sábado, 13 de março de 2010

Risotto de Morangos

Aqui está algo que eu nunca me lembraria de fazer... juntar morangos a arroz, mas quem teve esta ideia até nem tava maluco de todo. A receita é do livro "Taberna 2780", livro pelo qual estou verdadeiramente apaixonada! Sugerimos uma pequena alteração que é juntar os bocados de morangos depois de tirar o risotto do lume e cortar os morangos em pedaços maiores. De resto a receita está aprovada.

Para 2 pessoas

- 150 g de arroz arborio

- 300 g de morangos, grosseiramente cortados

- 1 cebola picada

- 1 dente de alho picado

- 3 colheres de sopa de manteiga

- 50 g de queijo da ilha

- 1 copo de vodka

- 500 ml de caldo de carne

- sal

- hortelã picada

1. Refogar as cebolas e o alho em duas colheres de sopa de manteiga. Juntar o arroz e deixar fritar ligeiramente. Em seguida acrescentar o copo de vodka, mexer até este ter sido absorvido.

2. Juntar uma concha de caldo (que deverá estar bem quente) e ir mexendo constantemente. Assim que o caldo evaporar, voltar a juntar outra concha e assim sucessivamente até o arroz estar al dente. Em seguida juntar os morangos e a hortelã. Tirar imediatamente do lume e juntar a última colher de manteiga e o queijo da ilha e no final o cheirinho de vodka. Rectificar o sal.

sábado, 6 de março de 2010

Pizza de Espinafres e Cogumelos

Mais uma pizza... com espinafres. Para quem gostar de cogumelos crus não é preciso levá-los ao forno ao mesmo tempo que a base da pizza, basta colocá-los crus por cima dos espinafres. Se tiveres tempo em vez de levares os cogumelos ao forno juntamente com a massa podes saltea-los num pouco de azeite. Eu opto por levá-los ao forno por ser mais prático e rápido, e também porque assim lavo menos louça.

Para 2 pessoas

- 1 base para pizza

- azeite com tomilho

- queijo mozzarela ralado

- folhas de espinafres

- cogumelos laminados

1. Pré-aquece o forno a 200ºC.

2. Desenrola a base para pizza e coloca no tabuleiro do forno. Pica a massa com um garfo, cobre com um pouco de azeite com tomilho e leva ao forno durante 10 minutos. Ao mesmo tempo leva ao forno os cogumelos laminados.

3. Retira a massa de pizza do forno, cobre com o queijo mozzarela ralado, as folhas de espinafres, grosseiramente rasgadas, e os cogumelos laminados. Leva novamente ao forno durante 15 ou 20 minutos.

Pizza de Frango, Espinafres e Três Queijos


E se de repente alguém lhe oferecer espinafres?... Foi o que nos aconteceu. A minha mãe deu-nos uma saca de espinafres e agora temos de os usar. A ideia era utilizá-los numa sopa mas até ver acabaram por ir parar a duas pizzas. Para esta pizza trouxemos de casa dos meus pais um bocado de frango assado que tinha sobrado dois dias antes.

Para 2 pessoas

- 1 base de pizza

- molho de tomate

- folhas de espinafres

- frango assado desfiado

- fatias de queijo gouda

- queijo da ilha ralado

- queijo mozzarela ralado

1. Pré-aquece o forno a 200ºC.

2. Desenrola a massa para pizza e coloca-a no tabuleiro de forno. Pica a massa com um garfo e leva ao forno durante 10 minutos.

3. Retira a massa do forno e espalha o molho do tomate. Faz uma camada com as folhas de espinafres, por cima o frango desfiado e as fatias de queijo gouda partidas em pedaços de forma a cobrir toda a pizza. Por último coloca o queijo da ilha e o mozzarela ralado. Leva ao forno duante mais 15 minutos ou 20 minutos.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Cheesecake de Lima e Chocolate

A inspiração para os sabores veio do programa da Nigella que dá na Sic Mulher, só que a versão dela vai ao forno e o recheio fica amarelo e para mim, cheesecake que é cheesecake tem de ser branco. Depois de muito procurar por recheio que preenchesse os meus requisitos lá me lembrei que a minha irmã do Oeste de vez em quando faz cheesecake e é branco e não vai ao forno e também é bom. Portanto, para começar, servia muito bem. No final só tive de fazer umas adaptações por causa da lima. Servimos as fatias cobertas com coulis de manga mas podes usar qualquer outra cobertura que combine com lima e chocolate, como por exemplo, polpa de maracujá ou doce de framboesa ligeiramente aquecida no microondas, para ficar líquida.

