva durante 1 hora.

2. Leva a panela ao lume durante 1 hora. Enquanto as amoras forem cozinhando vai esmagando com a ajuda de um garfo. Quando o doce estiver no ponto desejado retira do lume e passa para frascos esterelizados.

Dica: Para encher os frascos usa uma colher para fazer bolas de meloa.