- 2 caixas de bolachas Oreo

- 8 colheres de sopa de manteiga

- 2 pacotes de natas

- 1 pacote de queijo creme (tipo philadelphia)

- 1 lara de leite condensado

- 5 folhas de gelatina

- 100 ml de sumo de lima

- 2 colheres de sopa de açúcar

1. Para a base do cheesecake, mistura a bolacha Oreo triturada com a manteiga derretida até formar uma massa homogénea. Cobre a base de uma forma de fundo amovível, previamente untada, com essa massa e leva ao frigorífico enquanto fazes o recheio.

2. Para o recheio bate as natas e adiciona o queijo creme e o leite condensado. Num pequeno fervedor coloca o sumo de lima juntamente com o açúcar e leva ao lume. Quando tiver fervido adiciona as folhas de gelatina, já demolhadas em água fria e escorridas, e mexe bem. Junta o sumo às natas.

3. Verte o recheio por cima da base de bolachas Oreo e leva ao frigorífico de um dia para o outro ou então, se tiveres a fazer a sobremesa em cima da hora, ao congelador por umas horas.

4. Serve fresco com a cobertura que mais gostares.

COULIS DE MANGA

- 1 manga madura

- 6 colheres de sopa de açúcar

1. Corta a manga em bocados e ao lume com o açúcar. Quando tiver fervido, retira do lume e tritura com a varinha mágica. Leva ao frigorífico até à hora de servir.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Omelete de Legumes no Forno

Esta omelete começou por ser uma fritada de legumes do Henrique Sá Pessoa do livro "Legumes sem Desculpas", à qual eu tirei a batata. Mas depois de fazer a fritada registei algumas alterações que queria fazer quando voltasse a repetir o prato. Na receita original os legumes eram cortados em cubos e iam ao forno, para trás ficaram os brócolos e o pimento e juntaram-se à festa os cogumelos. Na versão do chef português primeiro a fritada era feita na frigideira e por último ia ao forno só para gratinar o queijo, mas como o meu jeitinho para omeletes não é muito optei por a omelete ir logo ao forno. Também misturei o queijo no ovo, em vez de colocar só por cima no fim. Apesar de o ponto onde começou não estar nem perto do resultado final acho que está muito bom.

Para 4 pessoas

- 8 ovos

- 1/2 curgete cortada em juliana

- 1 cenoura média cortada em juliana

- 125 g de cogumelos laminados

- 2 hastes de tomilho fresco (só as folhas)

- 1 colher de sopa de manjericão picado

- 1/2 chávena de queijo da ilha ralado

- azeite

1. Pré-aquecer o forno a 170ºC. Untar com azeite o recipiente onde vai colocar a mistura de ovos.

2. Numa frigideira saltear em azeite a curgete, a cenoura e os cogumelos laminados cortados em tiras. Desligar o lume e adicionar o tomilho, o manjericão e o queijo. Numa tigela à parte bater os ovos e depois juntar aos vegetais, misturar bem.

3. Deitar a mistura no recipiente untado e levar ao forno cerca de 30 minutos ou até estar cozinhado. A meio do processo abrir o forno e mexer com uma colher de pau para a omelete ficar cozinhada de igual forma.

4. Servir acompanhada de uma salada de rúcula e tomate.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Esparguete de Cogumelos

Já tínhamos feito um post dum esparguete com cogumelos, mas para ser sincera os cogumelos do campo não me convenceram. Esta versão é da Nigella Lawson e é perfeita para um almoço rápido durante a semana. Mais prático só mesmo se esquecermos os cogumelos... e falando em esquecer no final, com a pressa para tirar as fotos e para irmos trabalhar, nenhum de nós se lembrou de colocar a salsa e o queijo, mas ainda assim ficou delicioso. E desta vez o Miguel nem sequer reclamou que faltava carne.

Para 2 pessoas

- 125 g de cogumelos laminados

- 2 colheres de sopa de azeite

- sal

- 1 dente de alho esmagado

- sumo de 1/2 limão

- 2 hastes de tomilho fresco, usar só as folhas

- 250 g de esparguete

- salsa picada

- queijo da ilha ralado

1. Aquece o azeite numa frigideira larga e refoga o alho em lume médio. Adiciona os cogumelos laminados, juntamente com as folhas de tomilho e o sumo de limão.

2. Cozinha o esparguete de acordo com as instruções da embalagem. Escorre a massa e coloca-a na frigideira com a mistura de cogumelos. Adiciona o queijo da ilha ralado e a salsa picada e mistura.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sessenta Setenta

Esta semana está a decorrer a "Porto Restaurant Week" e nós aproveitámos a inciativa para ir conhecer o restaurante Sessenta Setenta...

"Quem se senta, se tenta", e nós íamos à espera de nos sentirmos tentados, até porque o nome da rua onde "habita" o restaurante, Rua Sobre o Douro, já era em si uma tentação. Apesar de ser uma noite fria sentimos-nos tentados pela vista sobre o rio Douro, pelo edifício, pelo ambiente e pela apresentação dos pratos, mas não pela comida nem pelo atendimento.

A couvert que antecedia o menu preparado especialmente para a iniciativa Porto Restaurant Week era composta por um pouco de manteiga duvidosa e pão rijo requentado... Apesar de termos gostado da primeira entrada, feita de massa brick e queijo mozzarella e da sobremesa mil folhas, nenhuma delas nos conquistou verdadeiramente. Já a segunda entrada, patattu, que parecia uma papa mastigada e o prato principal, rolo de carne com puré, em que a carne vinha completamente crua no interior, foram uma desilusão. O que não desiludiu foram as horas passadas em boa companhia.

Claro está que dadas as quantidades diminutas, excelentes para quem anda de dieta mas péssimas para quem é amante de prato cheio, houve quem se tivesse escapulido de casa na calada da noite para dar um saltinho ao Ramona e assim completar a refeição gourmet com uma hamburguése em cama de cebola "caramelizada" e bacon ou, para os que não se quiseram aventurar na noite fria, um "patattu" de Nestum. É óbvio que nenhum de nós estava à espera de deixar o Sessenta Setenta cheio que nem um abade, mas ninguém pensou que depois de pagar 28€/pessoa ia sair de barriga quase vazia e fazer a viagem de regresso a casa a pensar no que iria comer quando chegasse.

No final ficou a experiência e a promessa de a repetirmos por outras paragens...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Arroz de Bacalhau e Choquinhos

O arroz de bacalhau é um clássico cá em casa, mas desta vez acrescentámos os choquinhos para ficar com mais substância.

Para 6 pessoas

- 300 g de bacalhau desfiado

- 1 embalagem pequena de choquinhos

- azeite

- 1 cebola picada

- alho em pó

- piri-piri

- polpa de tomate

- 1 copo de vinho branco

- 500 g de arroz

- 1 mão-cheia de salsa picada

1. Leva a cebola picada ao lume com o azeite até alourar. Tempera com piri-piri, alho em pó e junta o vinho branco, a polpa de tomate e os choquinhos. Deixa refogar até os choquinhos ficarem tenros. Adiciona o bacalhau desfiado, mexe, tapa a panela e deixa suar durante mais ou menos 5 minutos.

2. Rega com três chávenas de água e deixa levantar fervura. Introduz o arroz e deixa cozer (não deixes cozer muito, convém que fique malandrinho).

3. Retira do lume, polvinha com salsa e serve.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Risotto de Abóbora e Frango com Romã



Este risotto é um "spinoff" do risotto de abóbora com bacon e é sucesso garantido. A romã dá aquele toque especial de cor e quando trincamos os pequenos bagos dá-se uma explosão de frescura no interior da boca. Excelente!!! Além disso é uma receita super rápida e fácil e óptima para aproveitar sobras de frango assado.

Para 4 pessoas

- 850 g de abóbora

- alho em pó

- azeite (para a abóbora e para o risotto)

- sal

- 1 frango desfiado

- 1 litro de caldo de galinha (dissolve 2 cubos de caldo num litro de água a ferver)

- 1 cebola picada

- 300 g de risotto

- 1 copo de vinho branco

- queijo da ilha ralado

- bagos de romã

1. Pré-aquece o forno a 200ºC.

2. Descasca a abóbora e corta-a em cubos. Coloca a abóbora num tabuleiro de forno com o alho em pó e sal. Rega com um pouco de azeite e leva ao forno durante 30 minutos.

3. Refoga a cebola numa panela com azeite, até ficar translúcida. Adiciona o arroz e mexe bem até ficar transparente. Junta o vinho e mexe até este ter evaporado. Adiciona o caldo e vai mexendo sempre. Adiciona a abóbora e o queijo da ilha e mexe.

4. Serve de imediato salpicado com os bagos de romã.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Bolo de Frutos Secos

A base deste bolo é um bolo de canela que eu fazia muitas vezes quando ainda morava nos meus pais. A inspiração para o "recheio" veio da blue cooking de Novembro de 2009. Atenção à quantidade de frutos secos, pois se metes a mais o bolo fica muito "cheio". Se quiseres fazer apenas bolo de canela é só juntares os primeiros cinco ingredientes e um cálice de vinho do Porto.

Para 8 pessoas
- 250 g de farinha
- 100 g de manteiga derretida
- 250 g de açúcar (como vais juntar doce podes roubar no açúcar e usar só 200 g)
- 4 ovos
- 1 c. de chá de canela
- 2 c. sopa de doce de figo (ou morango, framboesa, abóbora...)
- 100 g de frutos secos picados (nozes, avelãs)
- 50 g de pepitas de chocolate
- 2 maçãs descascadas e partidas em pedaços pequenos

1. Pré-aquece o forno a 170ºC.

2. Numa taça mistura a manteiga, o açúcar e o doce de figo. Quando obtiveres uma mistura fofa e leve adiciona os ovos, a canela e a farinha, batendo bem. Junta os frutos secos, o chocolate e as maçãs. Envolve estes ingredientes com uma colher ou espátula.

3. Verte a mistura para dentro de uma forma de bolo inglês untada e polvilhada com farinha. Leva ao forno a cozer durante 45 minutos ou até quando inserires um palito este saia seco. Deixa arrefecer um pouco até tirar da forma.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pizza Enrolada de Requeijão e Curgete


Mais uma receita da blue cooking, desta vez da edição de Agosto de 2009 e mais uma prenda de Natal, um utensílio de cozinha do Jamie Oliver. É um conjunto fantástico com 3 lâminas amovíveis que encaixam num cabo. Uma funciona como descascador de legumes, que corta lindamente, outra corta os legumes em juliana e uma última para cortar a casca de citrinos em fatias fininhas (zest, em inglês).

A primeira vez que fizemos esta pizza seguimos a receita tal e qual, mas desta vez fizemos algumas alterações: esfarelámos o requeijão, em vez de o fatiar, cortámos a curgete em juliana, em vez de fatiá-la, pois assim os sabores misturam-se mais. Como não encontrámos molho de tomate com ervas, picámos folhas de manjericão e misturámos com o molho de tomate. Também substituímos a cebola por alho picado. O resultado final é muito bom.

A grande novidade desta receita é o facto de termos comprado as folhas de manjericão numa mercearia aqui mesmo ao pé de casa, onde normalmente vão as senhoras velhinhas. Sempre que queremos alguma coisa que fuja ao normal é sempre um filme e é preciso ir a um dos hipermercados ou então até alguma loja mais especializada como é o caso da "Isabelinha". É bom saber que algumas mercearias estão a acompanhar a evolução dos tempos e vão de encontro às necessidades dos clientes e que quem for do Bairro do Liceu e quiser encontrar coisas "esquisitas" como manjericão, cebolinho, alecrim, salva ou tomilho pode dar um saltinho ao "Sr. Oliveira", na esquina ao pé do Millenium BCP.

Para 2 pessoas

- 1/2 requeijão esfarelado

- 125 g de curgete em juliana

- 1 alho picado

- sal

- 1/2 pacote de molho de tomate

- folhas de manjericão picado

- 1 base de pizza

- farinha, para polvilhar

1. Pré-aquece o forno a 170ºC.

2.Pica a base de pizza com um garfo. No centro coloca o molho de tomate misturado com o manjericão, o requeijão, o alho e a curgete. Tempera a gosto com sal.

3. Enrola com cuidado, tentando ao máximo enfiar os ingredientes para dentro. Polvilha com farinha e leva ao forno durante cerca de 30 minutos.

4. Serve às fatias com uma salada.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Bacalhau com Broa e Grelos

Para o primeiro post deste ano trazemos o nosso último almoço caseiro do ano passado. Este foi um almoço de semana inesperado e saboroso. Tirámos os "três" às prendas de natal que recebemos, já que usámos a infusão de azeite e vinagre balsâmico que a I. nos deu, da Oil&Vinager. Pode ser feito com azeite normal, mas esta infusão dá-lhe um toque especial. Outra coisa que dá um toque mesmo muito especial é bagos de romã, pena só termos sabido disto no dia a seguir ao Miguel ter feito este prato. A romã além de ter dado mais sabor ao prato também teria dado mais cor à foto, mas fica para uma próxima.

Para 2 pessoas

- 250 g de bacalhau desfiado e demolhado

- 300 g de grelos cozidos e escorridos

- 1/4 de broa

- azeite & vinagre balsâmico

- 1 cebola às rodelas

- 1 dente de alho picado

- sal

- bagos de romã

1. Leva a cebola e o alho a refogar em bastante azeite. Quando a cebola estiver translúcida junta a broa cortada em cubos e envolve bem no azeite. Adiciona os grelos escorridos e vai envolvendo na broa e no azeite. Quando os grelos estiverem murchos adiciona o bacalhau e envolve bem de forma a misturares todos os sabores.

2. Leva a forno pré-aquecido a 180ºC até o bacalhau alourar. Serve com bagos de romã e azeite.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Doce de Abóbora de Natal

Ando numa de fazer experiências com doces. Umas correm bem e outras nem por isso. O doce que está na foto de cima é um exemplo que correu bem. Este doce foi o que resultou da sobremesa com os cubos de abóbora e as pepitas de chocolate depois de passar pela varinha mágica. O sucesso foi tanto que tentei repetir.
A primeira tentativa para reproduzir o doce, anteriormente conseguido por mero acaso, não correu como esperava. Coloquei pepitas a mais e ficou a saber demasiado a chocolate. Não é que o doce seja fraco, só não ficou como queria. Esta versão fica muito bem com queijo da ilha, por ser um queijo forte e se conseguir um bom contraste entre o salgado do queijo e a doçura do chocolate.

Nesta primeira tentativa usei vagem de baunilha, mas na segunda usei o açúcar baunilhado que estava a "marinar" num frasco com a vagem que usei. Arendi que é importante só passar o doce quando estiver mesmo quase no ponto, porque se não vai borbulhar muito e vais sujar os armários da cozinha, para além de ficares com as mãos todas queimadas.
À segunda foi de vez!!! O sabor da abóbora com um toque discreto do chocolate e da baunilha é divinal. Ficou um doce delicado que casa muito bem com queijo da serra ou queijo de cabra curado. A próxima experiência a repetir é a geleia de romã que tentei fazer ontem e que se revelou um desastre completo e que só deu mesmo para me queimar. Continuo a não acertar com o "ponto" e em vez de geleia obtive caramelo!

Para 6 frascos de compota
- 2 kg de abóbora, descascada e limpa de sementes
- 800 g de açúcar baunilhado
- sumo de 3 laranjas
- 1 c. de sopa (rasa) de pepitas de chocolate

1. Num tacho largo coloca a abóbora cortada em cubos pequenos. Junta o açúcar baunilhado e o sumo de laranja. Deixa repousar durante 1h30.

2. Leva o tacho a lume médio durante 1h30, mexendo regularmente. À medida que for estanto cozida a abóbora vai-se desfazendo e podes ir "ajudando" com o salazar. Quando o doce estiver quase no ponto, junta as pepitas de chocolate e mexe até as pepitas dissolverem. Retira do lume e passa com a varinha mágica. Leva novamente ao lume por mais cinco minutos.

3. Passa para frascos herméticos esterilizados. Vira os frascos ao contrário e deixa-os ficar assim até o doce arrefecer. Volta a virá-los e guarda-os num lugar fresco e seco. Depois de abertos tens de os guardar no frigorífico.

Açúcar baunilhado
Para usar em doces, em panquecas, para bater chantilly, para pôr nas pipocas, na fruta ou simplesmente no leite ou nos iogurtes para obter aquele toque especial.

- 500 g de açúcar
- 1 vagem de baunilha (pode já ter sido usada)

Corta a vagem de baunilha, com a ponta de uma faca, no sentido longitudinal. Coloca a vagem de baunilha num frasco hermético e cobre a vagem com açúcar. Fecha o frasco e deixa ganhar sabor durante pelo menos um mês. Durante este tempo agita o frasco de vez em quando (pode ser uma vez por semana).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cogumelos com Mozzarella e Tomilho

Hoje é dia de festa e por isso "convidámos" o Jamie Oliver para jantar. Esta entrada é do livro "Cozinha na Itália" e é muito fácil, rápida e saborosa. O Jamie Oliver leva os ingredientes ao forno num prato e sugere acompanhar os cogumelos com pão estaladiço, mas nós fizemos uma pequeníssima alteração e levámos os ingredientes ao forno no meio de duas tortilhas.

Para 2 pessoas
- 2 tortilhas
- 2 cogumelos frescos, finamente laminados
- 2 mãos-cheias de queijo mozzarella ralado
- 1 caule pequeno de tomilho, usar só as folhas
- sal
- azeite extra virgem

1. Pré-aquece o forno a 180ºC.

2. Coloca uma das tortilhas num prato que possa ir ao forno e à mesa. Distribui os cogumelos numa única camada por cima da tortilha. Espalha por cima o queijo e as folhas de tomilho. Tempera com sal e azeite e cobre com a outra tortilha.

3. Leva ao forno durante 10 minutos. Com a ajuda de uma espátula vira a quesadilla para tostar do outro lado. Deixa ficar durante mais 5 minutos. Corta a quesadilla em seis triângulos. Se desejares, acompanha com uma salada de alface ou de tomate.

Aniversário

Hoje o Três Galos na Cozinha faz dois aninhos. O nosso bebé está crescido...

A ideia para o blog surgiu enquanto víamos uma emissão continua da série "24 horas" e tudo por causa do bolo de iogurte que aparece no nosso primeiro post. Na altura eu estava desempregada e de vez em quando dava-me para fazer bolos e esse tinha saído com um aspecto tão apetitoso que me apeteceu fotografá-lo. Depois fiquei a olhar para a foto a pensar "O que raio é que vou fazer com isto?" Foi quando nos lembrámos do blog. Só nos faltava escolher um nome.

O nome tem uma explicação muito simples. Quando morava com os meus pais descobri um gosto escondido pela cozinha, gosto esse que trouxe comigo quando vim para o apartamento. Entretanto veio o Miguel e cada vez que eu estava a cozinhar ele tinha de mandar sempre o seu palpite. Na brincadeira lá lhe dizia que a cozinha só tinha lugar para um galo. É que temos maneiras muito distintas de cozinhar, ele cresceu a cozinhar com a mãe os pratos tradicionais portugueses e eu comecei a cozinhar seguindo uma receita, já que a minha mãe não é lá muito dada a cozinhados. (Desculpa mãezinha, é a mais pura verdade. Mas fazes uns bifes fritos e um salame de chocolate como ninguém!) A culpa não é dela e sim do meu pai, que só come bifes com batatas fritas, arroz e ovo estrelado.

E o terceiro galo? Esse é o Galo de Barcelos que partilha connosco a cozinha, bem lá no alto do seu poleiro para ver se finalmente havia ordem no "capoeiro". Com o tempo lá aprendemos a partilhar a cozinha e dessa aprendizagem nasce o blog.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Abóbora com Pepitas de Chocolate

Esta sobremesa teve um parto difícil. A ideia inicial era serem bocados de abóbora "marinadas" em açúcar e canela servidos com nozes caramelizadas por cima. Mas depois comecei a pensar e cheguei à conclusão que a combinação abóbora/ canela/ nozes já está mais do que vista e todos já sabemos que funciona e por isso decidi aventurar-me em novas combinações. E ainda bem que assim foi porque estes bocadinhos de abóbora surpreenderam-nos muito. Só foi pena a calda ter passado o ponto. Tenho sempre este problema, nunca consigo acertar com o ponto, mas para a próxima pode ser que fique melhor. O Miguel acha que temos de experimentar estes bocados só que em versão de tarte, com massa folhada. No final, como sobraram muitos bocados de abóbora, voltaram todos para o tacho e foram passados com a varinha mágica para dar origem a um doce.

Para 6 pessoas

- 1 kg de abóbora

- 500 g de açúcar

- sumo de 2 tangerinas (ou de uma laranja)

- 1 c. de sopa de pudim de baunilha

- pepitas de chocolate

1. Descasca a abóbora, limpa-a de sementes e corta-a em cubos. Coloca numa panela larga. Adiciona o açúcar, o pudim de baunilha e o sumo de tangerina. Tapa e deixa marinar durante a noite ou durante pelo menos 6 horas, para a abóbora largar água e assim já não precisas de adicionar água (estamos em tempo de poupar e assim a abóbora fica mais saborosa).

2. Leva a panela a lume médio e vai mexendo sempre. Quando as abóboras tiverem macias retira-as para o prato de servir, mantendo a panela ao lume. Vai mexendo a calda até esta atingir o ponto desejado (gostava de poder dar uma indicação do tempo, mas não faço ideia. Eu deixei estar durante 1h30, mas devia ter ficado menos tempo, portanto é ir vendo).

3. Rega os cubos de abóbora com a calda e espalha as pepitas de chocolate por cima. Deixa arrefecer ligeiramente e serve.

domingo, 15 de novembro de 2009

Tarte de Banana e Maçã

A blue cooking de Outubro trazia um artigo dedicado aos papelotes. Os "papillote sobremesa" lembraram-me logo uns folhados de banana e canela que uma rapariga costumava fazer num café perto de nossa casa e foi assim que os papelotes se transformaram numa tarte rápida e divinal, que serviu de lanche neste domingo chuvoso. Como bónus ainda ficámos com um cheiro fantástico na casa.

Para 4 pessoas

- 2 bananas

- 1 maçã e meia descascada

- 2 c. de sopa de açúcar amarelo

- 1 c. de sopa de canela em pó

- 1 base de massa folhada

1. Pré-aquece o forno a 200ºC.

2. Estende a base de massa folhada e pica-a com um garfo.

3. Numa taça junta a banana cortada em rodelas, a maçã cortada em cubos, o açúcar e a canela. Mistura bem os ingredientes. Espalha esta mistura no meio da base de massa folhada e vira o que sobra da massa para cima da mistura.

4. Leva ao forno pré-aquecido durante 20 minutos. Serve ainda quente com uma bola de gelado de baunilha.


Jantares Desastre

Quando iniciamos este blog o nosso objectivo era colocar aqui todas as receitas que nos gostamos, por isso todas as experiências que correm mal não vem aqui parar. Isto não quer dizer que de vez em quando não aconteçam uns desastres na cozinha. Hoje ao ler um capítulo do livro "Julie&Julia" onde ela descreve dois jantares que não correram como planeado, não conseguia deixar de pensar em dois jantares onde nos aconteceu mais ou menos o mesmo.

O primeiro já foi há uns anos e o objectivo era fazer uma torta de ervas aromátias, sendo esta a minha primeira aventura no mundo da comida vegetariana. 15 minutos antes da minha famelga chegar para o petisco concluímos que a tarte estava uma valente "porcaria" e que a pasta de ervas estava era boa para ir para o lixo. Era hora de improvisar e de ver o que havia no congelador... Por sorte ainda tinhamos uma saca das famosas ameijoas do meu pai e ninguém se lembrou que tinham sido convidados para um prato vegetariano. Aliás, acho que bem lá no fundo alguns elementos da família devem ter agradecido o fracasso da torta.

O segundo foi uma experiência mais recente. No meu aniversário fui presenteada com um cabaz gourmet. Do cabaz constava pasta de tinta de choco, pasta de algas, molho mexicano, vinagreta de trufas e uma casca de ouriço. Combinei logo com a E. e o C. que ia procurar receitas para a pasta de tinta de choco e que depois combinava um jantar para experimentarmos. Fiz algumas pesquisas na internet e também nos meus livros de receita e acabei por me decidir pela receita que tinha num livro de massas italianas, já que são eles os especialistas no que a massas diz respeito. Mais tarde a escolha veio a revelar-se nada feliz!

No dia marcado desafiei o B. e a M. para jantarem connosco, na condição de levarem um pacote de pasta de tinta de choco. Eles aceitaram o desafio e lá foram comprar a massa enquanto eu fui começar a fazer o jantar. Comecei por fazer um caldo com água, limão, malagueta, cebola, alho e azeite, que ia ser usado para cozer os vários mariscos e no fim era aproveitado para cozer a massa. Aparentemente tudo corria bem e já todos nos íamos deliciando com uns mini-hamburgueres com molho mexicano, quando chegou a altura de por a massa a cozer. Na versão italiana indicavam que eram precisos 3 minutos para a cozedura, já na versão traduzida eram necessários 6... Optámos por ir experimentando e quando achássemos que estava boa escorriamos e misturávamos com os frutos do mar, só que distrai-me com a conversa e a massa acabou por ficar para lá de cozida, já para não falar na quantidade (parecia que ia ter um batalhão em casa para jantar). Primeira garfada à boca e desilusão total! Os frutos não tinham nenhum molho e por isso os sabores não se misturaram, tendo ficado desenxabido. O que nos valeu foram os mini-hamburgueres e a companhia, que foram a salvação do jantar. Ficou a promessa de uma nova tentativa...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Risotto de Abóbora com Bacon

Ora o Miguel não é muito dado à comida vegetariana, para ele a comida tem de ter "chicha", ou então não é comida. Eu andava a querer experimentar risotto com abóbora há muito tempo, mas já sabia que para o convencer a fazer o risotto tinha que lá ter mais qualquer coisa e não podia ser cogumelos... Foi então que fui dar ao site de um rapaz irlandês de avental e com um ar simpático e que tinha lá esta receita. Trocámos a salva da receita original por tomilho-limão, mas só porque era o que tinhamos em casa e o parmesão por queijo da ilha, pois é um produto nacional. Também podes optar por usar salsa em vez do tomilho, mas aí mistura-a picada só no final do risotto e junta sumo de limão antes de acrescentares a abóbora. No final a receita lá agradou aos dois!

Para 4 pessoas

- 850 g de abóbora

- tomilho-limão

- alho em pó

- 4 c. sopa de azeite

- 8 fatias de bacon

- 1 litro de caldo de galinha

- 150 g de manteiga

- 1 cebola picada

- 300 g de arroz para risotto

- 1 copo de vinho branco

- queijo da ilha ralado

1. Pré-aquece o forno a 200ºC.

2. Descasca a abóbora e corta-a em fatias. Coloca a abóbora num tabuleiro de forno com o alho em pó e o tomilho-limão. Rega com um pouco de azeite. Cobre com papel de alumínio e leva ao forno.

3. Passados 30 minutos retira o tabuleiro do forno, coloca o bacon por cima da abóbora e leva novamente ao forno e assa por mais 10 minutos ou até o bacon estar tostado.

4. Derrete a manteiga numa panela e refoga a cebola até estar translúcida. Adiciona o arroz e mexe bem até estar transparente. Junta o vinho e mexe até este ter evaporado. Adiciona o caldo e vai mexendo sempre. Adiciona a abóbora e o queijo da ilha e mexe.

5. Serve imediatamente com a fatia de bacon por cima.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Esparguete com Cogumelos do Campo

O Miguel foi ao campo apanhar cogumelos para o seu amor... para mim, portanto!

Actualmente já existe uma grande abundância e variedade de cogumelos disponíveis nos supermercados, desde secos, frescos, enlatados... A maneira como são cozinhados também é muito diversa, servindo como entrada, sopa ou prato principal. Antigamente tinha a mania que não conseguia comer cogumelos frescos e agora que os provei já não consigo tocar nos enlatados! Manias... Se quiseres saber mais sobre estes fungos maravilhosos podes ir até aqui, onde vais encontrar "n" informação, desde o que são, onde se encontram e como os preservar.
A inspiração para este prato veio do livro "Frescos Sabores" da Michele Cranston e dos livros do Jamie Oliver. É um prato rápido e com muito sabor, mas o Miguel é óbvio que achou que faltava uma carninha!

- 3 c. sopa de azeite
- 2 dentes de alho laminados
- 1 cebola picada
- 4 cogumelos do campo cortados em fatias finas
- 1/2 c. de chá de folhas de tomilho-limão
- 1 copo de vinho branco
- 1 folha de louro
- sal
- 400 g de esparguete
- queijo da ilha ralado
- salsa e manjericão picado

1. Aquece o azeite e refoga o alho e a cebola em lume médio até ficarem dourados. Adiciona os cogumelos à cebola, juntamente com o tomilho-limão. Deixa ferver um pouco e adiciona o vinho branco e o louro. Tempera com sal e reduz o lume.

2. Coze o esparguete al dente, escorre-o e volta a colocá-lo na panela quente. Adiciona o queijo da ilha, a salsa e o manjericão e mistura.

3. Distribui o esparguete por quatro taças e cobre-o com o molho de cogumelos.